miniaturadaimagem|Cabeça da cultura Sao. Terracotta, Woutio, Camarões. Museu de La Rochelle miniaturadaimagem|Estatueta antropomórfica, sítio de Tago, Chade (700-1000) - Musée du quai Branly – Jacques Chirac A Civilização saô floresceu na África Central desde ca. do ao . Os saôs viviam no rio Chari em torno do lago Chade em território que mais tarde foi incorporado aos atuais Camarões e Chade. São os mais antigos indivíduos a deixar traços claros de sua presença no território dos Camarões. Em algum momento em torno do , a conversão ao islamismo mudou a identidade cultural dos saôs. Hoje, vários grupos étnicos do norte dos Camarões e sul do Chade, mas particularmente os saras e cotocos, reclamam ascendência nos saôs.
Origens e declínio
Os saôs pode ter surgido tão cedo quando o e pelo fim do , sua presença estava bem estabelecida em torno do lago Chade e próximo do rio Chari. As cidades-Estado dos saôs alcançaram seu ápice em algum momento entre os séculos IX e XV. Embora alguns estudiosos estimam que os saôs do sul do lago Chade duraram até o ou XV, a opinião majoritária é de que deixaram de existir como uma cultura separada em algum momento no na sequência da expansão do Império de Bornu. Os cotocos são os herdeiros das antigas cidades-Estado dos saôs.
Cultura
Pouco se sabe da organização política e cultura dos saôs. Segundo a tradição oral, eram divididos em vários clãs patrilineares unidos numa única unidade por sua língua, raça e religião comuns. Nessas narrativas, são apresentados como gigantes e poderosos guerreiros que lutaram e conquistaram seus vizinhos. Os historiadores esboçam três principais origens aos saôs em base na tradição oral e evidência arqueológica. Uma delas afirma que eram descendentes dos hicsos que conquistaram o Antigo Egito. Eles moveram-se do sul do vale do Nilo à África Central em várias levas sob pressão de invasores.
Os artefatos saôs mostram que eram habilidosos artífices em bronze, cobre e ferro. Achados incluem esculturas em bronze e estátuas de terracota de figuras humanas e animais, urnas funerárias, utensílios domésticos, joalheria, cerâmica altamente decorada e lanças. Grupos étnicos da bacia do lago Chade, como os budumas, gamergus, canembus, cotocos e musguns alegam descender dos saôs. Lebeuf apoia essa conexão e traçou o simbolismo da arte saô nas obras dos subgrupos gutis e tucuris dos povos de Logone-Birni.
Bibliografia
Categoria:Civilização saô