thumb|right|210px|Behemoth e Leviatã, em gravura de William Blake
thumb|right|200px|Leviatã, Behemoth e Ziz em iluminura de uma Bíblia de Ulm, 1238
Beemote ou Behemoth (em hebraico transcrito como , Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe , Bahīmūth, ou , Bahamūt)Livro de Enoque é uma criatura descrita na Bíblia, no livro de Jó, 40:15–24. Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um Hipopótamo, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora Behemoth também fosse como os hebreus chamavam os hipopótamos). Alguns criacionistas da Terra Jovem acreditam que é uma descrição de um dinossauro.
O nome é o plural do hebraico , bəhēmāh, "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência").Faria, Marcos Fabio de. Behemoth, Lilith e Anjos: três monstros judaicos em Jorge Luis Borges. Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG. Belo Horizonte, v. 3, n. 5, out. 2009. ] Na tradição judaica ortodoxa, o Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição ao Leviatã, o monstro do mar, e ao Ziz, o monstro do ar. Segundo essa tradição, a missão do Beemote é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns semelhante a uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Beemote será glorificado por cumprir a sua missão. Então, a carne dos dois monstros será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.
Nos apócrifos e pseudepígrafos judaicos, tais como o Livro de Enoque, do século II a.C. (60: 7-10), Behemoth é o monstro terrestre masculino inconquistável, que vive em um deserto invisível (Duidain), a leste do Éden, enquanto Leviatã é o monstro marinho feminino primordial, que vive no "Abismo”", e Ziz o monstro do céu primordial. Da mesma forma, na seção mais antiga do Segundo Livro de Esdras, (6:47-52), escrito por volta do ano 100 d.C. (3:1), os dois são descritos como habitando as montanhas e os mares, respectivamente, depois de terem sido separados um do outro, devido à insuficiência do mar para conter ambos. Da mesma forma, no Apocalipse Siríaco de Baruque contemporâneo (29:4), afirma-se que o Behemoth sairá de sua reclusão na terra, e o Leviatã do mar, e que os dois monstros gigantescos, criados no quinto dia, servirão de alimento para os eleitos, que sobreviverão nos dias do Messias.
Na literatura Por volta de 1668, já quase com oitenta anos de idade, Thomas Hobbes terminava o manuscrito de Behemoth. Embora algumas edições piratas do livro tenham sido publicadas nos finais de 1670, uma versão autorizada só apareceu em 1682, três anos após a morte do autor. No livro Behemoth or the Long Parliament, diferentemente dos trabalhos anteriores Leviatã e Do Cidadão, Hobbes desenvolve uma narrativa histórica sobre guerra civil na Inglaterra (1640 e 1660). Se um dos significados simbólicos assumidos pelo Leviatã de Hobbes é o de um Estado garantidor da paz, o Behemoth simboliza a rebelião e a guerra civil (Hobes, 1990: ix).
Behemoth também é personagem do livro O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgakov, sobre a visita do diabo à Rússia stalinista. É igualmente referido em obras de John Milton (Paradise Lost - Book VII 470-472) e James Thomson (The Seasons).
A Bíblia em Bytes Online Jorge Luis Borges, O Livro dos Seres Imaginários
Ver também Tannin Ziz Leviatã
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