Bang Bang é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 3 de outubro de 2005 a 21 de abril de 2006, em 173 capítulos. Substituiu A Lua Me Disse e foi substituída por Cobras & Lagartos, sendo a 69ª "novela das sete" exibida pela emissora.
Mário Prata desenvolveu a sinopse e escreveu os primeiros 34 capítulos da trama, porém teve que se desligar do projeto por problemas de saúde, passando a autoria para Carlos Lombardi, que deu continuidade a história. A colaboração foi de Ana Ferreira, Antonio Prata, Reinaldo Moraes, Chico Mattoso, Filipe Miguez e Márcia Prates, com direção de Paulo Silvestrini, Cláudio Boeckel, Ary Coslov e Carlo Milani. A direção geral foi de José Luiz Villamarim e a direção de núcleo foi de Ricardo Waddington.
Contou com Bruno Garcia, Fernanda Lima, Carol Castro, Giulia Gam, Marco Ricca, Guilherme Berenguer, Alinne Moraes, Fernanda de Freitas, Ney Latorraca, Marisa Orth, Joana Fomm, Guilherme Fontes e Mauro Mendonça nos papéis principais..
Enredo O novo xerife de Albuquerque, uma pequena cidade do Velho Oeste, é encontrado morto por Gogol e Rush, antes de assumir o cargo. Eles resolvem então tomar posse da carta de apresentação e da estrela, um deles se fazendo passar pelo xerife morto. O progresso está chegando à cidade, atraindo novos moradores em busca de um futuro melhor. A caminho da cidade está também Ben Silver, um forasteiro misterioso que vem buscar vingança pela chacina de sua família que, vinte anos antes, fora executada por Paul Bullock. Por acaso, Ben acaba conhecendo Diana, filha de Paul, e encanta-se pela moça, sem saber do parentesco dela com o homem a quem quer matar.Começam as gravações de Bang Bang
Elenco Intérprete Personagem Bruno Garcia Ben Silver Fernanda Lima Diana Bullock Giulia Gam Vegas Locomotiv Marco Ricca Xerife Patrick Gogól / Edgard Stuart Carol Castro Mercedita Bolívar Mauro Mendonça Paul Jonathan Bullock Joana Fomm Miriam Veridiana McGold (Viúva McGold) Alinne Moraes Penny McGold Lane Neon Bullock Marisa Orth Úrsula McGold Lane Ney Latorraca Aquarius Lane Guilherme Fontes Jeff Wall Street Betty Lago Jane Calamidade Kadu Moliterno Jesse James / Denaide Evandro Mesquita Billy the Kid / Henaide Angelina Muniz Violeta Bolívar Genézio de Barros Javier Bolívar Fernanda de Freitas Catty McGold Evans Sidney Magal Clayton Lake / Zorroh Cris Bonna Dorothy McGold Evans Jairo Mattos Dong Dong Evans Eliezer Motta Tonto Comanche Nair Bello Leona Lake (Dona Zorra) / Vidente Mésmera Renato Consorte Padre Jeremy Renato Borghi Frei Ernest Babi Xavier Marilyn Corroy Rodrigo Lombardi Constantino Zoltar Ricardo Tozzi Dr. Harold Phinter / Lobo Daniele Suzuki Lady Yoko Anderson Lau Sheng Leng Bullock Thalma de Freitas Baiana Cosme dos Santos Tenente Rush Maria Helena Velasco Mãe Bezerra Rui Resende Jack Label Paulo Miklos Kid Cadillac Ariela Massoti Lady Brenda Tatiana Monteiro Lady Helga Roumer Calhães Absurd Boy Felipe Cardoso Don Ricardo Duque Bob Sônia Siqueira Zulma Fábio Herford Washington Miguel Nader Dragon As crianças Humberto Carrão Pablito Bolívar Mauren Mcgee Thabata Corroy Raphael Rodrigues Fred Bike-Boy
