Nomes-comuns: víboras-paleárticas,Spawls S, Branch B. 1995. The Dangerous Snakes of Africa: Natural History, Species Directory, Venoms and Snakebite. Sanibel Island, Florida: Ralph Curtis Books/Dubai: Oriental Press. 192 pp. . víboras-eurasiáticas.Mallow D, Ludwig D, Nilson G. 2003. True Vipers: Natural History and Toxinology of Old World Vipers. Malabar, Florida: Krieger Publishing Company. 359 pp. .

Vipera é um género de víboras venenosas. Tem ampla distribuição geográfica, podendo ser encontrado desde o Norte da África até ao Círculo Polar Ártico e desde a Grã-Bretanha até à região Ásia-Pacífico. Esta designação é possivelmente derivada dos termos latinos vivus e pario, significando "vivo" e "dar à luz" ou "parir"; provavelmente uma referência ao facto de a maioria das víboras dar à luz juvenis vivos.Gotch AF. 1986. Reptiles -- Their Latin Names Explained. Poole, UK: Blandford Press. 176 pp. . Actualmente são reconhecidas 23 espécies.

Descrição Os membros deste género tendem a ser corpulentos e de tamanho pequeno, o maior deles, V. ammodytes, pode atingir um comprimento máximo de 95 cm e o menor, V. monticola, atinge um comprimento máximo de 40 cm. As cabeças dos membros deste género são claramente separadas do corpo, de forma triangular e na maioria das espécies cobertas por pequenas escamas, embora nalgumas espécies, notavelmente V. berus, tenham pequenas placas no cimo das suas cabeças. Estas víboras do Velho Mundo tendem a ter uma única escama nasal que pode por vezes estar fundida com uma escama pré-nasal como no caso de V. albicornuta. A maioria das espécies tem grandes escamas supra-oculares que tendem a estender-se para além da margem posterior do olho. Algumas espécies têm também algum tipo de "chifre" na cabeça, atrás da escama nasal ou por detrás das escamas supra-oculares. A cor e camuflagem dos membros deste género variam muito, desde fundo cinzento com faixas transversas castanho-escuro no caso V. albizona até cores mais acastanhadas com faixas transversas cinzentas com orlas negras como no caso de V. ammodytes.Distribuição geográfica Podem ser encontradas por todo o Velho Mundo, daí o nome-comum deste género, "Víboras do Velho Mundo". Podem ser encontradas sobretudo na Europa, desde Portugal até à Turquia. Também podem ser encontradas em algumas ilhas do Mar Mediterrâneo (Sicília, Elba e Montecristo), no Reino Unido. Podem ser também encontradas na região africana do Magrebe com espécies que vivem em Marrocos (V. monticola) e parte do norte da Argélia e Tunísia no caso de V. latastei. Muitas espécies podem também ser encontradas nas Montanhas do Cáucaso, em partes do Iraque, Jordânia, Israel e Síria. Apenas uma espécie até ao momento encontrada (V. berus) vive na Ásia Oriental (Coreia do Norte, China setentrional, e norte da Mongólia.

Habitat A maioria das espécies prefere ambientes mais frescos. Aquelas encontradas em latitudes mais baixas tendem a preferir zonas de maior altitude e habitats mais secos e rochosos, enquanto que as espécies que ocorrem em latitudes mais setentrionais preferem elevações mais baixas e ambientes mais húmidos e com mais vegetação.

Comportamento Todas as espécies são terrestres.

Reprodução Todos os membros são vivíparos, dando à luz juvenis vivos.

Veneno A maioria das espécies de Vipera produz um veneno que contém componentes neurotóxicos e hemotóxicos. A gravidade das mordeduras é muito variável. V. ammodytes é provavelmente a que possui o veneno mais tóxico. Num estudo envolvendo somente ratos, Brown (1973) demonstra que LD50 é aproximadamente 1.2/mg/kg IV, 1.5 mg/Kg quando injetado no peritoneu (IP) e 2.0 mg/kg quando administrado subcutaneamente (SC).Brown JH. 1973. Toxicology and Pharmacology of Venoms from Poisonous Snakes. Springfield, Illinois: Charles C. Thomas. 184 pp. LCCCN 73-229. . O veneno de V. berus é considerado o menos tóxico, (Minton, 1974) sugere que os valores de LD50 para ratos são aproximadamente 0.55 mg/kg IV, 0.80 mg/kg IP e 6.45 mg SC.Minton SA Jr. 1974. Venom Diseases. Springfield, Illinois: CC Thomas Publ. 256 pp. . O volume de veneno produzido tende a ser menor nesta espécie, citando Minton 10–18 mg por mordedura em espécimes de 48–62 cm enquanto Brown sugere apenas 6 mg para espécimes do mesmo tamanho. Contudo, as mordeduras de espécies de Vipera raramente são tão graves como as do géneros maiores Macrovipera ou Daboia.

