Um conglomerado de mídia, empresa de mídia, grupo de mídia ou instituição de mídia é uma empresa que possui numerosas empresas em vários meios de comunicação de massa; ou seja, na televisão, rádio, publicações, filmes e na internet. De acordo com a revista Nation os "conglomerados de mídia, lutam por políticas que facilitem o seu controle dos mercados em todo o mundo."Moglen, Eben, Michael Pertschuck, and Scott Sherman, (1999). "Editorials" (Nation, 269: 18). p. 12. Existem esses conglomerados nas Américas, Europa e Ásia. Conglomerados de mídia tornaram-se um recurso padrão do sistema econômico global desde 1950.
Em setembro de 2016, foi publicado no The Balance como este tipo de mídia censura informações. Mesmo com a regulamentação da mídia nos Estados Unidos (que visa o liberalismo), alguns críticos, como o jornalista Gustavo Gindre e Enrique J. Saravia, afirmam, entretanto, que o FCC (o órgão regulatório da meios audiovisuais) tem continuamente afrouxado as regras para o setor, permitindo a concentração da mídia norte-americana nas mãos dos grandes grupos de comunicação e minando a participação de determinados setores da sociedade civil na mídia eletrônica.Saravia, 2008, pp. 158
Críticas Críticos acusam os conglomerados maiores de dominar a mídia e usar práticas desleais. Isto pode ser visto através da indústria de notícias, por empresas que se recusam a divulgar ou julgar informações "interessantes" que seria prejudiciais aos seus interesses e contribuir para a fusão de entretenimento e notícias (sensacionalismo) à custa da cobertura de questões sérias. Eles também são acusados de serem uma força que deseja a padronização da cultura (ver a globalização, a americanização), e são um alvo frequente de críticas por vários grupos, que muitas vezes percebem as organizações de notícias como sendo inclinadas para interesses especiais. Há também o problema da concentração da propriedade da mídia, reduzindo em grande parte ambas as propriedades e programação (programas de rádio e TV). Há também uma forte tendência nos Estados Unidos para os conglomerados para eliminar a transmissão local, e em vez disso, usar transmissão automática e rastreamento voz, às vezes de outra cidade ou outro estado. Algumas estações de rádio usam programação alimentadas sem conteúdo local, exceto ao inserir anúncios no rádio.
Exemplos de conglomerados de mídia América Estadunidenses: Disney: Possui ABC, Disney+, Disney Jr., ESPN, Lucasfilm (Star Wars, Indiana Jones), Marvel Comics (UCM, Studios), 20th Century Studios, Alien etc. Comcast: Possui NBC, Sky, Telemundo, Universal Pictures, DreamWorks (estúdio de animação), etc. Warner Bros. Discovery: Possui Warner Bros., DC Comics (DCU, DCEU, Studios), HBO (Max), CNN, Cartoon Network, etc. Paramount Skydance: Possui MTV, Paramount Pictures, Nickelodeon, etc. Brasileiros: Grupo Globo: Possui TV Globo (cobertura nacional), Globoplay, etc. Empresa Brasil de Comunicação: Possui TV Brasil, etc. Grupo RBS: Possui RBS TV, etc. Grupo Record Grupo Bandeirantes Grupo Abril Grupo Folha Grupo Estado Diários Associados Grupo Silvio Santos: Possui SBT, SBT News, etc. Grupo Jovem Pan NSC Comunicação Mexicanos: Televisa: Possui Las Estrellas, Chaves, Chapolin Colorado, etc. Grupo Imagen Grupo Multimedios MVS Comunicaciones
Canadenses: CBC Corus Entertainment Postmedia Network Rogers Communications Thomson Reuters Argentinos: Grupo Clarín Grupo Werthein
Ásia Japaneses Bandai Namco Holdings NHK Sony (Possui Sony Pictures (Animation, Homem-Aranha no cinema) e Sony Music) Europa Britânicos BBC Sky Group Italianos Mediaset RAI Alemães Bauer Media Group Bertelsmann Franceses Vivendi (Groupe Canal+, Universal Music Group) Groupe TF1 Grupo Lagardère Portugueses RTP Impresa Media Capital NOS Global Media Group Medialivre África Sul africanos Naspers Oceania Australianos Australian Broadcasting Corporation
Controvérsias Mundo Em 2008, Silvio Berlusconi o dono do principal conglomerado de mídia da Itália, o Berlusconi, iniciou uma série de processos judiciais contra jornalistas que o criticavam. Esta ação dele foi vista pela imprensa fora do seu conglomerado como uma tentativa de censura.
No Brasil
No primeiro semestre de 2013 o Jornalismo B que diz ser uma "mídia contra-hegemônica" republicou uma notícia do Coletiva.Net sobre a decisão da Rede Globo de proibir seus veículos de citarem nomes de redes sociais. O Jornalismo B comentou sobre o assunto e os conglomerados de mídia em geral:
No início do mesmo ano foi publicado por Pedro Rafael um artigo no Brasil de Fato dizendo que a "Rede Globo tem medo da internet". Segundo Pedro Rafael "já faz um tempo que a liberdade de expressão na internet tem incomodado os maiores conglomerados de mídia do país."
Em Portugal Em janeiro de 2005 Lílian de Macedo e Valtemir Rodrigues publicaram um artigo destacando os problemas causados à imprensa após a associação dos conglomerados brasileiros, o Grupo Folha e Universo Online (UOL) ao Portugal Telecom. Segundo a opinião dos jornalistas "a fusão do Grupo Folha e Universo On Line (UOL), formando o segundo conglomerado de mídia do Brasil, altera o panorama da comunicação e do jornalismo do país, afirmam especialistas. Com o negócio, a empresa de telefonia Portugal Telecom passa a ter 21,09% de participação, mas o controle acionário continua com a família Frias, do Grupo Folha, com 78,81%." Segundo o jornalista e editor do site Observatório da Imprensa, Alberto Dines: Para o sociólogo, jornalista e pós-doutor em Comunicação, Venício Lima, as fusões "bagunçam toda a lógica histórica do setor" já que a operadora de telefonia passará a ter controle sobre o jornal de maior circulação do país.
Em agosto de 2005 Jack Soifer, do Algarve (Portugal) publicou o artigo chamado "Para que manipular a mídia em Portugal?" onde não criticava um conglomerado de mídia em si, mas sim um geral:
Na cultura popular Ao longo da quarta temporada de Revenge é visto a personagem Margaux manipulando deslealmente o próprio conglomerado de mídia para fins pessoais.
Ver também Grupo empresarial Maiores grupos de mídia do Brasil
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