Participações especiais Intérprete Personagem Tarcísio Meira John Marcus McGold Marcos Pasquim Xerife Crazy Jake Murilo Rosa Dr. Josh Lucas Iran Malfitano Mac-Mac McGold Flávia Monteiro Pistoleira Samanta Carla Marins Pistoleira Alba May Luciana Braga Viúva Clark Bianca Byington Viúva Jones Carlos Bonow Hector Fernandez Cláudia Lira Diva Fernandez Roberta Gualda Polly (ex de Harold) Elias Gleizer Bispo White Luiz Melodia Maestro Sam Smith Roney Facchini Nicola Fellini / Mestre do Ilusionismo Grace Gianoukas Cigana Esmeralda Maria Regina Madame Sodoma Cláudia Borioni Madre Superiora Alice Borges Irmã Socorro Ida Gomes Irmã Encarnación Jece Valadão Joe Wayne Ernani Moraes Frank Insano Fernanda Rodrigues Daisy do Carteado Eduardo Dussek Príncipe Kristoff Mário Gomes Xerife Greg Taylor Licurgo Spínola Xerife Jordan Larissa Bracher Promotora Jéssica Eucir de Souza Promotor Fox Alexandre Zacchia Mr. Fidel Carl Schumacher Mr. Coppola Mr. Armstrong Castro Gonzaga Dr. Freud Nica Bonfim Mamma Jack Leonardo Netto Jack Seca Cangote Paulo Vespúcio Hunter Lionel Fischer Philip Andréa Busato Ingrid (viúva do verdadeiro Xerife Patrick Gogol) Joana Limaverde Menina do saloon Andréa Leal Menina do saloon Leona Cavalli Pistoleira no último capítulo Ted Boy Marino Pistoleiro Julio Rocha Pistoleiro Fábio Lago Pistoleiro Guilherme Piva Inglês que participa do leilão de Veridiana André Bankoff Homem com quem Dorothy traiu Dong Dong no passado Alexandre Schumacher Soldado que prende Diana Juliana Guimarães Ex de Crazy Lake
Produção Mario Prata concebeu os primeiros esboços de Bang Bang em 1987 enquanto escrevia a novela Helena na Rede Manchete, onde também pretendia levar ao ar a nova trama. A novela chegou a ser aprovada por José Wilker, diretor de teledramaturgia na época, e teria direção de Luiz Fernando Carvalho, porém Mario acabou não tendo o contrato renovado e o projeto foi abandonado. Em 1990 a novela foi aprovada no SBT para substituir Cortina de Vidro, onde seria dirigida por Walter Avancini e produzida pela Manduri Filmes. Mario queria como protagonistas José Wilker e Giulia Gam – ambos da TV Globo, que não aceitaram a proposta. A novela, porém, foi cancelada pela crise pela qual passava a emissora, que preferiu levar ao ar Brasileiras e Brasileiros, telenovela de baixo custo e que encerraria a produção na teledramaturgia por alguns anos.
Na sequência, o autor negociou a obra com a emissora espanhola Antena 3, negociação esta que não avançou. Em 1995, quando foi contratado pela Band, o autor chegou a apresentar o projeto, porém a emissora não aprovou e o direcionou a escrever a telenovela O Campeão. Apenas em 2005 Mario teve a oportunidade de finalmente produzir a telenovela, quando a apresentou aos executivos da Globo e a trama foi aprovada. As gravações das primeiras cenas aconteceram nas zonas desérticas de San Pedro de Atacama, no Chile, que simulou os desertos estadunidenses.
Troca de autor e alterações Em 13 de outubro, apenas dez dias após o início da trama, Mario Prata precisou deixar a novela devido a um grave problema de saúde, tendo entregue apenas 34 capítulos. Os colaboradores tiveram que finalizar os textos destes capítulos. Em 2 de novembro Carlos Lombardi assumiu o cargo de autor, a princípio temporariamente. Em dezembro, a direção avaliou que Mario não tinha condições de saúde para voltar ao trabalho e Carlos seguiu escrevendo a trama até o final. A trama, que era pautada até então nos gêneros romance e drama, passou a apostar na comédia com o novo autor, mudando drasticamente o rumo dos acontecimentos. Questionado sobre o motivo de alterar a proposta original da obra, Carlos considerou que Bang Bang fugia da realidade do velho oeste original e soava tão falsa, que apenas uma comédia salvaria a situação: "Parece que estamos vendo novela com as pessoas fantasiadas. Se vai manter esse visual, esse figurino, essa proposta falsa do lugar e do tempo que não existe, não dá para ter personagem que não faça comédia".
