Antonio Maria Giovinazzi (Martina Franca, 14 de dezembro de 1993) é um automobilista italiano que atualmente compete no Campeonato Mundial de Endurance da FIA pela equipe Ferrari AF Corse. Ele venceu as 24 Horas de Le Mans em 2023 e foi campeão do Mundial de Endurance de 2025.
Giovinazzi foi escolhido pela Scuderia Ferrari para ser seu terceiro piloto e reserva para a temporada de Fórmula 1 de . Ele fez sua estreia na categoria pela equipe Sauber no Grande Prêmio da Austrália de 2017, substituindo Pascal Wehrlein. Ele também substituiu Wehrlein na corrida seguinte, o Grande Prêmio da China, enquanto Wehrlein continuava sua recuperação. Competiu na Fórmula 1 em tempo integral pela Alfa Romeo por três temporadas, de a , e na Fórmula E pela equipe Dragon / Penske Autosport na temporada de 2021–22. Anteriormente, ele foi vice-campeão do Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA de 2015 e, também, vice-campeão da GP2 Series de 2016.
Biografia Antonio Maria Giovinazzi nasceu em Martina Franca, uma comuna italiana da região da Puglia, província de Taranto, sendo filho de Vito, que trabalhava numa companhia de transporte, e de uma dona de casa, tendo uma irmã chamada Valentina. Sobre sua infância, Antonio afirmou que "nunca faltou nada", mas que não teve luxos, e que sua família teve que se sacrificar para manter sua carreira automobilística. No início de 2025, foi divulgado que Antonio se casou com Antonella Maraglino em uma cerimônia íntima. Antonio é amigo de longa data do também piloto Sean Gelael, seu colega no WEC a quem enfrentou desde o kart, cujo pai Ricardo Gelael, dono da franquia indonésia da KFC, ajudou a financiar sua carreira. Nos seus tempos da Fórmula 1, Giovinazzi foi apelidado pelos fãs de "Italian Jesus" ("Jesus Italiano") por conta de seus cabelos compridos, que lembrava a imagem de Jesus Cristo.
Carreira
Anos iniciais Giovinazzi ganhou seu primeiro kart aos quatro anos e começou a compatir aos sete, vencendo títulos regionais e nacionais, como a Trophy 60cc em 2006, e bicampeão da WSK Master Series na classe KF2 nos anos de 2010 e 2011. Após passar por equipes como Top Kart e PCR, se juntou à Sean GP, time formado em torno de Sean Gelael, e foi campeão indonésio na KF2 em 2012.
Naquele mesmo ano, Giovinazzi fez sua transição para os monopostos, ao competir na Fórmula Pilota China. Assumiu a liderança após vencer em Ordos, totalizando seis vitórias e sendo campeão com 50 pontos de vantagem sobre o vice Dan Wells. No mesmo ano, correu como piloto convidado na rodada final da Fórmula Abarth realizada em Monza, vencendo duas vezes e sendo segundo na outra corrida.
Fórmula 3 Giovinazzi disputou a Fórmula 3 Britânica em 2013 pela Double R Racing, sendo companheiro de Sean Gelael e Tatiana Calderón. Antonio conquistou vitórias em Silverstone e Spa-Francorchamps e foi vice-campeão, atrás de Jordan King. O italiano também fez sua estreia no Campeonato Europeu de Fórmula 3 pela Double R, tendo como melhor resultado um sexto lugar em Hockenheim. esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|Giovinazzi em 2014 Para 2014, Giovinazzi disputou apenas a F3 Europeia, assinando com a Jagonya Ayam with Carlin. Nesse ano, conquistou seu primeiro pódio com o segundo lugar em Hockenheim. Sua primeira vitória teria saído na corrida 2 do Red Bull Ring, mas foi punido por violar regras durante o safety car, adiando a conquista para a corrida seguinte. Venceu pela segunda vez em Nürburgring, beneficiado pelo abandono de Max Verstappen, que liderava a prova. Giovinazzi terminou a temporada com sete pódios, duas poles, três voltas mais rápidas e 238 pontos, o que o classificou na sexta posição.
