O rio São João é um curso de água do estado de Minas Gerais, no Brasil. Tem sua nascente localizada em Campo dos Gentios, no município de Itaguara, próxima aos limites deste município com os de Itatiaiuçu e Rio Manso, e deságua no Rio Pará, na divisa município de Pitangui com Conceição do Pará, em área conhecida como Velho do Tapia, sendo subafluente do rio São Francisco.

A sub-bacia do Rio São João faz parte da Bacia do Rio Pará, localizada na Bacia do Alto São Francisco, com área de aproximadamente 1500 quilômetros quadrados e abrange territórios de dez municípios mineiros:

Itaguara, Itatiaiuçu, Carmo do Cajuru, Itaúna, Mateus Leme, São Gonçalo do Pará, Igaratinga, Conceição do Pará, Pará de Minas,Onça de Pitangui e Pitangui.

A sub-bacia localiza-se em área de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica. As cabeceiras da sub-bacia do Rio São João são o local onde ocorre a maior precipitação mensal média em toda a Bacia do Rio Pará.

Aspectos Geográficos

Dimensões O Rio São João tem largura média de 5 metros e profundidade média de 1 metro, a qual diminui durante o período de estiagem. A largura do rio aumenta com o tempo, chegando a mais de oito metros quando da sua foz. A vazão é de 4 metros cúbicos por segundo, em média. No entanto, ela é muito irregular, podendo atingir até 120 metros cúbicos por segundo no período chuvoso. Além disso, segundo pesquisa, 44,91% da extensão total do Rio São João é localizada dentro do município de Itaúna.

Tributários A respeito da origem de sua água, o rio São João tem mais de 1000 nascentes catalogadas e vários córregos e ribeirões afluentes. Os afluentes do Rio São João, de sua cabeceira até sua foz, são mostrados a seguir. Além deles, há pequenos cursos d'água, inominados, que também entregam suas águas a ele, mas não são citados aqui. (Legenda: M corresponde a "margem", E a "esquerda" e D a "direita"). +Tributários do Rio São João, afluente do Rio Pará e subafluente do Rio São FranciscoMTributáriosMunicípioObservaçõesRef.SubafluenteAfluenteCabeceiraItaguaraNasce como Ribeirão São João ou do Cornélio.ECórrego Olho d'ÁguaCórrego GentilRibeirão São JoãoDeságuam no São João enquanto ele ainda é chamado de Ribeirão São João ou do Cornélio. Após o encontro com o Clementinos, passa a ser o Rio São João definitivamente.ECórrego das PaineirasECórrego GameleiraDCórrego MalíciaCórrego dos ClementinosCórrego das PedrasECórrego do Batista.Rio São JoãoTambém conhecido como Córrego Pedra Branca.ECórrego do AterradoItatiaiuçuDCórrego ChapadaCórrego dos CoqueirosDCórrego LaranjeiraECórrego Capoeira GrandeRibeirão JacubaTambém conhecido como Córrego Paiol.Córrego LavrinhaECórrego LoretoECórrego TeixeiraECórrego CachoeirinhaNão confundir com o Córrego da Cachoeirinha, afluente do Ribeirão dos Capotos, em Itaúna.DCórrego Mourão QueimadoRibeirão dos PintosTambém