As eleições municipais em São Luís em 1988 ocorreram em 15 de novembro, como parte das eleições municipais em 24 estados brasileiros e nos territórios federais do Amapá e Roraima. Neste caso foram eleitos o prefeito Jackson Lago, o vice-prefeito Magno Bacelar e 21 vereadores.Como o processo eleitoral foi deflagrado antes da Constituição de 1988, não foram observados os dois turnos, além disso a Carta Magna criou o estado do Tocantins e elevou os territórios federais do Amapá e Roraima à condição de estados, além de conceder ao Distrito Federal o direito de eleger o seu governador e extinguiu o Território Federal de Fernando de Noronha.
Nascido em Pedreiras, o médico Jackson Lago graduou-se na Universidade Federal do Maranhão, onde também lecionou. Diretor do Hospital do Pronto Socorro, em São Luís, foi secretário municipal de Saúde quando Epitácio Cafeteira administrou a cidade. Estreou na política via MDB ao eleger-se deputado estadual em 1974, sendo o líder da bancada oposicionista na Assembleia Legislativa. Derrotado ao disputar a prefeitura de Bacabal em 1976, figurou como primeiro suplente de deputado federal em 1978. Alinhado a Leonel Brizola e Neiva Moreira, pertence ao PDT desde 1980, assumindo a presidência do diretório estadual no ano seguinte. Embora não tenha sido eleito deputado federal em 1982, nem prefeito de São Luís em 1985, uniu-se ao presidente José Sarney para eleger Epitácio Cafeteira governador do Maranhão em 1986, ano onde conseguiu a sexta maior votação nominal em todo o estado, mas não foi eleito deputado federal por falta de quociente eleitoral.Embora tenha apoiado a eleição de Epitácio Cafeteira, o PDT não integrou a "Aliança Democrática", preferindo lançar seus candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual em faixa própria, cabendo a Jackson Lago 38.676 votos. Nomeado secretário de Saúde por Epitácio Cafeteira, deixou o cargo meses antes de eleger-se prefeito de São Luís em 1988.
Nascido em Coelho Neto, o advogado Magno Bacelar diplomou-se em 1962 pela Universidade Federal do Maranhão. Jornalista, fundou no ano seguinte o Sistema Difusora de Comunicação e dirigiu o Jornal do Dia e a TV Difusora. Eleito deputado estadual via PSD em 1962, ingressou na ARENA em 1966 e recebeu o apoio do MDB para tornar-se presidente da Assembleia Legislativa nesse ano, mas não disputou a reeleição. Durante o governo Pedro Santana, foi chefe de gabinete, subchefe e depois chefe da Casa Civil e secretário da Educação. Presidente do diretório municipal da ARENA em sua cidade natal, foi eleito deputado federal em 1974 e 1978, licenciando-se para assumir como secretário de Justiça no governo João Castelo. Após entrar no PDS, renovou o mandato em 1982, mas votou contra a Emenda Dante de Oliveira em 1984 e sufragou Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985.
Suas posições políticas nos estertores do Regime Militar de 1964 não impediram sua adesão ao PFL, onde disputou um mandato de senador via sublegenda em 1986, figurando como primeiro suplente ao fim da apuração. Em uma nova guinada política, ingressou no PDT e foi eleito vice-prefeito de São Luís na chapa de Jackson Lago em 1988. Com a vitória de Edison Lobão na disputa pelo governo do estado em 1990, foi efetivado senador, exercendo este mandato de maneira simultânea com o de vice-prefeito graças a uma permissão constitucional.Os quatro candidatos do PFL a senador foram acomodados em duas chapas: na primeira, Alexandre Costa fez valer sua posição de "candidato nato" e concorreu em faixa própria, enquanto na outra a disputa seria por meio da sublegenda e nela o eleito foi Edison Lobão, cabendo a Magno Bacelar e Américo de Souza a condição de suplentes. Em relação aos mandatos acumulados por Magno Bacelar, trata-se de uma regalia concedida pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (Art. 5º; § 3º) aos parlamentares eleitos em 1986, desde que o titular do Poder Executivo não renunciasse. Nesta lista podemos citar: Carlos Azambuja em Bagé, Algaci Tulio em Curitiba, Ney Lopes em Natal, Tarso Genro em Porto Alegre, Roberto d'Ávila no Rio de Janeiro e Luiz Eduardo Greenhalgh em São Paulo.
Resultado da eleição para prefeito Foram apurados 275.555 votos nominais (90,35%), 14.685 votos em branco (4,82%) e 14.743 votos nulos (4,83%), resultando no comparecimento de 304.983 eleitores.
Candidatos a prefeito de São Luís Candidatos a vice-prefeito Número Coligação Votação PercentualJackson LagoPDT Magno BacelarPDT 12 União da Ilha (PDT, PMC, PCdoB, PSB, PSDB) 85.801 31,14%Carlos Guterres PMDB Nan Souza PFL 15 Aliança Democrática de São Luís (PMDB, PFL, PJ, PND, PDC) 84.636 30,71%Jairzinho da Silva PDS Emanoel Bernardino Lopes PMB 11 Resistência (PDS, PTB, PMB, PTR) 56.367 20,46%José Heluy PT José Maria de Souza PS 13 Frente Democrática da Unidade Popular (PT, PS) 46.252 16,78%Edivaldo Holanda PL Raimundo Gomes de Lira PDC 22 Espaço Popular (PL, PDC) 2.499 0,91%Fontes:
Vereadores eleitos
Candidatos a vereador Partido VotaçãoRaimundo Assub PFL 2.886Osvaldo Deco PFL 2.403José Lauande <center>PMDB 2.370George Abdala PFL 2.356Kleber Gomes <center>PT 2.301João Evangelista PDS 2.193Manoel Ribeiro PFL 2.090Phil Camarão PFL 1.993Benedito Pires PDS 1.919Chico Carvalho PFL 1.845Sebastião do Coroado PFL 1.808Lia Varela PDS 1.396José Joaquim PDS 1.369Marcelo Araújo Bezerra <center>PDT 1.265Nazaré Carvalho PDT 1.220Simone Macieira <center>PCB 1.186 Tadeu Palácio <center>PL 1.178Luis Sabóia PSDB 1.152Samuel de Castro Sá PDC 1.128Pavão Filho PL 1.095Hugo Reis PDC 816Fontes:
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