Cristóval é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Cristóval do Município de Melgaço, freguesia com 4,74 km² de área e 422 habitantes (censo de 2021), e, por isso, uma densidade populacional de .

É a freguesia mais setentrional de Portugal.

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 2001 56 52 285 2262011 32 41 218 2372021 22 21 169 210

Geografia Localizada no extremo norte de Portugal, a freguesia de Cristóval dista 9 km da sede do município e faz fronteira com as freguesias melgacenses de Fiães a sul, e Chaviães e Paços a oeste, para além do rio Minho e da província espanhola de Pontevedra a norte, e do rio Trancoso e da província de Ourense, a este.

Além da sede, a Freguesia compreende os seguintes lugares: São Gregório, Cevide, Ramo, Doma, Porta, Sobreiro, Marga, Pousadas, Campo de Souto, Esquipa, Granja, Cruz, Passal, Pico, Soalheira, Casais, Poços e Pedregal.

Apesar do lugar de Cevide marcar o ponto mais setentrional de Portugal, é em São Gregório que "começa Portugal", tendo sido durante muitas décadas, o principal lugar de travessia para Espanha, através da ponte internacional que se eleva sobre o pequeno rio Trancoso, que nasce nos altos de Castro Laboreiro e garante a divisa de fronteiras com os vizinhos galegos, desde Lamas de Mouro até Cristóval, para além de em tempos lhe serem atribuídas as virtudes de curar a lepra e outras moléstias cutâneas, através das suas águas termais terapêuticas. Na mesma localidade existia também uma antiga ponte romana e ainda a estação ou posto fronteiriço, sendo muitas vezes retratado em postais, revistas e jornais de época como um marco da zona. Hoje em dia é ainda possível encontrar na região as antigas casas de fronteira dos guardas fiscais e alfandegários, que, apesar de se encontrarem em avançado estado de degradação, foram cedidas à Câmara Municipal de Melgaço e aguardam novos projectos de cariz social para a comunidade local.

No monte da Facha (topónimo que vem de Faro, Farol ou Fogueira, de origem celta), onde se situa o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, e em tempos uma capela dedicada a São Gregório, existem gravuras rupestres e vestígios de ruínas de umas muralhas, de defesa castreja ou celta.

História Servindo de fronteira desde os tempos da fundação do Condado Portucalense, o documento mais antigo em que é mencionado o nome da freguesia remonta ao ano de 1142, sendo mais tarde referido em 1210, num registo de doação de terras por parte de João Raimundo, senhor da vila, e sua mãe, do lugar de Doma a Fiães. Em 1258, é novamente mencionado nas Inquirições Gerais de 1258.

Séculos mais tarde, durante o período da Guerra da Restauração, devido à proximidade com o território espanhol, foram registados vários conflitos, desde renhidas escaramuças a ataques violentos e organizados na localidade, sendo o caso mais gravoso o ocorrido em 1641, quando os espanhóis entraram em Portugal e incendiaram as casas e a igreja de Cristóval. Por sua vez, este evento, originou uma retaliação por parte dos portugueses, que saltaram para o outro lado da fronteira e agiram do mesmo modo. Devido a estes ataques, a população da freguesia tentou impedir a entrada dos vizinhos espanhóis no seu território através de uma vigia fortificada sobre o rio Trancoso, durante anos. Esse sítio permanece ainda hoje conhecido pelo nome de Forte ou Trincheira.

Património e Principais Pontos de Interesse Casas de Fronteira em São Gregório Capela de Santo António Cruzeiro de São Gregório Estação Fronteiriça de São Gregório Igreja de Cristóval Marco Territorial Nº1 em Cevide (entre a fronteira de Portugal e Espanha) Ponte Internacional de São Gregório Praias Fluviais do Rio Trancoso e Rio Minho Santuário de Nossa Senhora de Fátima

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Categoria:Freguesias fronteiriças de Portugal