O Duende Verde é o alter-ego de Norman Osborn, um supervilão fictício que aparece nas histórias em quadrinhos norte-americanas publicadas pela Marvel Comics. O personagem foi criado pelo escritor Stan Lee e pelo artista Steve Ditko, aparecendo pela primeira vez na revista The Amazing Spider-Man #14 (julho de 1964). O chefe industrial e amoral da Oscorp tomou uma fórmula que aprimorou as suas capacidades físicas e seu intelecto, mas também o levou à loucura. Ele adotou uma aparência temática do Halloween, vestindo-se com um traje de duende, montando em um planador com forma de morcego e usando um arsenal de armas de alta tecnologia, como granadas em formato de abóbora. O Duende Verde é o arqui-inimigo do Homem-Aranha por ter sido responsável por inúmeras tragédias à vida do herói (como a morte de Gwen Stacy e a Saga do Clone). Também é o pai de Harry Osborn, o melhor amigo de Peter Parker. No entanto, o Duende também já entrou em conflito com outros super-heróis do Universo Marvel e foi o foco de toda a série Reinado Sombrio, com um enredo da interação inicial do Patriota de Ferro.
Mais pessoas se passaram pelo Duende Verde (em especial, seu filho Harry) após Norman ter sido dado como morto. A maioria das pessoas que usou esse nome entrou em contato com um soro mutagênico em algum momento. O soro concede força, agilidade e resistência suficientes para resistir a disparos de armas de médio calibre, mas acaba perturbando a mente do infectado em maior ou menor grau.
Criação Segundo Steve Ditko, Stan Lee havia imaginado o Duende Verde como um demônio mitológico acordado por uma equipe de filmagem, mas o desenhista decidir torná-lo um vilão humano.Murray, Will (July 2002). "Spider Time". Starlog and Comics Scene Present Spider-Man and Other Comics Heroes O Duende surgiu na edição número 14 de The Amazing Spider-Man, em 1964, e reapareceu algumas vezes antes de sua identidade ser revelada na edição #39 de 1966 (a primeira desenhada por John Romita), apenas duas edições depois de Norman Osborn surgir como pai do melhor amigo de Peter Parker, Harry Osborn.Comics Creators on Spider-Man, pg 29–30, Tom Defalco. (Titan Books, 2004)
Em 1973, o Duende matou a namorada do Homem-Aranha, Gwen Stacy, enquanto morria em combate com o herói, porém o roteirista Gerry Conway já planejava ter o codinome assumido pelo filho de Norman. A transformação de Harry Osborn em Duende Verde foi bem-recebida com fãs observando que Harry era mais ameaçador do que seu pai jamais fora. Norman seria ressuscitado apenas durante a Saga do Clone, entre 1994 e 1996, quando, para consertar a ira dos fãs com a substituição de Peter Parker pelo clone Ben Reilly, os roteiristas da Marvel decidiram que era tudo uma manipulação de um dos antigos inimigos do Aranha para destruir sua vida. Primeiro cogitaram Mephisto, mas optaram por um vilão menos poderoso. Os planos iniciais eram de revelar o vilão ciborgue, Gaunt, como Harry Osborn, que também era dado como morto à época. Eventualmente, as ideias foram vetadas pelo editor Bob Harras, que optou por reviver Norman Osborn.Comic Book Urban Legends Revealed 174, Comics Should be Good Comic Book Resources, September 25, 2008
Biografia ficcional do personagem Passado Filho do rico empresário Amberson Osborn, Norman foi vítima de abuso quando o pai perdeu seu dinheiro e se tornou alcóolatra e violento, o que iniciou suas tendências homicidas e o desejo de ser um chefe de família melhor. Norman estudou química, administração e engenharia elétrica na faculdade, onde conheceu sua futura esposa, Emily, mãe de seu filho Harold "Harry" Osborn. Após se formar, Norman se uniu a seu professor Mendel Stromm para fundar a empresa química Oscorp, que logo o tornaria milionário. Porém, com a morte de Emily quando Harry tinha apenas um ano, Norman ficou abalado a ponto de focar mais e mais no trabalho, negligenciando a criação do filho.
Eventualmente, Norman decidiu ter total controle da Oscorp quando Mendel foi preso por práticas ilegais. Enquanto lia algumas anotações de Mendel, ele encontrou uma fórmula secreta que o faria superpoderoso. No entanto, seu filho Harry, cansado de ser ignorado e rejeitado por seu pai, trocou os compostos da fórmula, o que a tornou verde e acabou explodindo no rosto de Norman.
Mais tarde no hospital, Norman se encontrou pensando mais claramente que antes, sem saber que isso o tornaria insano. Objetivando mais poder, ele planejou se tornar o maior chefão do crime de Nova Iorque, unindo todos os grupos criminosos para que, assim, ele pudesse ter total controle sobre a criminalidade de Nova Iorque. Para provar seu poder e estabilizar sua reputação, ele escolheu o Homem-Aranha como vítima e mandou dois criminosos atrás dele. Ambos foram derrotados pelo super-herói, então Norman decide fazer algo com suas próprias mãos. Lembrando-se de um gigante e monstruoso duende verde que aparecia em seus pesadelos quando criança, ele criou para si um visual baseado nesse monstro e, assim, nasceu o Duende Verde.
A ascensão do Duende Verde Norman, primeiro, enfrentou o Homem-Aranha com a ajuda dos Executores. Após a batalha, o Duende conseguiu escapar. Meses depois, os dois voltaram a se enfrentar, mas, quando Peter descobriu que sua tia, May Parker, foi parar no hospital, ele deixa a luta, o que faz com que a população de Nova Iorque o veja como covarde.
Com o tempo, Norman tornou-se obsessivo com o Homem-Aranha e finalmente começou a fazer de tudo para acabar com o seu oponente. Norman utilizou uma falsa gangue que atacou o Homem-Aranha com um gás que anulou o sentido-aranha, o que permitiu que Norman o seguisse sem ser detectado. Ele capturou o Homem-Aranha, descobriu sua identidade secreta e o levou até o seu esconderijo secreto, onde ele se revelou como Norman Osborn, o pai de Harry Osborn, o melhor amigo de Peter. Depois de revelar como ele se tornou o Duende Verde, Norman deixou Peter ir para provar sua superioridade. Peter o derrotou quando o jogou contra fios de alta voltagem. Norman perdeu parte de sua memória, e o Homem-Aranha queimou o traje do Duende Verde, esperando nunca mais vê-lo.
A Morte de Gwen Stacy e do Duende Verde Eventualmente, Norman recuperou a memória e, com isso o Duende Verde o dominou novamente. O Duende Verde foi derrotado pelo Homem-Aranha mais uma vez, e Norman voltou ao normal ao saber que seu filho, Harry, estava no hospital devido a uma overdose.
No entanto, o Duende sequestrou Gwen Stacy (namorada de Peter) e a levou para a Ponte George Washington. Lá, ele e Peter se enfrentaram, e Norman jogou Gwen da ponte. O Homem-Aranha usou sua teia para tentar salvá-la, mas acabou causando a morte de Gwen por ter usado muita força em sua teia, o que quebrou o pescoço da jovem. Magoado e furioso, Parker perseguiu Osborn e quase o matou, mas decidiu não fazê-lo. Norman viu a oportunidade perfeita para matar o Homem-Aranha ao usar um controle remoto para direcionar seu planador contra Peter. No entanto, Peter escapou e o planador atingiu Norman, matando-o.A Noite da Morte de Gwen Stacy #2
No período de sua morte, surgiram vários Duendes Verdes (inclusive seu filho, Harry) e outras versões, como o Duende Macabro e o Duende Demoníaco (na saga Inferno).
Norman retorna Apesar da aparente morte, a fórmula do Duende dera a Norman poderes regenerativos que o permitiram reviver no necrotério, com Norman fugindo após matar um mendigo e substituir seu lugar com o cadáver dele. Então, partiu para a Europa e construiu um império secreto do crime.
