é um filme norte-americano de 1999 dirigido por David Fincher. É baseado no romance homônimo de Chuck Palahniuk, publicado em 1996. O filme é protagonizado por Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. Norton representa o protagonista anônimo, um "homem comum" que está descontente com o seu trabalho de classe média na sociedade americana. Ele forma um "clube da luta" com o vendedor de sabonetes Tyler Durden, representado por Brad Pitt, e se envolve com uma mulher dissoluta, Marla Singer, representada por Helena Bonham Carter.
Os direitos do romance de Palahniuk foram adquiridos pela produtora da 20th Century Fox Laura Ziskin, que contratou Jim Uhls para escrever a adaptação do filme. Fincher foi um de quatro diretores considerados; foi eventualmente contratado devido ao seu entusiasmo pelo filme. Fincher desenvolveu o roteiro com Uhls e procurou conselhos de escrita com outros roteiristas na indústria cinematográfica. O diretor e o elenco compararam a produção aos filmes Rebel Without a Cause e The Graduate. A intenção de Fincher com a violência de Fight Club foi a de servir como metáfora ao conflito entre uma geração de pessoas jovens e o sistema de valores da publicidade. O realizador copiou o tom homoerótico do romance de Palahniuk para manter a audiência desconfortável e desviar a atenção da surpresa do final do enredo.
Os executivos da Fox não aprovaram o filme e reestruturaram a campanha de marketing intencionada por Fincher para reduzir as perdas antecipadas. Fight Club não atingiu as expectativas do estúdio nas bilheteiras e recebeu reações polarizadas dos críticos, que elogiaram suas atuações, direção, temas e ambiguidade moral, mas criticaram sua violência. O jornal The Guardian viu-o como um prenúncio de mudança da vida política americana e descreveu o seu estilo visual como inovador. O filme tornou-se mais tarde um sucesso comercial com o lançamento do DVD, que estabeleceu Fight Club como um filme cult, tornando-se posteriormente considerado um dos maiores e mais influentes filmes de todos os tempos.
Em 2013, Chuck Palahniuk anunciou, durante a edição da ComicCon de São Diego, uma continuação em graphic novel de seu romance intitulada Fight Club 2, lançada em maio de 2015. Contudo, até o momento, não há nenhum rumor acerca de uma versão cinematográfica, como ocorreu com o primeiro livro.
Enredo O Narrador (cujo nome não é mencionado durante todo o filme) é empregado de uma companhia de seguros e sofre de insônia. Seu médico recusa-se a prescrever medicação e aconselha-o a visitar um grupo de apoio para testemunhar sofrimentos mais graves. O Narrador passa a frequentar as sessões de um grupo de apoio para vítimas de câncer testicular e, fingindo ser uma delas, encontra uma libertação emocional que alivia sua insônia. Ele se torna viciado em ir a grupos de apoio e em fingir ser uma vítima, mas a presença de outra impostora, Marla Singer, o incomoda. Eles então negociam para evitar a presença simultânea nos mesmos grupos.
Após retornar de uma viagem de negócios, o Narrador encontra seu apartamento destruído por uma explosão. Ele entra em contato com Tyler Durden, um vendedor de sabão que conheceu no voo, e os dois se encontram em um bar. Uma conversa sobre consumismo leva Tyler a convidar o Narrador para ficar em sua casa. Em seguida, Tyler pede ao Narrador que lhe dê um soco. Os dois se envolvem em uma briga fora do bar, e, posteriormente, o Narrador muda-se para a casa em ruínas de Tyler. Eles continuam a lutar fora do bar, e essas lutas atraem outros homens. Os combates passam a ocorrer no porão do bar, onde os homens formam o Clube da Luta.