Giovinazzi ficou na Carlin para disputar a F3 Europeia em 2015, sendo um dos candidatos ao título. O italiano somou quatro poles, quatro voltas mais rápidas, vinte pódios e seis vitórias, mas acabou com o vice campeonato, ficando mais de cem pontos atrás do campeão dominante Felix Rosenqvist. Em setembro, Giovinazzi venceu o tradicional Fórmula 3 Masters em Zandvoort. Ao final da temporada, Giovinazzi disputou o Grande Prêmio de Macau, chegando a vencer a corrida classificatória, mas perdeu a vitória ao ser punido por ter colidido com Daniel Juncadella na primeira volta e causado um acidente envolvendo vários carros. A vitória caiu no colo de Rosenqvist, que também venceu a corrida principal, enquanto o italiano terminou em quarto lugar.
GP2 Series esquerda|miniaturadaimagem|Giovinazzi guiando a Prema na etapa britânica da GP2 de 2016 Em , Giovinazzi disputou a última temporada da GP2 Series pela Prema Powerteam, sendo companheiro de Pierre Gasly, que também foi seu rival pelo título. O italiano se destacou no Azerbaijão ao fazer a pole da corrida principal e vencer as duas corridas da rodada, repetindo o feito de Davide Valsecchi em . Conquistou mais pódios ao ser segundo colocado na Grã-Bretanha e na Hungria, fazendo mais uma pole na Bélgica, mas terminou em quarto, enquanto seu rival Gasly venceu. Em seguida, Giovinazzi emendou uma sequência positiva de quatro pódios, com três deles sendo vitórias: a corrida sprint da Bélgica e as corridas principais da Itália e da Malásia. Além disso, o italiano ainda foi terceiro na sprint disputada em Monza.
Tais resultados colocaram Giovinazzi na liderança do campeonato antes da última rodada, mas Gasly se recuperou e venceu a corrida principal de Abu Dhabi. Antonio precisava vencer ou ser segundo na sprint que encerraria a temporada para descontar a diferença de doze pontos e ficar com o título, o que o colocaria como o primeiro estreante campeão desde Nico Hülkenberg em . Mas Giovinazzi largou mal e ficou apenas na sexta colocação, com a vitória indo para Alex Lynn. Com isso, Gasly (que foi nono e não pontuou) acabou se sagrando campeão com oito pontos de vantagem sobre Giovinazzi, que terminou a temporada derradeira da GP2 com duas poles, duas voltas mais rápidas, oito pódios, cinco vitórias e 211 pontos.
Fórmula 1 Em setembro de 2016, foi anunciado que Giovinazzi faria um teste no simulador da equipe Ferrari de Fórmula 1. Em dezembro, Giovinazzi foi confirmado como terceiro piloto da escuderia italiana.
Sauber (2017) miniaturadaimagem|Giovinazzi durante os testes de Barcelona em 2017 Giovinazzi participou dos testes de pré-temporada para a temporada de com a Sauber. Substituindo Pascal Wehrlein que se feriu nas costas em um forte acidente sofrido durante a Corrida dos Campeões em janeiro nos Estados Unidos e foi forçado a perder a primeira semana dos testes de pré-temporada em Barcelona.
Apesar de Wehrlein ter completado a segunda parte da pré-temporada e realizar os treinos livres na sexta-feira para o Grande Prêmio da Austrália de 2017, em comunicado da Sauber, o piloto alemão, afirmou que não se sentia apto fisicamente para encarar toda a duração da prova já que devido ao seu acidente não pôde completar a preparação física necessária. Sendo assim, ele foi substituído por Giovinazzi na Sauber para o GP da Austrália.
Giovinazzi se tornou o primeiro italiano como titular em uma corrida de Fórmula 1 desde a saída de Jarno Trulli e Vitantonio Liuzzi em , quando a temporada se encerrava no Grande Prêmio do Brasil. Trulli correu pela Lotus, que depois se tornou Caterham, e Liuzzi pela HRT. Na história, ele foi o 101.º a ser inscrito em um GP pelo país. A Sauber anunciou que Wehrlein seria novamente substituído por Giovinazzi no Grande Prêmio da China de 2017, onde ele caiu durante a qualificação e a corrida. Giovinazzi também participou em várias sessões de treinos livres ao longo das temporadas de 2017 e .