Quando Norman Osborn revelou-se ainda vivo, começou a planejar vingança contra o Homem-Aranha. Perseguiu tanto ele como seus familiares, chegando a comprar o Clarim Diário para demitir Peter Parker e expandir a campanha difamatória que seu antigo editor, J. Jonah Jameson, fazia contra o herói. Em seguida, com Parker fragilizado, procurou torná-lo o próximo Duende Verde, envenenando-o com um poderoso alucinógeno. Norman forçou Peter, na forma de Duende, a atacar pessoas que amava. Ele quase matou Parker através de torturas físicas e psicológicas. O herói resistiu à lavagem cerebral, entretanto sem poder denunciar Norman às autoridades, já que ele conhecia sua verdadeira identidade. Este e quase todos os outros eventos que ocorreram antes da Invasão Skrull se passaram antes do pacto de Peter Parker e Mary Jane Watson com Mephisto.
Durante um ritual que envolvia cinco objetos místicos, Norman Osborn tornou-se ainda mais insano (embora essa loucura não se manifestasse imediatamente). O mesmo ritual provocou o surgimento de uma nova Mulher-Aranha e o rejuvenescimento da personagem Madame Teia.
Numa edição da revista The Pulse, a identidade do Duende Verde foi revelada ao público. Depois disso, Norman foi preso pela primeira vez desde que foi criada a identidade do vilão, mas permaneceu pouco tempo na prisão e, mesmo durante sua reclusão, agiu contra o Homem-Aranha. Entre outras jogadas, planejou o sequestro de May Parker.
Norman Osborn foi o líder de uma versão dos Thunderbolts, um grupo formado, na ocasião, por super vilões protegidos pela Lei de Registro de Super-humanos e com licença do governo americano para capturar vivo ou morto qualquer super-humano dos Estados Unidos que não fosse registrado. Por causa do pacto que envolveu o Homem-Aranha, Mary Jane e Mephisto, Norman não se lembrava da identidade secreta do seu arqui-inimigo.
Reinado Sombrio Devido à derrota e expulsão dos skrulls, o Duende Verde original passou a dar as cartas. Na saga Reinado Sombrio, após um ato do governo dos Estados Unidos que encerrou a S.H.I.E.L.D. e destituiu o Homem de Ferro do comando dos super-humanos registrados no país, o comando dos Thunderbolts passou para Norman Osborn. Tudo isso ocorreu graças a uma armação arquitetada pelo próprio Osborn, que o fez ser aclamado como o grande herói americano na guerra contra os skrulls. Além disso, Tony Stark foi responsabilizado pela invasão alienígena sob o pretexto de que ele e a S.H.I.E.L.D. sabiam desses eventos, mas não os impediram. Norman, à frente da MARTELO (uma agência de segurança nacional que substituiu a S.H.I.E.L.D.), assumiu a identidade pseudo-heroica de Patriota de Ferro e liderou os Vingadores Sombrios, que eram os seus Thunderbolts passando-se por quase todos os Vingadores que não revelaram suas reais identidades conforme a nova legislação. Os Vingadores Sombrios possuíam como aliados dois traidores da Iniciativa dos 50 Estados: o Sentinela e Ares. Sob seu comando, o Homem de Ferro e sua operativa e braço direito na S.H.I.E.L.D., Maria Hill, foram perseguidos. Pepper Potts foi presa. O Espadachim foi morto; Soprano, banida dos Thunderbolts, quase teve o mesmo destino que seu colega, que a salvara da morte certa nas mãos de Venom e do Mercenário. Ademais, Osborn fez um pacto secreto com Loki, Doutor Destino, Emma Frost, Namor e Capuz: era a fundação da Cabala, entidade aos moldes dos Illuminati. Sem saber de todos esses detalhes sórdidos, a opinião pública se viu tentada a acreditar que os Vingadores Sombrios seriam os verdadeiros heróis. Depois de usar e abusar do poder de chefiar os super-seres registrados que aceitaram seu comando, Osborn ordenou uma invasão a Asgard. Aliado a Loki e ao Capuz, ele foi responsável pelos eventos que culminaram na saga Siege (O Cerco a Asgard) e todos os seus desdobramentos. Seu fim foi a prisão: seus captores foram Steve Rogers, o Capitão América original, e Volstagg (a quem Norman pretendia culpar pela destruição do estádio Soldier Field, em Chicago, como justificativa para o ataque a Asgard), que exigiram que Norman pagasse por todos os seus crimes.
Era Heroica