António Maria Baptista GCTE • ComA (São João Baptista, Beja, 3 de abril de 1863 — Lisboa, 6 de junho de 1920) foi um político e militar português que se distinguiu nas campanhas coloniais, tendo chegado a presidente do Ministério (primeiro-ministro), falecendo no exercício desse cargo.Decreto n.º 6661, de 6 de Junho de 1920, decretando luto nacional pelo falecimento do Presidente do Ministério. Lei n.º 984, de 7 de Junho de 1920, considerando feriado oficial o dia dos funerais do cidadão António Maria Baptista, sendo as despesas dos mesmos satisfeita pelo Estado, e concedendo à viúva do referido cidadão a pensão anual e vitalícia de 3600$00, isenta de imposições legais, revertendo para os filhos se à data do seu falecimento não tiverem atingido a maioridade ou emquanto freqùentarem qualquer curso com aproveitamento.

Biografia esquerda|miniaturadaimagem|António Maria Baptista no seu leito de morte, no Ministério do Interior esquerda|miniaturadaimagem|Velório de António Maria Baptista, no Ministério do Interior esquerda|miniaturadaimagem|Cortejo Fúnebre de António Maria Baptista, no Terreiro do Paço António Baptista segue a carreira militar e combate nas campanhas de África, onde enquanto tenente do Exército participa nas campanhas de ocupação de Moçambique e na captura de Gungunhana.

Depois de 1910 assume-se como militante do Partido Democrático. Promovido a Coronel em 1917, também se distinguiu na Primeira Guerra Mundial.

No primeiro governo de Domingos Pereira, em 1919 exerce o cargo de ministro da Guerra. Nesse cargo, teve um importante papel na derrota das tentativas de restauração monárquica, no período da Monarquia do Norte, e na repressão das greves de inspiração anárco-sindicalista que foram então desencadeadas. A 15 de Fevereiro desse ano foi feito Comendador da Ordem Militar de São Bento de Avis.

No ano seguinte será o próprio coronel encarregado de formar governo, após algumas divergências no Partido Democrático, tendo assumido o cargo a 8 de março de 1920.

A 3 de Junho de 1920 foi agraciado com a Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Governando num período de grande instabilidade social e política, morre no exercício do cargo, em 6 de junho de 1920, em pleno conselho de ministros, vítima de uma apoplexia, depois de receber uma carta insultuosa. Foi promovido postumamente a General.

Foi iniciado na Maçonaria, na Loja União Latina com o nome simbólico de Ziska.

Bibliografia Pedro Figueiredo Leal und Manuel Baiôa: António Maria Baptista: O bejense que chefiou o Governo. In: Diario do Alentejo, 11 de março 2020.

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