A história dos Estados Unidos de 1991 a 2008 é marcada pelo fim da Guerra Fria, causada primariamente pelo colapso da União Soviética, e pela ascensão dos Estados Unidos como a única grande superpotência política, econômica e militar do mundo, estendendo-se até 2008, e o período do estouro da bolha imobiliária, que levou à Grande Recessão.

Guerra no Iraque A Guerra do Iraque foi um conflito que teve início em Março de 2003 e terminou em Dezembro de 2011, com a retirada das tropas americanas do território iraquiano após oito anos de ocupação. miniaturadaimagem|esquerda|Momentos da guerra do Iraque. Quatro mil americanos morreram neste conflito.

Guerra na Síria miniaturadaimagem|Tropas americanas servindo na Síria. Embora seja uma Guerra civil, a Guerra da Síria foi umas das várias guerras de interferência americana. O conflito começou como uma série de grandes protestos populares em Janeiro de 2011.

Política internacional americana após o fim da Guerra Fria

Desde o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos buscaram revitalizar estruturas e organizações que haviam sido criadas durante a guerra para fazer frente ao bloco soviético, especialmente a OTAN, bem como instituições multilaterais tais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, através dos quais o Estados Unidos promove reformas econômicas no mundo. A OTAN, desde o fim da guerra, adquiriu novos membros como a Hungria, a Polônia e a República Tcheca, tendo expandido-se em direção ao oeste. Além disso, a política americana passou a dar ênfase especial na política neoliberal de Consenso de Washington, que manifestaria-se na aprovação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, em 1994, com o Canadá e o México, que entrou em efeito em 1994.

Os Estados Unidos fizeram frequentemente movimentos unilaterais para punir economicamente países que estavam sob suspeita de abrigar terroristas, e de patrocinar e apoiar atos terroristas, bem como a fabricação de armas de destruição em massa, além de países que cometiam sérios abusos de direitos humanos. Por vezes, havia algum consenso por estes movimentos, tais como o embargo americano e europeu imposto contra a República Popular da China, após a violenta supressão dos Protestos da Praça Tiananmen de 1989, bem como a imposição de sanções contra o Iraque, após a invasão do Kuwait por forças iraquianas em 1990. O suporte, tanto por parte da população americana quanto pela comunidade internacional, porém, era limitado, como os embargo econômico do Irã e de Cuba, fazendo com que o Congresso dos Estados Unidos impusesse medidas para punir companhias internacionais que violassem os termos das sanções americanas em outros países.

Em 1999, um artigo, o Foreign Affairs, criticou pesadamente a política internacional dos Estados Unidos. Este artigo fora escrito por Samuel P. Huntington, que escrevera que, os Estados Unidos, para manter e reforçar seu status no mundo pós-Guerra Fria, "tem feito, entre outras coisas, tentado - ou considerado a tentar - unilateralmente a fazer o seguinte: pressionar outros países a adotar valores americanos, independentemente de direitos humanos e de democracia; prevenir outros países em adquirir capacidades militares que poderiam contra-atacar a superioridade militar americana; fazer com que leis americanas sejam cumpridos extraterritorialmente em outras sociedades; avaliar e posicionar países segundo sua aderência aos padrões americanos de direitos humanos, drogas, terrorismo, proliferação nuclear e liberdade de religião; aplicar sanções contra países que não cumprem estes padrões; promover os interesses de empresas americanas através do pressionamento por livre comércio e por mercados abertos; modelar as políticas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional para servir aos interesses destas mesmas empresas americanas; intervir em conflitos locais onde possui relativamente pouco interesse; pressionar outros países a adotar políticas econômicas e sociais que irão beneficiar interesses da economia americana; promover a venda de armamentos americanos ao mesmo tempo que que tenta prevenir que outros países façam o mesmo; forçar a renúncia de um Secretário-Geral da ONU e ditar o indiciamento de seu sucessor; expandir a OTAN para que esta incluísse a Hungria, a Polônia e a República Tcheca, e nenhum país mais; tomar ação militar contra o Iraque e posteriormente manter pesadas sanções econômicas contra o regime iraquiano; e categorizar certos países como parte do Eixo do Mal, excluindo-os de instituições globais por que eles recusam-se a ceder aos desejos americanos".

Administração Bill Clinton

200px|thumb|Bill Clinton

Após o fim da Guerra do Golfo, em fevereiro de 1991, o nível de aprovação da população americana em relação ao então Presidente americano George H. W. Bush eram muito altas, primariamente graças ao sucesso americano na guerra. Porém, problemas econômicos afligiam o país, e passaram a causar problemas a Bush. Nas eleições presidenciais de 1992, Bush enfrentou o democrata Bill Clinton e Ross Perot, o último sem partido político. Perot, que mostrou-se muito bem nas eleições, obteve 18,8% do voto popular, Bush, 37,1%, e Clinton, que venceu as eleições, 42,9%.

