thumb|O Monopólio, um jogo não cooperativo.
Na teoria dos jogos, um jogo não cooperativo é um jogo no qual os jogadores tomam decisões independentemente para seu benefício pessoal, o qual não impede que em alguns casos tal tomada de decisões possa favorecer a todos, sendo isto o que é procurado nos jogos cooperativos.
Os jogos não cooperativos são usados como modelos para ambientes de competição, sendo explorados, sobretudo, nas pesquisas de John Forbes Nash. De forma não intuitiva, esse tipo de jogo também pode ser utilizado para modelar cenários de ação, como para determinar a estabilidade e a sustentabilidade de cartéis e coligações.
Diferenças na teoria de jogos cooperativos e na de não cooperativos De acordo com Nash, a diferença entre a teoria de jogos cooperativos e dos não cooperativos é que a primeira é baseada na análise das interações e relações de diversas coligações que podem ser formadas pelos jogadores. Já a teoria de jogos não cooperativos de Nash é baseada na ausência de coligações, pois assume-se que cada participante irá agir de forma independente, sem colaborações ou comunicações com o outro.
Os modelos da teoria de jogos não cooperativos apresentam diferentes situações em que os agentes não são capazes de desenvolver uma solução para um conflito, o que força ações sobre outros jogadores. Essa teoria de jogo estuda os indivíduos envolvidos e suas decisões racionais. Em cada jogo, há vencedores e perdedores, apesar de que é possível que todos os jogadores terminem piores ou melhores do que começaram. Os indivíduos têm a capacidade de prever o que o oponente irá fazer. Jogos cooperativos, por sua vez, implicam que os agentes podem cooperar para alcançar um objetivo em comum. O termo para essa "aliança" não seria time, mas sim uma coligação. Cada indivíduo teria habilidades ou poder de contribuição que forneceria força para essa coligação.
Além disso, foi suposto que o propósito da teoria de jogos não cooperativos seria analisar o impacto de decisões independentes na sociedade como um todo. Em contrapartida, a teoria de jogos cooperativos foca apenas nos efeitos de cada participante em uma certa coligação, em que a coligação tenta aprimorar o bem-estar coletivo.
Elementos de um jogo não cooperativo O jogo não cooperativo deve especificar:
O número de jogadores; As ações disponíveis para cada jogador para cada fase do jogo; As funções que cada jogador está tentando maximizar; A ordem das funções, se necessário; Como as informações são adquiridas pelos jogadores; Se há qualquer elemento de aleatoriedade no jogo.
As seguintes suposições são comumente feitas:
Memória perfeita: cada jogador se lembra exatamente de suas decisões e das informações obtidas; Interesse próprio: cada jogador não considera os efeitos de suas ações sobre os outros, apenas nele mesmo; Racionalidade: cada jogador está interessado em maximalizar sua utilidade ou poder e responde às ações do outro da melhor forma possível; Informação completa: cada jogador sabe as preferências e as estratégias dos outros jogadores; Cada jogador possui o mesmo entendimento de como o jogo funciona. miniaturadaimagem|Pedra, papel e tesoura é um exemplo de jogo não cooperativo O jogo de pedra, papel e tesoura e o dilema do prisioneiro são exemplos de jogos não cooperativos.
Soluções Soluções em jogos não cooperativos são similares aos outros jogos na teoria de jogos, mas não envolvem argumentações ou resoluções impostas por uma autoridade externa. As soluções são normalmente baseadas no conceito de equilíbrio de Nash, incluindo aquelas obtidas por estratégias minimax provadas por John von Neumann.
Ver também Equilíbrio de Nash Jogo cooperativo So Long Sucker
Categoria:Teoria dos jogos Categoria:Métodos quantitativos em economia