conhecido como Córrego do Retiro dos Pintos.Córrego Ponta da SerraCórrego Capão da EmbiraECórrego Boa VistaItaúnaDCórrego Cachoeira CompridaDCórrego do FeixeDCórrego Grota da CanaECórrego Angu SecoECórrego Grota da LageCórrego do SoldadoCórrego Grota do HangarCórrego BatatasCórrego PenhoraCórrego RetiroCórrego Santo Antônio de Amadeu PortoDCórrego Santo AntônioCórrego diferente do anterior, apesar de próximos.ECórrego Morro do EngenhoDCórrego Grota da CanoaECórrego São GeraldoDCórrego Duas PontesRibeirão JoanicaTambém conhecido como Córrego da Várzea ou Córrego do Fundão. No Córrego Batata desaguam o Córrego Mamonal e o Córrego Morro Grande.Córrego EstrangeiroCórrego BatataCórrego das ContendasECórrego SumidouroTambém conhecido como córrego da Prainha.DConsultar a página a ele dedicada.Ribeirão dos CapotosTambém conhecido como Córrego dos Campos ou Córrego dos Lopes.DCórrego BarragemECórrego da LavrinhaNão confundir com Córrego Lavrinha, tributário do Ribeirão Jacuba.ECórrego da LágrimaECórrego Campão da MoendaDCórrego Boa VistaRibeirão CalambauO Córrego Boa Vista também é conhecido como córrego do Cipó. No Córrego Mato Grosso deságua o Córrego dos Paulas.Córrego Mato GrossoCórrego BagagemDRibeirão Campo RedondoERibeirão dos CoelhosTambém conhecido como Ribeirão dos Machados.DCórrego do SítioECórrego Mato DentroIgaratingaECórrego Água EspalhadaECórrego CambiraRibeirão Pedra NegraCórrego da EstivaCórrego da GrotaCórrego CaxambuCórrego QuilomboCórrego da ChácaraCórrego PimentaECórrego FunilDCórrego ContendaCórrego dos MateusCórrego MaranhãoECórrego BrejinhoECórrego Tamanduá AlegreSão Gonçalo do ParáECórrego MarimbondoECórrego TaquariIgaratingaDCórrego Negro QueimadoCórrego do CedroNo córrego Negro Queimado deságua o córrego BananalCórrego AreãoECórrego Mato DentroNão confundir com o homônimo que faz a divisa entre Itaúna e Igaratinga.DCórrego Ponte CaídaCórrego do CapãoECórrego Barro PretoDCórrego do TanqueCurso d'água intermitente.ECórrego dos LimaCórrego BuritiDCórrego das PossesRibeirão AreiasNo córrego Mamão deságua o córrego da Forja. O córrego Cacimba é um curso d'água intermitente.Córrego MamãoCórrego Barra FundaCórrego MesclaCórrego CanavialCórrego João DiasCórrego LajinhaCórrego da GrotaCórrego da SerraCórrego DionízioCórrego CacimbaECórrego Água AmarelaConceição do ParáECórrego CavalãoECórrego Ponte do PariDCórrego Várzea do PariPará de MinasCurso d´água intermitente.ECórrego AlgodãoConceição do ParáECórrego BuritiNão confundir com o córrego homônimo de Igaratinga.DCórrego BoqueirãoCórrego Ponte AltaPará de MinasECórrego PequiraConceição do ParáDCórrego BarreiraPará de MinasECórrego das PombasConceição do ParáDCórrego Serra GrandeRibeirão PaciênciaPará de MinasNo córrego do Cedro desaguam os córregos Contendas, Olhos d'água, Candembe e Matinha. No córrego Água Limpa deságua o córrego Fazenda Velha.