Clinton assumiu a presidência como um dos Presidentes mais jovens da história americana, e o primeiro americano nascido na explosão populacional americana da década de 1950 e 1960 a ter tornado-se Presidente do país. Prometendo volta sua atenção para a resolução de diversos dos problemas internos americanos, Clinton assumiu a presidência com grandes expectativas, apesar de seu baixo desempenho nas eleições. Imediatamente, porém, Clinton causou controvérsia sobre a biografias de alguns dos oficiais indicados por ele, e por confrontos políticos causados após Clinton ter anunciado que ele permitiria a homossexuais a servirem abertamente nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Estes eventos em 1993 foram indícios de uma pessoa que seria considerada um dos Presidentes americanos mais controvérsias e divisivos da história dos Estados Unidos, tendo sido muito bem visto por alguns e mal visto por outros. Sua proposta por um sistema de saúde público em 1994, criada pela esposa de Clinton e Primeira-Dama do país, Hillary Rodham Clinton, iniciou uma grande tempestade política por por parte dos membros de direita do Congresso, que opuseram-se vigorosamente ao princípio geral que o governo era incompetente, e cujos papéis dentro do país e sua sociedade deveriam ser diminuídas, e não expandidas. Este sistema não sobreviveu ao debate político criado.

O Congresso republicano

Ano por ano, a popularização política na capital americana, Washington, DC, cresceu, entre o Presidente e seus adversários de direita, os republicanos conseguiram obter a maioria das posições da Câmara dos Representantes, em janeiro de 2005, e elegeram Newt Gingrich como seu Orador. A mídia americana deu grande apoio para os direitistas. Um show do radioalista Rush Limbaugh tornou-se um sucesso espetacular, e foi uma das causas da vitória republicana na Câmara dos Representantes. O The Weekly Standard foi criado em 1995, e após a eleição de George W. Bush, iria propagandear-se a si mesma como a publicação mais lida da Casa Branca. Estas ações da mídia amplificaram a divisão e os conflitos políticos existentes no governo federal, fazendo algumas pessoas a falar de uma nova "guerra cultural" em políticas americanas. A reputação das vozes de direita mais extremistas, que criticavam pesadamente, e por vezes infundamente, o governo americano, principalmente após o cerco dos Branch Davidians em Waco, porém, sofreria após o Atentado da Cidade de Oklahoma em abril de 1995 por Timothy McVeigh.

Graças ao forte apoio dos democratas tradicionais e dos liberais, Clinton foi capaz de obter o suporte de moderados que apreciavam suas política centrista de "nova democracia", que afastavam o governo americano da expansão dos serviços governamentais do New Deal e da Grande Sociedade, e permitiu a ele melhor apresentar suas ideias e propostas, e resolvendo muitos dos problemas causados pelos republicanos. Exemplos destes tais compromissos foram uma reforma no sistema de ajuda sócio-econômica que foi aprovada pelo Congresso em 1996, que torna obrigatório às pessoas recebedoras de ajuda sócio-econômica governamental a trabalharem para poderem receber tais benefícios, e impôs limites no tempo de duração que estas pessoas podem receber esta dada ajuda sócio-econômica. Clinton também criar e aprovar Atos anticriminalidade, fornecendo mais verbas federais à "luta contra as drogas", e pedindo pelo contratamento de novos 100 mil policiais. Ao final de seus dois termos de ofícios, em 2000, o orçamento do governo federal totalizava em um superavit, o primeiro em mais de 30 anos.

Clinton foi reeleito facilmente nas eleições presidenciais americanas de 1996, derrotando o senador republicano Bob Dole e enfraquecido e marginalizado Ross Perot.

Muitos eleitores americanos em 1992 e 1996 não deram muita atenção aos rumores de casos de adultério cometidos por Clinton antes de ter assumido a presidência do país, acreditando que estes casos eram irrelevantes nas eleições. Este problema voltou à tona, porém, em fevereiro de 1998, quando rumores sobre relações sexuais entre Clinton e uma estagiária na Casa Branca, Monica Lewinsky. Clinton inicialmente e vigorosamente negou que estas relações tenham ocorrido: "Eu não tive relações sexuais com aquela mulher, a Sra. Lewinsky." A esposa de Clinton, a Primeira-Dama Hillary Clinton, descreveu estas alegações como uma conspiração tramada pela ala direita do governo americano. Clinto seria posteriormente forçado a melhor retratar o caso em agosto, após que este tema entrara sob investigação de Kenneth Starr, que investigara as diversas alegações de adultério cometidos por Clinton por diversos anos. Uma vez que Clinton havia negado estas acusações, tendo posteriormente revelado a verdade, a Câmara dos Representantes iniciou um processo de impeachment contra Clinton, sob a acusação de perjúrio. A Câmara dos Representantes aprovou o processo de impeachment, mas o processo foi rejeitado pelo Senado.

Globalização e a nova economia miniaturadaimagem|esquerda|Bill Clinton e Tony Blair. Nas últimas décadas a aliança entre os Estados Unidos e o Reino Unido se fortaleceu O termo de ofício de Clinton será lembrado por certos grupos pelo grande foco que o governo federal dedicou às políticas e assuntos domésticos do país. Grandes números, cada vez maiores, de americanos passaram a ignorar assuntos políticos, em favor de assuntos pessoais e comerciais. Entre 1994 e 2000, o país testemunhou a emergência do que muitos chamaram de uma "nova economia", movida pela tecnologia, e pelos relativos grandes aumentos na produção industrial, baixas taxas de inflação e uma queda na taxa de desemprego, para menos de 5%, as menores da história pós-Segunda Guerra Mundial dos Estados Unidos. A internet e tecnologias relacionadas fizeram seus grandes avanços na economia americana de uma vez, promovendo um grande aumento do número e dos preços das ações comercializadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque, que fez com que o diretor da Reserva Federal descrevesse este período de "exuberância irracional". Este período, que durou entre 1994 e 2000, foi o período mais longo de grande crescimento e prosperidade econômica da história dos Estados Unidos no .