thumb|220px|O caçador de recompensas procurando por escravos fugitivos(Rugendas, 1823) No Brasil, o capitão do mato foi o serviçal de uma fazenda ou feitoria encarregado da captura de escravos fugitivos. Na sociedade brasileira gozavam de pouquíssimo prestígio social e eram suspeitos de sequestrar escravos apanhados ao acaso, esperando vê-los declarados em fuga, para devolvê-los aos donos mediante o pagamento de recompensa.

No final da escravidão, em 1887-88, quando os escravos fugiam em massa das fazendas da Província de São Paulo, os chefes do Exército, ainda gozando do prestígio de combatentes da guerra do Paraguai, recusaram-se a assumir a desprezada tarefa de capturar escravos.DORATIOTO, Francisco Fernando M. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

Nas artes

O artista alemão Rugendas, viajando pelo Brasil (1822-1825), retratou um capitão do mato negro, montado a cavalo e puxando um cativo (também negro) com uma corda.

O literato Machado de Assis, também retratou a figura do capitão do mato em seu conto "Pai contra mãe", publicado em 1906 no livro Relíquias da Casa Velha. O protagonista, Cândido Neves, é um homem branco e pobre que por conta de suas condições sociais obriga-se à levar a vida neste "ofício do tempo". A questão de ser um trabalho nada bem visto pela sociedade, contudo necessário, é muito bem alegorizado por Machado em seu contoASSIS, Machado. Pai contra Mãe. In.: ASSIS, Machado. Relíquias da Casa Velha. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1906..

Ver também Revolta de Carrancas Racismo no Brasil Feitor Jagunço

Ligações externas Bezerra, Nielson Rosa, Entre Escravos e Senhores: a Ambigüidade Social dos Capitães de Mato

ASSIS, Machado. Pai contra Mãe. In.: ASSIS, Machado. Relíquias da Casa Velha. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1906.

Categoria:Escravidão no Brasil