As relações entre Bielorrússia e Rússia são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República da Bielorrússia e a Federação Russa. Ambas são vizinhas, com uma extensão de 959 km na fronteira entre os dois países. A Bielorrússia possui uma embaixada em Moscou e a Rússia possui uma embaixada em Minsk. São aliados próximos e, em conjunto, compõem o Estado da União. Os cidadãos de ambos os países gozam de liberdade de movimento em todo o território.https://meduza.io/en/feature/2017/02/03/russia-is-in-a-quarrel-with-belarus

A cooperação em política externa entre os países é sistemática e diversa. A Rússia e a Bielorrússia têm posições comuns sobre questões internacionais, cooperam estreitamente com a Organização das Nações Unidas, além de outras organizações globais e regionais. História Recente Com o fim da União Soviética, os desafios a serem enfrentados pelos Estados que faziam parte dela não eram ignoráveis. Além de terem de criar instituições e legislações estatais próprias (adaptando ou transformando aquilo que herdaram da URSS), também tiveram que migrar para um novo um sistema econômico de relações capitalistas e de propriedade privada, construindo uma economia nacional própria.

A Rússia, mesmo com a desagregação da União Soviética, se manteve com grande parte do território e, consequentemente, dos vastos recursos naturais, bem como com grande parte do exército, tecnologia militar e do arsenal nuclear, mas deixou de ter a relevância mundial ocupada pela URSS, passando a se tornar um ator de influência regional junto à Comunidade de Estados Independentes, do qual a Bielorrússia foi uma das fundadoras.

Mesmo com a independência das antigas repúblicas, a Rússia não deixou de manter o interesse no destino destas, bem como na manutenção de sua influência política e econômica, mais especificamente com a Bielorrússia e Ucrânia, países com os quais compartilha uma origem eslava oriental comum, além das vantagens econômicas e geopolíticas inerentes a esta relação.

A Bielorrússia, do ponto de vista étnico, tem aproximadamente 84% da população como bielorrussa, havendo cerca de 8,5% de russos, 3% de polacos, pouco mais de 1,5% de ucranianos e 3% de minorias diversas. A nível linguístico, 53% têm o bielorrusso como língua materna e 41,5% o russo. Contudo, este último é utilizado por 70% da população, contra apenas 23% do primeiro, o que a aproxima significativamente cultural e linguisticamente da Rússia.

A Bielorrússia, após se tornar independente, elegeu, em 1994, o seu primeiro e até agora único presidente, Aleksandr Lukashenko. Desde então, a relação entre Belarus e Rússia tem se dado, entre outros fatores, por conta dos gasodutos e oleodutos russos que passam pela Bielorrússia e que abastecem a Europa. Para que isso acontecesse, foi acertado que Belarus pudesse ter acesso a essas fontes de energia com um valor abaixo do mercado. No entanto, devido ao fim das sanções impostas pela União Europeia à Bielorrússia em 2016, ocorreram algumas oscilações nessa relação, o que gerou o fim dos subsídios energéticos à Bielorrússia e uma tensão nas relações políticas entre os dois países ocorreu nesse momento.

A Bielorrússia é cercada pelos países da UE (mais os EUA atrás deles) e a Ucrânia - do oeste, norte e sul; Rússia (e China, politicamente, não geograficamente) do Oriente. Na luta pela Bielorrússia, o ponto de apoio econômico, político e militar (o "Ocidente") atua de forma poderosa e usa não apenas dinheiro e tecnologias políticas, mas também os métodos mais importantes e modernos - manipulação cultural, ideológica e informativa. O "Oriente", neste contexto, vinha perdendo sua influência, agindo fracamente e à moda antiga.

Durante muito tempo, Lukashenko oscilou oportunisticamente entre Moscou e Bruxelas, aproximando-se a um lado ou a outro, segundo as circunstâncias. Com as eleições que tanto a União Europeia como uma boa parte da população bielorrussa consideraram fraudulentas, e que oficialmente reelegeram Lukashenko com 80% dos votos, em agosto de 2020, tudo mudou.

A repressão aos protestos, o desvio de um avião comercial europeu para prender um dissidente e a promoção das viagens de requerentes de asilo usados pela Bielorrússia para pressionar as fronteiras da União Europeia fizeram o resto – Bruxelas viu este último passo como mais uma fase da “guerra híbrida” lançada pelo Kremlin. Moscou passou a ser o único caminho de Lukashenko para se manter no poder, desta vez aparentemente sem retorno, como ficou demonstrado quando o país serviu de plataforma para a ofensiva russa contra a Ucrânia lançada pelo Norte, por via do território bielorrusso e, posteriormente, com a instalação de mísseis nucleares, bem como a presença da tropas e milícias russas no território bielorrusso desde então. Fusão entre Bielorrússia e Rússia

Ver também

Rússia como superpotência emergente