A FBP é uma pistola-metralhadora projectada no final da década de 1940 por Gonçalves Cardoso, Major de Artilharia do Exército Português, combinando as funcionalidades das MP38 e MP40 alemãs e da M3 americanaSmith (1969). p.530. O resultado foi uma arma de confiança e com baixos custos de produção.
A arma acabou por ser produzida pela Fábrica de Braço de Prata (FBP) em Lisboa, com cuja sigla foi baptizada.
A arma foi utilizada em combate pelas Forças Armadas Portuguesas durante a Guerra do Ultramar. A sua utilização nesta guerra levou à verificação que a sua capacidade de fazer apenas tiro automático levava a um grande desperdício de munições. Como tal, em 1963 foi introduzida uma versão aperfeiçoada com capacidade acrescida de tiro semiautomático.
A arma chegaria ás mãos das FP-25, sendo utilizada no duplo assalto aos bancos Banco Totta e Açores e Crédito Predial Português no Cacém, que levou a morte do GNR Henrique do Nascimento Hipólito.
Variantes FBP m/948: versão original, com capacidade limitada a tiro totalmente automático; FBP m/963: versão introduzida em 1963, com capacidade acrescida de tiro semiautomático; FBP m/976: versão desenvolvida em 1976, com uma manga de refrigeração envolvendo o cano que, acidentalmente, também melhorou a precisão da arma.
Operadores
: Usada pelas FALINTIL, algumas foram herdadas pelas Forças de Defesa de Timor-Leste.
Bibliografia
Smith, Joseph E. (1969). Small Arms of the World 9th ed. Harrisburg, Pennsylvania: The Stackpole Company. ISBN 0-8117-1566-3
Ligações externas
Armamento utilizado pela 4ª Companhia de Caçadores Especiais
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