Batalha de Genava foi uma batalha travada em 58 a.C. bem no começo das Guerras Gálicas em algum local entre o Ródano e a moderna cidade de Genebra entre as forças da República Romana lideradas por Júlio César e os helvécios. O resultado foi uma vitória romana.
História Entre os acordos firmados entre os triúnviros Júlio César, Pompeu e Crasso estava o de que César seria procônsul da Ilíria e das Gálias (Cisalpina e Transalpina). A migração dos helvécios para o oeste depois de terem sido desalojados pelas tribos germânicas foi o pretexto utilizado por César para iniciar uma guerra de conquista na regiãoJúlio César, De Bello Gallico 1.6.
Migrando em massa, os helvécios queimaram propriedades e colheitas que não conseguiam levar consigo, convenceram os ráuracos, tulingos e latóbrigos a se unirem a eles e ainda receberam os boios que vinham de NoreiaJúlio César, De Bello Gallico 1.5. Este enorme multidão humana chegou ao Ródano em 28 de março e ali seus líderes discutiram qual seria o caminho a seguir: a primeira opção era avançar pelo território dos sequanos (aliados de Roma) e a segunda, pelo dos alóbroges (conquistados por Roma). A decisão foi pela segunda. Quando soube da invasão, César mobilizou a Legio X e, com marchas forçadas, os romanos chegaram em Genava em 2 de abril com o objetivo de dificultar a travessia do rioJúlio César, De Bello Gallico 1.7. De Aquileia vinham também outras três legiões, a VII, VIII e a IX. Em Narbona mais duas estavam em treinamento (XI e XII).
Os helvécios enviaram embaixadores a César para solicitar direito de passagem e ele respondeu que gostaria de esperar até 13 de abril. Ele não tinha intenção nenhuma de permitir uma migração em massa pelo território romano e conhecia bem a história do cônsul Lúcio Cássio Longino, derrotado em circunstâncias similares na Batalha de Burdígala em 107 a.C.Tácito. Germânia 37.5. Este tempo foi utilizado para construir um muro de cinco metros de altura e uma trincheira com 28 quilômetros de comprimento entre o rio e o lago Léman com vários fortes para bloquear a passagem dos helvécios. Ao chegar a data combinada, César recusou o pedido e ameaçou usar a força se a migração continuasse. Os helvécios tentaram forçar a travessia, mas inúmeros dardos lançados dos fortes os obrigaram a recuarJúlio César, De Bello Gallico 1.8..
Depois dessa derrota inicial, os migrantes decidiram pela primeira opção e invadiram o território dos sequanosJúlio César, De Bello Gallico 1.9. com César, reforçado por sua legiões, no encalçoJúlio César, De Bello Gallico 1.10.
Bibliografia
Júlio César, De Bello Gallico. Tradução para o inglês por W. A. McDevitte & W. S. Bohn. 1ª edición. Nueva York: Harper & Brothers, 1869. Harper's New Classical Library. Disponível online. Tácito. Germânia. Oxford: Clarendon Press, 1900, editado por Henry Furneaux. Disponível online.
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