Marla sofre uma overdose de comprimidos e liga para o Narrador pedindo ajuda. Ele a ignora, mas Tyler atende à ligação e a salva. Tyler e Marla se envolvem sexualmente, e Tyler adverte o Narrador para nunca falar com Marla sobre ele. Mais "clubes da luta" surgem em todo o país, evoluindo para uma organização antimaterialista e anticapitalista chamada “Projeto Destruição”, liderada por Tyler. O Narrador queixa-se a Tyler por querer estar mais envolvido na organização, mas Tyler desaparece repentinamente. Quando um dos membros do Projeto morre, o Narrador tenta encerrá-lo e segue pistas das viagens de Tyler pelo país para localizá-lo. Em uma cidade, um membro do projeto cumprimenta o Narrador como se ele fosse Tyler Durden. O Narrador liga para Marla do quarto do hotel e descobre que ela também acredita que ele é Tyler. De repente, ele vê Tyler Durden no quarto, e Tyler revela que ambos são personalidades dissociadas dentro do mesmo corpo. Tyler assume o controle do corpo do Narrador enquanto ele está dormindo.
O Narrador desmaia após a conversa. Quando acorda, descobre nos registros do telefone que Tyler fez chamadas enquanto ele estava "inconsciente". Ele toma conhecimento do plano de Tyler para apagar dívidas financeiras destruindo prédios que abrigam os registros das operadoras de cartão de crédito. O Narrador tenta alertar a polícia, mas descobre que alguns agentes também fazem parte do Projeto. Ele tenta desarmar os explosivos em um dos edifícios, mas Tyler o domina e leva-o para um prédio seguro para assistir à destruição. Mantido sob a mira de uma arma por Tyler, o Narrador percebe que, como compartilham o mesmo corpo, é ele quem está, na verdade, segurando a arma. Ele atira em si mesmo, acertando a própria boca e atravessando o rosto, sem morrer. Tyler cai, com um ferimento de saída na parte de trás da cabeça, e o Narrador deixa de projetá-lo mentalmente.
Em seguida, os membros do Projeto Destruição trazem Marla — que havia sido sequestrada — até ele, acreditando que ele é Tyler, e os deixam sozinhos. Os explosivos detonam, destruindo os prédios, enquanto o Narrador e Marla assistem à cena de mãos dadas.
Elenco
Produção Desenvolvimento O livro original Fight Club de Chuck Palahniuk foi lançado em 1996. Antes mesmo de sua publicação, um olheiro da Fox Searchlight Pictures enviou uma prova de galé do romance ao executivo criativo Kevin McCormick. O executivo designou um leitor de estúdio para revisar a prova como candidato a uma adaptação para o cinema, mas o leitor o desencorajou. McCormick então encaminhou a prova aos produtores Lawrence Bender e Art Linson, que também o rejeitou. Os produtores Josh Donen e Ross Bell viram potencial e expressaram interesse. Eles organizaram leituras de tela gratuitas com atores para determinar a duração do roteiro, com uma leitura inicial durando seis horas. Os produtores cortaram seções para reduzir o tempo de execução e usaram o roteiro mais curto para gravar seus diálogos. Bell enviou a gravação para Laura Ziskin, chefe da divisão Fox 2000, que ouviu a fita e comprou os direitos de Fight Club de Palahniuk por dez mil dólares.
Ziskin inicialmente considerou contratar Buck Henry para escrever a adaptação, achando Fight Club semelhante ao filme de 1967 The Graduate, que Henry havia adaptado. Quando um novo roteirista, Jim Uhls, pressionou Donen e Bell para o trabalho, os produtores o escolheram em vez de Henry. Bell contatou quatro diretores para dirigir o filme. Ele considerou Peter Jackson a melhor escolha, mas Jackson estava muito ocupado rodando o filme de 1996 The Frighteners na Nova Zelândia. Bryan Singer recebeu o livro, mas não o leu. Danny Boyle se encontrou com Bell e leu o romance, mas ele rejeitou o convite. O livro também foi enviado para David O. Russell, mas ele não conseguiu entender o romance. David Fincher, que leu Fight Club e tentou comprar os direitos sozinho, conversou com Ziskin sobre a direção do filme. Fincher hesitou em aceitar a tarefa com a 20th Century Fox no início porque teve uma experiência desagradável ao dirigir o filme Alien 3 de 1992 para o estúdio; para consertar seu relacionamento com a empresa, ele se encontrou com Ziskin e o chefe do estúdio, Bill Mechanic. Em agosto de 1997, a 20th Century Fox confirmou oficialmente que Fincher iria dirigir a adaptação cinematográfica de Fight Club.
