Armillaria nabsnona é uma espécie de fungo da família Physalacriaceae. A espécie ocorre na costa oeste da América do Norte, no Havaí e no Japão, onde cresce em madeiras duras em decomposição, particularmente de espécies de amieiro. Seus basidiomas apresentam píleos convexos a aplanados de cor laranja-acastanhada com até 7 cm de diâmetro, estipes acastanhados e lamelas esbranquiçadas a laranja-rosadas.
Taxonomia A espécie foi descrita cientificamente em 1996 pelos micologistas americanos Tom Volk e Harold Burdsall. Embora a existência da espécie como táxon distinto fosse conhecida há vários anos, foram necessários alguns anos para coletar espécimes suficientes e determinar um tipo apropriado. A descrição original publicada baseia-se em coletas feitas em tronco caído de Acer macrophyllum no Olympic National Park, em Washington, EUA, em outubro de 1993. O epíteto específico nabsnona deriva de um acrônimo de "North American Biological Specimen" e nona (nono).
Descrição Os basidiomas apresentam píleos inicialmente convexos, que se aplanam com a idade, atingindo diâmetros entre 4 e 7 cm. A superfície do píleo é lisa e torna-se viscosa quando úmida. Exemplares jovens podem apresentar pelos curtos e escuros no centro. A cor do píleo é avermelhada a acastanhada, tornando-se mais clara em direção à margem, e frequentemente exibe manchas escuras de contusão de forma irregular. A margem do píleo apresenta sulcos ou estrias devido à carne fina (com 0,5–1 mm de espessura) e às lamelas subjacentes. As lamelas têm fixação adnata a ligeiramente decorrente no estipe. São um tanto distantes, com 0,75–1 mm de largura, inicialmente brancas a creme, escurecendo para laranja-rosada na maturidade. O estipe é acastanhado, mais escuro na base, medindo 8–10 cm de comprimento por 2–3 mm de espessura, com base mais larga de 4–5 mm. Possui anel e manchas esbranquiçadas de micélio cotonoso na superfície abaixo do anel. O anel desenvolve-se a partir de um véu parcial denso, branco e cotonoso, que se torna irregular com o crescimento do píleo e por vezes persiste como cortina temporária. Os rizomorfos, quando presentes, são negros, ramificados e com 1–2 mm de espessura.
A esporada é branca. Os esporos são lisos, hialinos (translúcidos), inamiloides e têm forma ovoide a mais ou menos esférica; medem tipicamente 8–10 por 5,5–6,5 µm. Os basídios são clavados, tetraspóricos, com 25–35 por 5,5–6 µm, e apresentam fíbulas na base. Basídios adicionais podem surgir da fíbula basal, um padrão de ramificação que distingue esta espécie de outras Armillaria. Essa característica torna-se menos visível à medida que o himênio amadurece e os basídios vizinhos se expandem e se aglomeram. O micélio do fungo é bioluminescente.
Habitat e distribuição Os cogumelos de Armillaria nabsnona crescem em grupos, mas não são agrupados na base. Encontram-se em árvores de madeira dura (especialmente Alnus) em áreas ripárias. Embora frutifique mais comumente no outono, foi registrado frutificando na primavera no Oregon. A distribuição original da espécie abrange aproximadamente a região do Noroeste do Pacífico na América do Norte, incluindo os estados americanos de Washington, Oregon, Califórnia, Idaho, Alasca e a província canadense da Colúmbia Britânica. Em 2008 foi registrada no Havaí; em 2009, foi relatada na ilha de Hokkaido, no norte do Japão. Pesquisadores japoneses relataram uma associação simbiótica com a orquídea .
Espécies semelhantes A espécie Armillaria sinapina é bastante semelhante na aparência, com escamas menores no píleo e geralmente crescendo solitária ou em pequenos grupos. A. ostoyae também é semelhante tanto a A. nabsnona quanto a A. sinapina. Ver também Armillaria mellea Cyptotrama asprata Omphalotus illudens Omphalotus olearius Omphalotus subilludens
Categoria:Armillaria Categoria:Cogumelos Categoria:Fungos descritos em 1996 Categoria:Fungos bioluminescentes Categoria:Biota da Ásia Categoria:Biota da América do Norte Categoria:Biota do Japão Categoria:Biota da Oceania