Carlos – descontente com o trabalho de Mario até então, e considerando seus personagens "chatos" ao ponto de não conseguir trabalhá-los sem mudar totalmente o perfil – chegou a propor que a história passasse por um terremoto que mataria a maior parte da população da cidade, avançando vinte anos no tempo, quando os descendentes dos personagens originais dariam sequência na trama. Porém a direção recusou a ideia, alegando que isso geraria altos custos de efeitos especiais e problemas para escalar um novo time para o elenco. Carlos planejava matar o protagonista Ben no final da novela, porém desistiu da ideia após interferência da direção. Por conta da baixa audiência, a novela teve a duração dos capítulos reduzida de 60 para 45 minutos e teve três intervalos comerciais a menos que a antecessora, pela falta de patrocinadores. Além disso a trama foi encurtada em 30 capítulos.
Escolha do elenco Fernanda Lima, que havia sido contratada para cobrir a licença-maternidade de Angélica no Vídeo Game, realizou os testes para a protagonista em junho, sendo aprovada para o cargo. Perfeito Fortuna chegou a ser confirmado no papel do dono do circo Nicola, porém o papel acabou passando para Roney Facchini. Guilherme Berenguer e Daniele Suzuki deixaram o elenco da décima segunda temporada de Malhação a pedido do autor especialmente para integrarem Bang Bang. Angelina Muniz foi outro pedido do autor, uma vez que a atriz estava em outros canais nos últimos 15 anos. Para reforçar o elenco, alguns atores foram anexados a trama na reta final, como Murilo Rosa, que interpretava um cowboy atrapalhado interessado na protagonista, e Cláudia Lira, no papel da ex-namorada de Ben. Betty Lago também entrou para interpretar outra personagem real, a fora-da-lei Jane Calamidade. Iran Malfitano entrou para interpretar Mac Mac, que atrapalhava o relacionamento de Penny e Neon. Já Marcos Pasquim entrou no papel do mulherengo Crazy Jake, que se interessava por Mercedita.
Recepção A trama foi considerada pela imprensa como um fracasso pela baixa qualidade da história e repercussão pífia.
Bang Bang recebeu críticas massivamente negativas dos profissionais especializados. Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicou que a novela era "tosca", com uma cenografia que parecia de brincadeira e tinha uma abordagem não-realista, uma vez que o autor poupava até os bandidos da morte para não chocar o público, contrastando com a verdade do velho oeste, acrescentando ainda que a novela destoava dos bons trabalhos que a emissora fazia naquele momento.
Dolores Orosco, da revista Isto É, declarou que a novela tinha tudo para dar certo, mas pecou ao apostar em uma protagonista sem experiência e na falta de humor inteligente, chamando a história de fiasco e fazendo uma analogia de que era uma "bala perdida" que não atingiu o público.
Ricardo Valladares, da revista Veja, qualificou a novela como "um dos maiores micos já exibidos", alegando que a mistura de faroeste com gírias cariocas era ridícula, os protagonistas fracos e sem uma trama convincente. O jornalista ainda questionou o motivo da emissora manter no ar a novela "que já nasceu condenada", fazendo uma comparação com as produções internacionais, que eram canceladas drasticamente em busca de um resultado melhor, e alegando que a própria emissora já tinha cortado pela metade As Filhas da Mãe, quatro anos antes. Finalizou afirmando que "qualquer coisa continua sendo melhor do que assistir a Bang Bang".
Taíssa Stivanin, do jornal Estadão, avaliou que a novela era politicamente correta demais para abordar o violento velho oeste, dizendo também que o humor era "sem graça" e "patético" por misturar a temática com gírias cariocas. Nilson Xavier, do portal UOL, declarou que a novela era confusa e que não tinha uma história, avaliando que as as piadas com referências aos anos 1960 eram sem graça e o ritmo da trama era lento. Alberto Rocha, do Purebreak, disse que "absolutamente nada" deu certo na novela.
Audiência A estreia da novela teve média de 37 pontos e 57% de participação, representando cinco pontos a mais que a estreia da antecessora, A Lua Me Disse. No final da primeira semana a novela já marcava apenas 31 pontos e na semana seguinte acumulava 29. A queda coincidiu com a reta final de Essas Mulheres, na RecordTV, que chegava a marcar entre 12 e 14 pontos. Com a estreia de Prova de Amor, também na RecordTV, a situação de Bang Bang se agravou, e em 23 de novembro chegou a marcar 21 pontos contra 18 da concorrente. Em 18 de janeiro a trama da RecordTV bateu 25 pontos e atingiu o primeiro lugar. Bang Bang chegou a ser a menor audiência de novelas da emissora, perdendo para a "novela das seis" Alma Gêmea e para as décima segunda e décima terceira temporada de Malhação, que permaneceram acima dos 30 pontos.