Alfa Romeo (2019–2021) esquerda|miniaturadaimagem|300x300px|Giovinazzi em 2019, durante os testes em Barcelona Em setembro de 2018, foi anunciado que Giovinazzi assinou um contrato para competir em tempo integral pela Sauber (que passou a se chamar Alfa Romeo Racing no início de 2019) a temporada de da Fórmula 1, substituindo Charles Leclerc, promovido para a Ferrari no lugar de Kimi Räikkönen, que se tornou companheiro do italiano. Giovinazzi marcou seu primeiro ponto na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Áustria de 2019, quebrando um jejum envolvendo pilotos italianos que perdurava desde 2009. Chegou a liderar o Grande Prêmio de Singapura de 2019 por quatro voltas, até ser ultrapassado por Sebastian Vettel, terminando em décimo. O italiano pontuou também na Itália, onde chegou a brigar pelo sexto lugar, mas ficou com a nona colocação, e no Brasil, onde lucrou com a batida das Ferraris e cruzou a linha de chegada em sexto, mas foi promovido a quinto com a punição de Lewis Hamilton, dando ao italiano seu maior resultado da carreira na F1. No total, foram catorze pontos, com Giovinazzi se classificando em décimo sétimo, cinco posições abaixo de Räikkönen, que pontuou três vezes mais que ele. A renovação do seu contrato para a temporada seguinte foi anunciada no dia 4 de novembro de 2019.
Em , Giovinazzi começou a temporada nos pontos ao ser nono na Áustria. Pontuou novamente com dois décimos lugares em Eifel e Emília-Romanha. Terminou mais uma vez como décimo sétimo colocado, mas somou apenas quatro pontos. No duelo interno da equipe, Giovinazzi levou a melhor sobre Räikkönen, mesmo com os dois empatando na pontuação, pois o italiano teve um nono lugar a mais, além de ter se classificado à frente do finlandês em nove das dezessete corridas do ano, embora só tenha terminado à frente dele por cinco vezes. Em 30 de outubro de 2020, a Alfa Romeo renovou com a dupla por mais um ano. miniaturadaimagem|Giovinazzi no Em , Giovinazzi se destacou em Mônaco, ao garantir sua primeira ida ao Q3 e o primeiro ponto da equipe no ano. Ele superou esse resultado com o nono lugar na Arábia Saudita. Mas sua relação com a equipe se deteriorou ao longo do ano, com o italiano se queixando das estratégias da equipe que o desfavoreciam e insinuando sabotagem. Terminou o ano com três pontos, se classificando em décimo oitavo lugar. Foi superado por Räikkönen, que encerrou sua última temporada na F1 se classificando três posições acima dele e fez mais que o triplo de seus pontos. Ainda assim, Giovinazzi voltou a superar o finlandês em classificações, largando à frente dele em 13 oportunidades.
Rumores sobre a saída de Giovinazzi da Alfa Romeo circularam ao longo de 2021, com dirigentes italianos chegando a apelar ao governo para ajudar a financiar sua permanência. Dentro da equipe, ele era apoiado por Pascal Picci, presidente da Sauber, mas este deixou o cargo devido a discordâncias com o então chefe de equipe Frédéric Vasseur, que era contra a permanência de Giovinazzi. Assim, ao final da temporada, o italiano viu Valtteri Bottas substituir Räikkönen na Alfa Romeo, e ainda perdeu a sua vaga na Fórmula 1 para o chinês Guanyu Zhou, que trazia um enorme aporte financeiro. Giovinazzi criticou a situação, alegando que a F1 é implacável quando o "dinheiro governa".
Piloto de testes da Ferrari (2022 – presente) Giovinazzi se tornou piloto de testes da Ferrari a partir de 2022, atuando como reserva desta equipe e também da Alfa Romeo e da Haas. Em 2022, ele chegou a testar pela Alpine em Budapeste e a fazer treinos livres pela Haas, nas etapas da Itália e dos Estados Unidos. Era especulado seu retorno à F1 em 2023, para substituir Mick Schumacher na equipe americana, ou substituindo Fernando Alonso na Alpine, contudo, no primeiro treino livre do GP dos EUA, o italiano bateu o carro da Haas após quatro voltas, danificando o câmbio e a asa dianteira. O piloto se desculpou e confessou que essa batida não ajudaria em seus planos de retornar à F1.
Fórmula E
Dragon / Penske Autosport (2022) esquerda|miniaturadaimagem|Giovinazzi no