Espécies ImagemEspéciesAutoridadeSubsp.*Nome-comumDistribuição geográficaV. albicornutaNilson & Andrén, 19850Víbora-de-montanha-iranianaVale de Zanjan e montanhas vizinhas no noroeste do Irão.V. albizonaNilson, Andrén & Flärdh, 19900Víbora-de-montanha-da-turquia-centralTurquia CentralV. ammodytes(Linnaeus, 1758)4Víbora-cornudaNoreste da Itália, sul da Eslováquia, oeste da Hungria, Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Albânia, República da Macedónia, Grécia, Roménia, Bulgária, Turquia, Geórgia e Síria.V. aspisT(Linnaeus, 1758)4Víbora-áspideFrança, Andorra, nordeste da Espanha, extremo sudoeste da Alemanha, Suíça, Mónaco, ilhas de Elba e Montecristo, Sicília, Itália, San Marino e noroeste da Eslovénia.V. baraniBöhme & Joger, 19840Víbora-de-baranNoroeste da TurquiaV. berus(Linnaeus, 1758)2Víbora-europeia-comumDesde a Europa Ocidental (Grã-Bretanha, Escandinávia, França, passando pela Europa Central (Itália, Albânia, Bulgária e norte da Grécia) e Europa Oriental até a norte do Círculo Polar Ártico, Rússia e Oceano Pacífico, Ilha Sacalina, Coreia do Norte, norte da Mongólia e norte da China.V. bornmuelleriF. Werner, 18980Víbora-de-bornmuellerMontes Golan, sul do Líbano e Síria.V. bulgardaghicaNilson & Andrén, 19850Víbora-de-bulgardaghMontanhas Bulgar Dagh, Província de Niğde, centro-sul da Anatólia, Turquia.V. darevskiiVedmederja, Orlov & Tuniyev, 19860Víbora-de-darevskySudeste das Montanhas Dzavachet na Arménia e áreas adjacentes na Geórgia.V. dinnikiNikolsky, 19130Víbora-de-dinnikRússia (Montanhas do Cáucaso) e Geórgia (bacia de alta montanha do rio Ingúri), para leste até ao Azerbaijão.V. kaznakoviNikolsky, 19090Víbora-do-cáucasoNordeste da Turquia, Geórgia, e Rússia (costa oriental do Mar Negro).V. latasteiBoscá, 18781Víbora-cornudaSudoeste da Europa (França, Portugal e Espanha) e noroeste da África (região mediterrânica de Marrocos, Argélia e Tunísia).V. latifiiMertens, Darevsky & Klemmer, 19670Víbora-de-latifiIrão: Vale de Lar na Cordilheira ElburzV. lotieviNilson et al., 19950Víbora-dos-prados-do-cáucasoAs montanhas mais altas do Grande Cáucaso: Rússia, Geórgia e Azerbaijão.V. monticolaSaint-Girons, 19540Víbora-dos-montes-atlasAlto Atlas, Marrocos.V. nikolskiiVedmederja, Grubant & Rudajewa, 19860Víbora-de-nikolskyUcrânia central.V. orlovi"Vipera orlovi ". The Reptile Database. www.reptile-database.org.Tuniyev & Ostrovskikh, 20010Víbora-de-OrlovBeolens B, Watkins M, Grayson M. 2011. The Eponym Dictionary of Reptiles. Baltimore: Johns Hopkins University Press. xiii + 296 pp. . (Vipera orlovi, pp. 196-197).Cáucaso OcidentalV. palaestinaeF. Werner, 19380Víbora-da-palestinaSíria, Jordânia, Israel e Líbano.V. ponticaBilling, Nilson & Sattler, 19900Víbora-pônticaConhecida somente no vale do rio Choruque, província de Artvim, nordeste da Turquia.V. raddeiBoettger, 18900Víbora-das-pedrasTurquia Oriental, noroeste do Irão, Arménia, Azerbaijão, e provavelmente Iraque.V. seoaneiLataste, 18791Víbora-de-seoaneExtremo sudoeste da França, e regiões setentrionais de Espanha e Portugal.V. ursinii(Bonaparte, 1835)0Víbora-dos-pradosSudeste da França, Áustria oriental (extinta), Hungria, Itália central, Croácia, Bósnia e Herzegovina, norte e nordeste da Albânia, Roménia, norte da Bulgária, Grécia, Turquia, noroeste do Irão, Arménia, Azeerbaijão, Geórgia, Rússia e estepes do Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão oriental até à China (Xinjiang).V. wagneriNilson & Andrén, 19840Víbora-de-montanha-oceladaMontanhas do leste da Turquia e noroeste do Irão.V. xanthina(Gray, 1849)0Víbora-das-pedrasExtremo nordeste da Grécia, ilhas gregas de Simi, Cós, Calímnos, Leros, Lipsos, Patmos, Samos, Quios e Lesbos, Trácia Oriental, metade ocidental da Anatólia, e ilhas da plataforma continental da Turquia (e.g. Halki, Castelorizo [Meis Adasi]). * Sem incluir a espécie nominativa. T: espécie-tipo

Ver também Mordedura de serpente

Referências

Leitura adicional Arnold EN, Burton JA. 1978. A Field Guide to the Reptiles and Amphibians of Britain and Europe. London: Collins. 272 pp. . (Genus Vipera, pp. 211, 214.) Boulenger GA. 1896. Catalogue of the Snakes in the British Museum (Natural History). Volume II., Containing the...Viperidæ. London: Trustees of the British Museum (Natural History). (Taylor and Francis, printers.) xiv + 727 pp. + Plates I.- XXV. (Genus Vipera, pp. 471–472.) Laurenti JN. 1768. Specimen medicum, exhibens synopsin reptilium emendatam cum experimentis circa venena et antidota reptilium austriacorum. Vienna: "Joan. Thom. Nob. de Trattern". 214 pp. + Plates I.- V. (Genus Vipera, p. 99.)

Ligações externas

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