miniaturadaimagem|MYK-78 "chip Clipper" O chip Clipper foi um chipset que foi desenvolvido e promovido pela Agência de Segurança Nacional (NSA, dos Estados Unidos) como um dispositivo de encriptação, porém com uma backdoor embutida, a ser adotado por empresas de telecomunicações para a transmissão de voz. Foi anunciado em 1993, mas em 1996 já estava inteiramente extinto.
Custódia de chaves O chip Clipper usava um algoritmo de criptografia de dados chamado Skipjack para transmitir a informação, e o algoritmo de troca de chaves Diffie-Hellman para distribuir as chaves criptográficas entre os pares. O Skipjack foi inventado pela Agência de Segurança Nacional do Governo dos Estados Unidos, e inicialmente classificado como SECRETO, o que o impediu de ser submetido à revisão por pares da comunidade de pesquisa de criptografia. O governo afirmou somente que o algoritmo era de chave simétrica de 80-bits, e semelhante ao DES. Em 24 de junho de 1998, o algoritmo foi desclassificado e publicado pela NSA. O custo inicial dos chips era declarado para ser de US$16 (sem programa) ou US$26 (programado), com sua lógica projetada por Mykotronx, e fabricados por VLSI Technology, Inc.
No coração do conceito estava a custódia de chaves. Na fábrica, qualquer novo telefone ou outro dispositivo com o chip Clipper receberia uma chave criptográfica, que iria então ser fornecido para custódia do governo. As agências do governo que recebessem autoridade para ouvir uma comunicação receberiam a chave correspondente, e então poderiam descriptografar todos os dados transmitidos por aquele telefone em particular (ou outro dispositivo). A então recém-formada Electronic Frontier Foundation preferia o termo "renúncia de chave", para enfatizar o que eles alegaram que estava realmente ocorrendo.
Reação miniaturadaimagem|Revista Wired. Organizações como o Electronic Privacy Information Center e a Electronic Frontier Foundation desafiaram a proposta do chip Clipper, dizendo que ele teria o efeito não só de submeter os cidadãos a maior e possivelmente ilegal vigilância do governo, mas que a força da criptografia do chip Clipper não poderia ser avaliada pelo público, uma vez que seu design foi classificado como secreto, e que portanto, indivíduos e empresas poderiam ser prejudicados a terem de usar um sistema de comunicações inseguro. Além disso, foi apontado que, enquanto as empresas estadunidenses poderiam ser forçadas a usar o chip Clipper em seus produtos de criptografia, empresas estrangeiras não seriam, e, presumivelmente, telefones com forte encriptação de dados seriam fabricado no exterior e se espalhar por todo o mundo e para os Estados Unidos, tornando inútil toda a tentativa, e, é claro, danificariam materialmente os fabricantes estadunidenses como consequência. Os então senadores John Ashcroft e John Kerry foram adversários da proposta do chip Clipper, argumentando em prol do direito individual para criptografar mensagens e exportar software de criptografia.Summary of Encryption Bills in the 106th Congress
O lançamento e desenvolvimento de vários pacotes de criptografia forte tais como o Nautilus, PGPPhilip Zimmermann - Why I Wrote PGP (Part of the Original 1991 PGP User's Guide (updated in 1999)) e PGPfone foram em resposta ao governo tentar forçar o chip Clipper. O pensamento era de que, se a criptografia forte estivesse livremente disponível na internet como alternativa, o governo seria incapaz de parar a sua utilização.
Falta de adoção O chip Clipper não foi abraçado pelos consumidores nem fabricantes, e o chip em si não era mais relevante em 1996. O governo dos EUA continuou a pressionar para custódia de chaves ao oferecer incentivos para os fabricantes, permitindo controles de exportação mais relaxados se a custódia de chaves fosse parte de programas de criptografia que fossem exportados. Estas tentativas foram em grande parte inutilizadas pelo uso generalizado de tecnologias de criptografia forte, tais como o PGP, que não estavam sob o controle do governo dos EUA.
No entanto, canais de voz fortemente criptografados ainda não são o modo predominante de comunicação via telefone celular. Dispositivos telemóveis seguros e aplicativos de smartphone existem, mas podem exigir hardware especializado, e normalmente exigem que ambas as extremidades da conexão utilizem o mesmo mecanismo de criptografia. Tais aplicativos geralmente se comunicarm através de vias seguras na Internet (como ZRTP) em vez de ser através de redes de dado de áudio telefônico.
Debates posteriores relacionados Após as divulgações do Snowden a partir de 2013, a Apple e a Google anunciaram que iriam bloquear dados armazenados em seus smartphones com criptografia, de uma forma que eles próprios não conseguiriam quebrar a criptografia, mesmo se ordenado a fazê-lo com um mandado.http://blog.cryptographyengineering.com/2014/10/why-cant-apple-decrypt-your-iphone.html Isso levou a uma forte reação das autoridades, com uma das mais emblemáticas respostas sendo a do chefe de detetives da polícia de Chicago: "a Apple vai se tornar o telefone de escolha para os pedófilos". O Washington Post publicou um editorial insistindo que "os usuários de smartphones devem aceitar que eles não podem estar acima da lei caso haja um mandado de busca válido", e depois de concordar que backdoors seriam indesejáveis, sugeriu a implementação de um backdoor "chave de ouro" que poderia desbloquear os dados com um mandado. Os membros do artigo de 1997 "Os Riscos de Recuperação de Chave, Custódia de Chaves, e Criptografia Confiável de Terceiros", assim como outros pesquisadores do MIT, escreveram um artigo de continuação, em resposta à ressuscitação do debate, argumentando que acesso obrigatório do governo a conversas privadas seria um problema ainda pior agora do que há vinte anos.
Ver também Bullrun (programa de descriptografia) Trusted Platform Module
Ligações externas Clipper Chip Q&A Clipper Chip Comunicado Da Casa Branca A Evolução das Restrições do Governo dos EUA sobre a Utilização e Exportação de Tecnologias de Encriptação (U), Micheal Schwartzbeck, Tecnologias de Criptografia, por volta de 1997, anteriormente Secreto, aprovado para liberação pela NSA com rasuras em 10 de setembro de 2014, C06122418 Entrevista de história Oral com Martin Hellman entrevista de história Oral de 2004, em Palo Alto, Califórnia. Instituto Charles Babbage, Universidade de Minnesota, em Minneapolis. Hellman descreve sua invenção de criptografia de chave pública com os colaboradores Whitfield Diffie e Ralph Merkle, na Universidade de Stanford em meados da década de 1970. Ele também relaciona com o seu subsequente trabalho em criptografia com Steve Pohlig (a Pohlig-Hellman sistema), e outros. Hellman aborda custódia de chaves (o chamado Chip Clipper). Ele também toca na comercialização de criptografia com RSA Data Security e VeriSign.
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