O Dia é um jornal diário publicado na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História O jornal foi fundado em 5 de junho de 1951 pelo jornalista e deputado Chagas Freitas. O novo diário aproveitou a estrutura gráfica de A Notícia, periódico ligado a Ademar de Barros, e adotou inicialmente uma linha popular, com atenção a crimes, problemas urbanos e reivindicações das camadas populares.

Durante o período de Chagas Freitas, o jornal também funcionou como instrumento de sua atuação política. No contexto do golpe de 1964, O Dia publicou em 2 de abril uma reportagem favorável ao movimento militar e descreveu de forma positiva a recepção das tropas em Copacabana.

Em 1983, Chagas Freitas vendeu O Dia a Ary Carvalho, que promoveu mudanças editoriais e gráficas destinadas a ampliar o público e afastar o jornal do sensacionalismo que marcava sua fase anterior. Durante as décadas de 1980 e 1990, a publicação aumentou significativamente sua circulação e modernizou sua produção, incluindo a inauguração de um novo parque gráfico em Benfica, em 1992.

Após a morte de Ary Carvalho, em 2003, o controle da empresa foi dividido entre suas filhas Ariane, Gigi e Eliane. Ariane deixou posteriormente a sociedade para criar o jornal Q! e, em 2010, a Editora O Dia vendeu parte de seu capital à Empresa Jornalística Econômico S.A. (EJESA).

Caso Bolsonaro Nas eleições de 2018 o jornal publicou uma sátira, onde a cabeça do então candidato a presidente Jair Bolsonaro é inserida em uma suástica (que é associada ao Nazismo) com a indagação: "e ninguém vai dizer nada?" Bolsonaro entrou com um processo contra o jornal. Em 2019, a relatora do processo deu causa ganha para o jornal, argumentando que o presidente não se ofendeu quando circulou sua foto ao lado de uma pessoa fantasiada com o que parecia ser Adolf Hitler.

Cadernos

Caderno D Em meados de 1988, o jornal O Dia apresentou um novo tipo de caderno: o Caderno D, que atualmente é conhecido como O Dia D. O caderno trazia diariamente guias da programação televisiva, piadas, jogo de erros e palavras cruzadas, e também tiras de quadrinhos diárias. As primeiras tiras deste caderno foram: Pelezinho: Um personagem do desenhista Maurício de Sousa, que representava o Rei Pelé em sua juventude. Essa série de tiras foi cancelada em 1990, dando lugar a outras. Pelezinho teve suas revistas nos anos 70 e 80 (canceladas em 1987), mas é atualmente um personagem esquecido. Vereda Tropical: Uma série de tiras realizadas pelo desenhista Nani, que satiriza a situação político-social cotidiana do Brasil. Os personagens principais são: Veizim, um velho índio amarelo de cabelos brancos; Turuna, um índio de pele alaranjada e cabelos pretos; e Fernandias, um personagem há alguns anos esquecido nessa tira, e que é uma paródia de Fernão Dias. Esta série de tiras é a única que estreou junto com o Caderno D e permanece até hoje no mesmo. Dr. Baixada: Uma série de tiras, (hoje já esquecida) realizada pelo desenhista Luscar. Apresentava um personagem chamado Dr. Baixada, um homem baixo, vestido com um chapéu preto, óculos escuros e roupas pretas, que talvez fosse uma paródia do famoso Tenório Cavalcanti. Também retratava situações político-socias cotidianas brasileiras como Vereda Tropical, mas não durou muito tempo, sendo cancelada em 1990. Fujoão: Uma série de tiras realizada pelo cartunista Nivaldo, que esteve presente no Caderno D do início até 1990.

Design de notícias Já pelo lado visual, o "Caderno D" sempre foi pioneiro e suas capas são referência no cenário do design de notícias brasileiro. A criatividade e a ousadia são características do caderno diário.

Empresas do Grupo Televisão TV O Dia Rádio FM O Dia Impresso O Dia Meia Hora Antigas empresas MPB FM O Dia Music

Prêmios Prêmio ExxonMobil de Jornalismo (Esso), Prêmio Tim Lopes e Embratel/Claro 1991: Esso Regional Sudeste, concedido a Alexandre Medeiros, pela série "Fome na Baixada" 1996: Esso Regional Sudeste, concedido a João Antônio Barros, pela obra "Os 162 Carelis da Polícia" 1997: Esso Regional Sudeste concedido a Albeniza Garcia e Equipe, pela obra "Infância a Serviço do Crime" 1998: Esso de Criação Gráfica, na categoria jornal, concedido a André Hippertt e Renata Maneschy, pela obra "Infância Perdida" 1999: Esso de Criação Gráfica, na categoria jornal, concedido a André Hippertt e Renata Maneschy, pela obra "O Ppreço da Liberdade" 2002: Esso de Reportagem, concedido a Sérgio Ramalho, pela reportagem "Morto Sob Custódia" 2003: Esso Regional Sudeste, concedido a João Antônio Barros, Bartolomeu Brito e Márcia Brasil, pela reportagem "Crime Sobre Rodas" 2004: Esso de Fotografia, concedido Carlos Moraes, pela reportagem "Ataque a Helicóptero: Reação, Fuga e Execução" 2005: Esso Regional Sudeste, concedido a Pedro Landim, Fábio Varsano, Sérgio Ramalho, Aluizio Freire e Equipe, pela reportagem "Chacina" 2006: Esso Regional 3, concedido a Mônica Pereira e equipe, pela reportagem "Venda de Cadastros de Aposentados" 2008: Esso Especial de Primeira Página, concedido a Alexandre Freeland, André Hippertt, Breno Girafa, Ana Miguez e Luisa Bousada, pela reportagem "Cientistas Brasileiros Fazem Alerta: Mais Terremotos Vêm Aí"

2009: Esso Especial de Primeira Página, concedido a André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, pela reportagem "A Faixa Preta Hoje é de Luto" 2010: Esso de Fotografia, concedido a Alexandre Vieira, pela obra "Faroeste Carioca" 2013: Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, concedido a Alexandre Medeiros, com a série "A seca tem rosto, nome e sobrenome" 2014: Prêmio Embratel/Claro, categoria Reportagem, concedido à equipe do Jornal O Dia pela série "50 anos do golpe militar" 2025: Prêmio 'Os Melhores do Ano', concedido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

Prêmio Vladimir Herzog Prêmio Vladimir Herzog de Jornal Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado 2002 "Quando a vida tem preço" O Dia Sérgio Ramalho Araújo Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Jornal Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado 2014 'As Confissões do Coronel Malhães" Jornal O Dia – Rio de Janeiro Juliana Dal Piva

Outros 2012: ganhou o prêmio "Excelência Jornalística" na categoria Cobertura Noticiosa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) pela série de reportagens sobre a pacificação da Rocinha (2011)

Ver também Imprensa

Ligações externas

Dia Dia Categoria:Grupo O Dia Categoria:Grupo EJESA