Fábio Paulino Garcia (Brasília, 29 de junho de 1977) é um empresário, engenheiro civil e político brasileiro, filiado ao União Brasil (UNIÃO). É o primeiro suplente do senador Jayme Campos, e exerceu seu mandato temporário de Senador da República pelo Mato Grosso.
Família e educação Garcia é filho do empreiteiro Robério Garcia e de Laura Paulino Garcia. Seu avô García Neto foi prefeito de Cuiabá e governador de Mato Grosso. Garcia é casado com Marcella com quem tem duas filhas.
Em 1998, Garcia graduou-se em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Entre 1999 e 2000, cursou pós-graduação em Finanças e Administração de Empresas na Universidade Harvard.
Garcia iniciou sua carreira profissional como analista de investimentos na Enron Corporation em Houston -Tx. Em 2004 se tornou gerente de desenvolvimento de novos negócios para Abengoa em Madri, Espanha. Garcia retornou ao Brasil em 2006 e ocupou o cargo de CEO das multinacionais Pantanal Energia, Gás Ocidente de Mato Grosso e Gás Oriente Boliviano.
Garcia declarou à Justiça Eleitoral em 2014 possuir um patrimônio de R$ 3,492 milhões. O valor reduziu para R$ 2,983 milhões em 2018.
Carreira política Em 2013, Garcia foi designado secretário de governo de Cuiabá pelo prefeito Mauro Mendes. Deixou o cargo em 2014, para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em outubro, foi eleito o terceiro deputado federal mais votado do estado naquela eleição, com 104.976 votos, ou 7,22% dos votos válidos.
Durante a 55.ª Legislatura, Garcia foi titular das comissões de Minas e Energia, de Turismo e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em 2016, votou a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em 2017, votou pela aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos e da Reforma Trabalhista. No mesmo ano, foi contrário à abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer.
Em 2017, o conselho de ética recomendou a expulsão de Garcia do partido, por desacordo político. Em outubro, deixou o PSB, juntamente com os deputados Danilo Forte (CE), Adilton Sachetti (MT) e Tereza Cristina (MS), além do ministro Fernando Coelho Filho. Em dezembro, filiou-se ao Democratas (DEM).
Em 2018, Garcia não concorreu a um segundo mandato como deputado federal. Em vez disso, optou por ser candidato a primeiro suplente do senador Jayme Campos. Na votação de outubro, a chapa foi eleita com 490.699 votos, o que representou 17,82% dos votos válidos. Após a eleição, descartou integrar o governo de Mendes para cuidar das empresas de sua família. Também se manteve como presidente do DEM-MT.
Em 6 de abril de 2022, Fábio Garcia foi empossado senador da República pelo Mato Grosso, por conta do afastamento temporário do titular do cargo, senador Jayme Campos.
Nas eleições 2026 no Mato Grosso foi oficialmente anunciado como vice-governador na chapa da reeleição de Otaviano Pivetta, porém, ele desistiu de ser candidato a vice-governador e concorreu a reeleição na Câmara dos Deputados.
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