Escolha de elenco O produtor Ross Bell se encontrou com o ator Russell Crowe para discutir sua candidatura ao papel de Tyler Durden. O produtor Art Linson, que se juntou ao projeto mais tarde, se encontrou com Brad Pitt sobre o mesmo papel. Linson era o produtor-sênior dos dois, então o estúdio preferiu escalar Pitt em vez de Crowe. Pitt estava procurando um novo filme após o fracasso doméstico de seu filme Meet Joe Black de 1998 e o estúdio acreditava que Fight Club teria mais sucesso comercial com uma grande estrela. O ator assinou com o estúdio por um cachê de US$ 17,5 milhões.
Para o papel do narrador sem nome, o estúdio desejava um "nome de destaque mais sexy", como Matt Damon, para aumentar as perspectivas comerciais do filme; também foi considerado Sean Penn para o papel. Em vez disso, Fincher considerou Edward Norton com base em sua atuação no filme de 1996 The People vs. Larry Flynt. Outros estúdios estavam abordando Norton para papéis principais no desenvolvimento de filmes como The Talented Mr. Ripley e Man on the Moon. Norton chegou a ser escalado para O Júri, mas o filme acabou não saindo do papel. A Fox ofereceu a Norton US$ 2,5 milhões por sua atuação em Fight Club. No entanto, ele não pôde aceitar a oferta imediatamente porque ainda devia à Paramount Pictures um filme; ele havia assinado uma obrigação contratual com a Paramount para aparecer em um dos futuros filmes do estúdio por um salário menor. Norton mais tarde fez um acordo e conseguiu cumprir sua obrigação ao realizar um papel no filme de 2003 The Italian Job.
Em janeiro de 1998, a 20th Century Fox anunciou que Pitt e Norton haviam sido escalados. Os atores se prepararam tendo aulas de boxe, taekwondo e grappling, além de aprenderem noções sobre a fabricação de sabão. Pitt visitou voluntariamente um dentista para ter pedaços de seus dentes da frente lascados para que seu personagem não tivesse dentes perfeitos; os dentes foram restaurados após o término das filmagens.
A primeira escolha de Fincher para o papel de Marla Singer foi Janeane Garofalo. Embora Fincher inicialmente tenha declarado que ela recusou porque se opôs ao conteúdo sexual do filme, em uma entrevista em 2020, Garofalo revelou que aceitou o papel, mas foi dispensada porque Norton acreditava que ela não era adequada para a personagem. Os cineastas consideraram Courtney Love e Winona Ryder como as primeiras candidatas. O estúdio queria escalar Reese Witherspoon, mas Fincher sentiu que ela era muito jovem. O diretor então decidiu escolher Helena Bonham Carter após observar sua atuação no filme de 1997 The Wings of the Dove.
Escrita do roteiro Jim Uhls começou a trabalhar no rascunho do roteiro adaptado, que originalmente excluía a locução porque a indústria considerava a técnica "banal" na época. Quando Fincher se juntou à equipe do filme, ele pensou que o longa deveria ter uma narração, acreditando que o humor do filme vinha da voz do narrador. Ele descreveu o filme sem narração como aparentemente "triste e patético". Fincher e Uhls revisaram o roteiro por seis a sete meses e em 1997 tinham um terceiro rascunho que reordenou a história e deixou de fora vários elementos importantes. Quando Pitt foi escalado, ele estava preocupado que seu personagem, Tyler Durden, fosse muito unidimensional. Fincher procurou o conselho do roteirista e diretor Cameron Crowe, que sugeriu dar mais ambiguidade ao personagem. Fincher também contratou o roteirista Andrew Kevin Walker para obter assistência. Ele convidou Pitt e Norton para ajudar a revisar o roteiro e o grupo elaborou cinco revisões ao longo de um ano.