A Cimeira Estados Unidos-África (United States–Africa Leaders Summit, em inglês) foi uma reunião de cúpula multilateral realizada entre 4 e 6 de agosto de 2014, em Washington, D.C., Estados Unidos. Diversos líderes nacionais, entre chefes de Estado e de governo, de cinquenta nações africanas participaram da cimeira, dirigida pelo Presidente Barack Obama. O tema principal das reuniões foi cooperação nas áreas de comércio, investimento internacional e segurança no continente africano.
Em 31 de julho de 2014, dias antes da abertura da cimeira, a Secretaria de Imprensa da Casa Branca, convocou uma coletiva de imprensa para detalhar as discussões e preparativos para o evento. A coletiva foi liderada por Ben Rhodes, Conselheiro Nacional de Comunicações Estratégicas; Linda Thomas-Greenfield, Secretária de Estado para Assuntos Africanos; e Gayle Smith, Diretor de Desenvolvimento e Democracia do Conselho de Segurança Nacional.
A cimeira foi considerada um dos maiores eventos diplomáticos realizados durante a Administração Obama, contando com mais de cinquenta líderes de outras nações. No primeiro dia de evento, Obama recebeu os dignatários estrangeiros para cerimônia de assinaturas de acordos e definição de metas para a cimeira. No dia 5 de agosto, o segundo dia do evento, foi iniciada a sessão oficial da cimeira, e à noite foi realizado um jantar de Estado na Casa Branca para os cinquenta líderes africanos e outros convidados.
Antecedentes Em 2013, Barack Obama empreendeu uma série de visitas diplomáticas a países africanos. Em uma das viagens, o presidente anunciou seus planos de organizar uma cimeira com líderes de todo o continente. Uma das motivações teria sido o fluxo comercial africano com os Estados Unidos, que gira em torno de 85 bilhões de dólares; enquanto o fluxo comercial africano com a China aproxima-se da taxa anual de 200 bilhões de dólares. Em entrevista ao jornal britânico The Economist, Obama defendeu investimentos estrangeiros no continente africano e aconselhou líderes do continente a garantirem projetos de infraestrutura que beneficiem a população local.
Participantes A África compreende 54 Estados soberanos, todos membros da União Africana. A Casa Branca emitiu o convite a cinquenta líderes africanos que se encontravam em "boas relações" para com os Estados Unidos e a União Africana. O Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, também participou da cimeira. Barack Obama recebeu as delegações estrangeiras de forma multilateral e não individualmente, tratando o continente como um todo. Dos cinquenta líderes convidados, trinta e sete são também chefes de Estado de seus respectivos países.
Dignatários
Ausências – O Presidente Abdelaziz Bouteflika alegou problemas de saúde, enviando o Primeiro-ministro Abdelmalek Sellal em seu lugar.
– O Presidente José Eduardo dos Santos recusou-se a participar da cimeira, enviando o Vice-presidente Manuel Vicente em seu lugar.
– Presidente Ian Khama
– Presidente Abdel Fattah el-Sisi
– A Presidente Ellen Johnson Sirleaf não compareceu à cimeira, por conta de um surto de ebola no país.
– Rei Mohammed VI
– O Presidente Ernest Bai Koroma não compareceu à cimeira, por conta de um surto de ebola no país.
– O Presidente Michael Sata não compareceu à cimeira por problemas de saúde.
Exclusões - A Presidente interina Catherine Samba-Panza não foi convidada, pois o país encontra-se temporariamente suspenso da União Africana por conta do golpe de Estado em 2013. Foram realizadas eleições no país em dezembro de 2015.
- O Presidente Isaias Afwerki foi excluído pela Casa Branca, que citou uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o país. Além disso, o presente governo recusa em estabelecer relações diplomáticas plenas com os Estados Unidos.
- Como os Estados Unidos não reconhecem o país, o Presidente Mohamed Abdelaziz foi omitido da lista de chefes de governo convidados.
- O Presidente Omar al-Bashir foi excluído da cimeira por estar em julgamento na Corte Penal Internacional, que também emitiu um mandado de prisão contra ele. O Departamento de Estado dos Estados Unidos lista o Sudão como um dos países patrocinadores do terrorismo internacional. O governo sudanês criticou sua exclusão da cimeira.
- Rumores indicam que o Presidente Robert Mugabe não havia sido convidado por constar na lista de líderes com os quais os Estados Unidos não negociam. O Ministro das Comunicações do Zimbábue, Jonathan Moyo, criticou o teor da cimeira e afirmou que os Estados Unidos temiam o avanço da China sobre o continente.
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