thumb|direita|Reconstituição da apreensão de frota pirata pela marinha romana. Prefeito da frota () era o almirante de uma das frotas militares baseadas no Mediterrâneo, no Ponto Euxino (Mar Negro) ou ao longo dos grandes rios europeus (como o Reno e o Danúbio). Eram cidadãos romanos de ordem equestre e faziam parte da prefeitura romana. Seu principal subordinado e, em casos particulares, seu substituto, era o subprefeito da frota (); ; (p 3163, 4724); (p 3400); ..

A função foi criada na época da Primeira Guerra Púnica, na década de 260 a.C., quando os romanos criaram suas primeiras frotas para enfrentar Cartago, até o final do Império Romano no século V.

História Durante o período republicano, o comando da frota era deixado ao encargo de um magistrado ou um promagistrado, normalmente de status consular ou pretorialRodgers (1976), p. 60.. Durante as Guerras Púnicas, por exemplo, um cônsul comandava a fronta e o outro, o exército em terra. Nas sucessivas guerras travadas no oriente, os pretores assumiram o comando das frotas. Todavia, como estas pessoas tinham também outros encargos de natureza política, a gestão efetiva da frota ou das esquadras navais era entregue a um subordinado, o legado, geralmente alguém experiente em assuntos navais. Foi durante a Primeira Guerra Púnica que apareceu pela primeira vez o "prefeito da frota" segundo LívioLívio, Ab Urbe Condita, XXVI, 48; XXXVI, 42..

Durante o período imperial, com Augusto, os prefeitos da frota se transformaram em procuradores do Augusto, cada uma a frente de uma frota permanente. As duas maiores eram a Classis Ravennatis e a Classis Misenensis, baseadas em Ravena e Miseno respectivamenteSuetônio, Augusto, 49; Vegécio, IV.32; Tácito, Historiae, III.12.. Estes postos foram ocupados inicialmente ocupados por pessoas da ordem equestre ou, a partir de Cláudio, pelos seus libertos, o que garantiu um controle imperial direto sobre as várias frotasWebster & Elton (1998), p. 165.. A partir da dinastia flaviana, a condição de "prefeito" passou a ser ocupada somente por equestres com experiência militar e que haviam feito carreira nas militiae equestriA Companion to the Roman Army, p. 210.. Também neste caso, o prefeito, dotado de experiência militar, era também um político com pouca experiência naval e contava com seus subordinados para as ações do dia-a-dia..

Hierarquia thumb|direita|upright=1|Principais cursos fluviais da Mésia, bases da Classis Moesica.

A carreira de prefeito era parte do cursus honorum da ordem equestre: Militiae equestri: prefeito da coorte, prefeitura de Roma (vigili, urbano, pretório), prefeito das alas, prefeito da legião (a partir de Sétimo Severo). Prefeitura: Prefeito da frota, prefeito anonário, prefeito do Egito, prefeito do pretório. Estas três posições eram consideradas o topo da carreira de um equestre.

Havia uma substancial diferença de patente, a importância no cursus honorum, entre os prefeitos da frota, o que se refletia inevitavelmente no stipendium entre elesPflaum, H.G. (1950). Les procurateurs équestres sous le Haut-Empire romain, pp. 50-53.: Os prefeitos das duas frotas pretoriais (Misenensis e Ravennatis) eram enquadrados como procuradores ducenários e recebiam cerca de sestércios anuais; O prefeito da Classis Germanica, da Classis Britannica e, mais tarde, da Classis Pontica eram procuradores centenários e recebiam sestércios anuais. Os demais prefeitos da frota eram denominados procuradores sexagenários e recebiam sestércios anuais

Frotas Miseno (Porto Júlio).: Classis Misenensis. e Classis Ravennatis. Gesoriacum: Classis Britannica Castra Vetera e Colônia Agripina: Classis Germanica Aquinco: Classis Pannonica Sexaginta Prista e Novioduno: Classis Moesica Trapezus: Classis Pontica Alexandria: Classis Alexandrina.

Bibliografia

Categoria:Marinha romana Categoria:Títulos militares romanos