As espículas, no campo da biologia, podem se referir a dois tipos de estrutura: na botânica, se referem a pequenas espigas, ou a estruturas que se assemelhem a espigas; na zoologia, são basicamente o esqueleto de uma esponja, e, dependendo da classe, podem ser formadas por calcário de cálcio, espongina ou sílica, que garantem a sustentação da esponja no fundo dos mares e a deixam imóvel. São secretadas pelos esclerócitos.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 704.
Etimologia "Espícula" é proveniente da junção dos termos latinos spica, "espiga", e ula, sufixo de diminuição. Espículas de esponjas Podem ser compostas por dois tipos de minerais: esquerda|thumb|300px|Espículas de esponjas.
Carbonato de cálcio (formadas por CaCO3, podem apresentar formas variadas, desde simples eixos rectos a formas complexas e ramificadas); Sílica (formadas principalmente por H2Si3O7, são geralmente complexas e podem fundir-se, originando uma estrutura relativamente sólida nas chamadas esponjas-de-vidro); Também podem ser de espongina, uma proteína composta por uma rede de fibras proteicas elásticas anastomosadas, isto é, entrelaçadas e fusionadas entre si.
As espículas apresentam diversas formas e são classificadas de acordo com seu tamanho. As maiores recebem o nome de megaescleras e as menores de microescleras. Os tipos de espículas presentes no esqueleto da esponja são importantes caracteres para a identificação e classificação das espécies.
Os formatos da espícula podem ser variados, possuindo, nas pontas, formato de: ganchos; arredondados; e pontiagudos como agulhas. As espículas são secretadas pelos esclerócitos - células que estão contidas no meso-hilo (ou mesogleia). As espículas podem estar fixadas no meso-hilo compondo o esqueleto nas formas de monáxonas (possui 2 pontas), triáxonas (3 pontas), tetráxonas (4 pontas) e hexactinélidas (6 pontas).
Categoria:Biologia