Tertuliano de Lacerda Marques (Lapa, Lisboa, 30 de outubro de 1882 – São João do Estoril, Estoril, Cascais, 13 de maio de 1942) foi um arquiteto português.
Biografia Era filho do pedreiro Luís Marques, natural de Oeiras (freguesia de Carnaxide), e de Maria José Ferreira Marques, natural do Cartaxo.
A 15 de janeiro de 1906, casou na igreja paroquial de Nossa Senhora da Lapa, em Lisboa, com Maria Amália Pereira Lopes (São Nicolau, Lisboa, c. 1882), doméstica, filha de José António da Silva Lopes e de Maria Benigna Pereira. Foram padrinhos de casamento os arquitetos Arnaldo Adães Bermudes e Rosendo Carvalheira.
Integrava-se no movimento de revivalismo arquitetónico da Arte Nova, tendo sido formado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.
Durante o Estado Novo, foi Procurador à Câmara Corporativa em 1935 e 1936, tendo integrado a secção de Ciências, Letras e Artes. Na qualidade de delegado do Governo, escolheu o terreno para o Pavilhão de Portugal na Exposição Ibero-Americana de 1929, em Sevilha (Espanha).
Destacam-se entre os seus projetos arquitetónicos, os seguintes: Edifício do Banco Nacional Ultramarino (Rua Augusta, Lisboa), atual Museu do Design Palácio da Cova da Moura (Rua da Cova da Moura, n.º 1, Lisboa; propriedade do século XVII detida por João Ulrich) - Prémio Valmor, 1921. Casa de São Cristóvão, no Monte Estoril (1917), propriedade de Alfredo da Silva Reconstrução do Teatro São Luiz, em Lisboa, depois do incêndio, em 1915 Reconstrução da Igreja de Santo António, no Estoril, após o incêndio, em 1927 Reconstrução do edifício do Rádio Clube Português, na Parede, em 1934 Desenho das torres da Igreja dos Navegantes em Cascais, em 1942
Morreu trucidado pelo comboio a 13 de maio de 1942, em São João do Estoril, na freguesia do Estoril, em Cascais.
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