No córrego do Garcia deságua o córrego Mimoso.

No córrego dos Limas deságuam os córregos Capoeira do Campo e do Angico.

No córrego Capoeira do Campo deságua o córrego Olaria.

No córrego Aparição deságuam os córregos Valença, das Pedras (homônimo de outro córrego paraminense), Bananal e da Mata.

No ribeirão da Colônia deságuam os córregos Pedra Branca e Tamanduá, o ribeirão Jaguara e os córregos Capão do Rosilho (localizado em Pará de Minas) e dos Guardas.

No ribeirão Jaguara deságuam os córregos dos Correias, Urubu e Tabocal.

No córrego dos Correias deságua o córrego Pé de Abóbora.

No ribeirão dos Meireles deságua o córrego Meloso, o ribeirão Bom Sucesso e os córregos do Buracão, dos Pintos, Brás Correia e da Grama.

No ribeirão Bom Sucesso deságuam o ribeirão do Sobrado e os córregos Catumbá, Paiol, Laje, Palmital, Caracol e da Fruteira.

No córrego da Laje deságua o córrego Porteira de Tábua.

No córrego Fazenda Velha deságuam os córregos Purgatório e Jangadinha.

No ribeirão dos Guardas deságuam os córregos Serra do Caidor, Buracão, do Gaia, Colombo e Ressaca.Córrego da LageCórrego do CedroCórrego SapéCórrego GomesCórrego do PiãoCórrego Água LimpaCórrego do ArrozCórrego GeraldoCórrego do GarciaCórrego Cachoeira do MacacoCórrego GorduraCórrego AusênciaCórrego das PedrasCórrego dos LimasCórrego ApariçãoRibeirão da ColôniaOnça de PitanguiRibeirão dos MeirelesPará de MinasCórrego Engenho VelhoCórrego do ChiqueiroOnça de PitanguiCórrego Fazenda VelhaPará de MinasCórrego MarouasCórrego PaciênciaOnça de PitanguiRibeirão dos GuardasCórrego FundoPará de MinasDCórrego São SebastiãoOnça de PitanguiDCórrego Olho d'águaRibeirão da OnçaNo córrego da Lagoinha deságua o córrego Pompeuzinho. No córrego Santa Cruz deságua o córrego do Açude.Córrego da LagoinhaCórrego Santa CruzCórrego da MamonaECórrego do Mato DentroConceição do ParáNo córrego do Mato Dentro deságua o córrego TabocaECórrego JuazeiroNo córrego Juazeiro deságua o córrego Canoinha.ECórrego CondessaCórrego PalmitalECórrego da LimeiraDCórrego Mato do CachorroCórrego GameleiraPitanguiECórrego Mau CabeloConceição do ParáECórrego Vargem do SantiagoDCórrego do TanqueCórrego CaxingóPitanguiDCórrego RepresaRibeirão do BrumadoPitanguiCórrego EngenhoCórrego LimeiraECórrego do TanqueConçeição do ParáECórrego CasquilhoFozFoz no Rio Pará, no limite com Pitangui.

Uso histórico do rio A região do Centro-Oeste de Minas foi habitada, pelo menos, até o século XVII por indígenas Cataguases - entre Itaúna e Divinópolis, inclusive, já foram achados utensílios desses habitantes originais. Durante esse século, deram-se as primeiras bandeiras a adentrar a região da bacia do rio Pará. Em 1675, uma expedição liderada por Lourenço Castanho Taques, após derrotar alguns indígenas na região que hoje é Itatiaiuçu, chegou às nascentes do Rio São João na atual Itaguara.

Após a "conquista", a região do Rio São João passou a ser mais frequentemente explorada e ocupada por colonos. Nesse contexto, deu-se a fundação de Pitangui, que se localiza na altura de sua foz. Também nesse período se deu a descoberta de ouro em Minas Gerais, inclusive na foz do São João e em afluentes, como o Ribeirão da Onça, o Ribeirão Jacuba e o Córrego Lavrinha. Desse modo, o rio passou a ser desbravado em sentido a sua jusante.

A produção aurífera do rio São João e de sua bacia, no entanto, durou pouco. Na altura da fundação de Sant'Ana do São João Acima, atual Itaúna, em 1765, a quantidade de ouro de aluvião no leito dos cursos d'água era ínfima, senão inexistente. A partir desse período, a região em torno do rio São João voltou-se à agropecuária, à incipiente manufatura, e, principalmente, ao comércio.Ao final do século XVII, o rio São João era frequentemente descrito como lugar de "paragens", ou seja, onde os tropeiros passavam a noite pela oferta de recursos e segurança. Já durante o século XIX o forte da região era a compra, venda e criação de gado de corte. A partir da segunda metade desse século a região do rio São João começa a se industrializar, com a fundação de, por exemplo, a Companhia Industrial Pitanguiense, a Companhia de Tecidos Santanense e a Companhia Itaunense. Nesse período, a água da bacia era usada para mover rodas d'água, a fim de gerar a energia para a produção.

Uso da atual da água

Captação e vazão O Plano Diretor da Bacia Hidrográfica do Rio Pará demonstra que a sub-bacia do Rio São João destaca-se pela maior vazão de captação tanto de águas superficiais quanto de águas subterrâneas, em comparação às outras sub-bacias da Bacia do Rio Pará. A maior parte da vazão captada é utilizada na agroindústria. Em 2016, a vazão de captação da sub-bacia do São João foi de 8.273,51 m³ por dia, enquanto a vazão de captação total na Bacia do Pará foi de 15.672,18 m³ por dia.

Redução da vazão ao longo dos anos A vazão média do rio São João tem diminuído nas últimas décadas. Segundo RODRIGUES (1979) a vazão média do Rio São João diminuiu em 60% em oito anos, de 12,5 m³/s para 5,0 m³/s. Em estudo de dissertação de mestrado de REGO, 2013, a vazão mínima com sete dias de duração associada a um período de retorno de dez anos (Q7,10), medida num ponto no rio dentro da área urbana do município de Itaúna relacionado a uma área de drenagem de 338 km², foi de 1,83 m³/s. O mesmo estudo verificou que a vazão Q7,10 em outro ponto a jusante em Jaguaruna, nos limites entre os municípios de Onça de Pitangui e Conceição do Pará, relacionado a uma área de drenagem de 1560 km² foi de 3,98 m³/s.

Qualidade da Água