Douglas Galante é pesquisador de astrobiologia e geobiologia do Instituto de Geociências da USP, onde é Professor Associado. É membro fundador e vice-coordenador do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP, doutor em astronomia na USP.PALESTRA - ORIGENS DA VIDA - DOUGLAS GALANTE publicado pela TV Cultura (2016)

Seu trabalho em astrobiologia usa abordagens teóricas, experimentais e de pesquisa em campo para melhor compreender a interação entre os sistemas biológicos e os eventos planetários e astrofísicos. Desenvolveu uma das primeiras teses em astrobiologia no país em 2009, e, deste então, vem se dedicando a fomentar o desenvolvimento dessa área de pesquisa. Em 2011 foi co-fundador do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP atualmente parceiro internacional do Nasa Astrobiology Institute. e da European Astrobiology Association Network Co-editou um livro sobre o tema, gratuitamente disponível online. É palestrante e procura difundir as questões relacionadas à astrobiologia, com diversos vídeos disponíveis pela internet, entendendo que a nossa busca por entender a origem e distribuição da vida no Universo é uma das maiores questões que a humanidade já se fez, e que ela pode ser abordada cientificamente.

Ele é o cientista-chefe de Garatéa-L, a missão pretende enviar um satélite de pequenas proporções à órbita lunar em 2020.O cientista-chefe da missão brasileira à Lua explica o que faremos por lá Douglas Galante, astrobiólogo e cientista-chefe da Garatéa-L quer convencer o Brasil de que vale a pena investir no espaço e até contribuir para a colonização de Marte por André J. de Oliveira (2016)NewSpace Start-Up Aims To Send First Brazilian Probe To Moon publicado pela Forbes (2018) Galante também fez parte da equipe de pesquisa que estudou de forma teórica a bactéria Candidatus Desulforudis Audaxvia, descoberta em uma mina de ouro em Joanesburgo, África do Sul, sobrevivendo a uma profundidade de 2,8 km, sem qualquer luz solar.Europa may have hidden liquid ocean to sustain life, new study reveals (2018) Seu trabalho mostrou que esse ambiente poderia ser usado como análogo à lua de Júpiter chamada Europa, e que a bactéria poderia ser um protótipo de vida extraterrestre. Foi um dos primeiros pesquisadores patrocinados pelos Instituto Serrapilheira, com um projeto de pesquisa sobre a habitabilidade do planeta Marte, baseado no estudo de ambientes extremos terrestres.

Foi um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do acelerador síncrotron de 4a geração do país, o Sirius, um dos mais avançados laboratórios de pesquisa do mundo. Foi líder do Grupo Carnaúba, um potente microscópio de raios X capaz de enxergar os materiais em escala nanométrica, até o ano de 2023, quando retornou a USP para assumir a cadeira de professor de geobiologia no Instituto de Geociênicas. O uso da radiação síncrotron, bem como outras técnicas analíticas avançadas, têm o potencial de nos auxiliar na compreensão da história da vida no planeta, desde os primeiros fósseis até a possibilidade de vida na superfície de Marte.

Em entrevista para o Jornal da USP em 2023, Galante sugere o uso de robôs com Inteligência Artificial avançada para a busca por sinais de vida em outros planetas. Esses robôs poderiam explorar autonomamente, decidindo suas ações, coletas e medições. Isso aponta para um futuro onde as IA certamente serão fundamentais na exploração espacial.

Categoria:Cientistas do Brasil Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo