Tito Vínio (; –) foi um senador e general romano eleito cônsul em 69 com o imperador Galba, de quem era um dos principais aliados.

Primeiros anos PlutarcoPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba conta diversas histórias sobre os primeiros anos de Vínio, todas detrimentais. Segundo ele, quando Vínio era jovem e estava servindo como legado militar na Panônia, por volta de 39, ele trouxe a mulher do governador Caio Calvísio Sabino até o acampamento à noite disfarçada de soldado e manteve relações sexuais com ela nos aposentos do general.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 12Dião Cássio, História Romana 59,18,5 Ele foi preso por isto por Calígula, mas acabou solto quando ele foi assassinado.

Mais tarde, segundo Plutarco e Tácito, num jantar para o qual havia sido convidado pelo imperador Cláudio, Vínio roubou um cálice de ouro. Cláudio soube do fato e o convidou para jantar novamente na noite seguinte. Quando Vínio chegou, Cláudio fez com que seus servos colocassem à sua frente apenas talheres e pratos de terracota ao invés de prata, o que o deixou constrangido. Ainda assim, Tácito, que em outra parte de seu relato o chama de "o mais inútil dos homens", afirma que ele foi governador da Gália Narbonense e governou a província dentro de uma estrita integridade.

Cônsul Vínio era comandante de uma das legiões na Hispânia Tarraconense quando Galba era governador da província.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 4,6 Quando ele foi proclamado imperador em 68, depois da morte de Nero, Vínio o acompanhou até RomaPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 12,3; 13,1. e foi escolhido como seu colega de consulado para o ano seguinte. Vínio rapidamente passou a exercer enorme influência e, segundo os relatos, ele, Cornélio Laco, o prefeito da Guarda Pretoriana, e o liberto Icelo Marciano virtualmente controlavam o imperador e ganharam o apelido de "os três pedagogos". Segundo Suetônio e Plutarco, Vínio era excepcionalmente ganancioso e estava disposto a fazer qualquer coisa em troca de um suborno. Ele protegeu Tigelino, acusado de ter corrompido Nero depois da Conspiração Pisoniana, em troca de uma grande soma em dinheiro.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 17,3

Apoio a Otão e morte No começo de 69, Galba precisava escolher um herdeiro. Vínio apoiou OtãoPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 21 depois de ter firmado com ele um acordo pelo qual ele se casaria com sua filha e conseguiu que Vitélio fosse nomeado governador da Germânia Inferior.Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Vitélio 8,1 Quando Vínio e Galba iniciaram seu consulado, o imperador inesperadamente escolheu Lúcio Calpúrnio Pisão Liciniano como filho adotivo e herdeiro aparente, o que provocou um conflito entre os dois.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 27,4 Em 15 de janeiro, Otão, furioso, convenceu a Guarda Pretoriana a proclamá-lo imperador em revolta aberta contra Galba. Dado o tumulto nas ruas de Roma, Vínio aconselhou Galba a permanecer monte PalatinoPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 26,1 e a armar seus escravos para que pudessem defendê-lo. Laco e Icelo, porém, o aconselharam a sair para a rua e mostrar seu rosto ao povo. Galba seguiu o conselho dos dois e foi assassinado pelos pretorianos. Vínio tentou fugir gritando que Otão não havia ordenado a sua morte, mas foi trespassado por uma lança e morreu.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 27,7

Ver também

Ligações externas

Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Vinii Categoria:Cônsules romanos que morreram no ano do consulado Categoria:Governadores romanos da Gália Narbonense Categoria:Ano dos quatro imperadores Categoria:Romanos antigos assassinados