Manachir Restúnio () foi um nobre armênio do , ativo durante o reinado do rei .

Nome

Manachir (, Manačihr) é a forma armênia do persa médio Manaschir (Manaščihr), que por sua vez derivou do avéstico Manuschitra (Manušciθra), "aquele que tem a natureza de Manu".

Vida

thumb|esquerda|upright=1.05|Reino da Armênia ca. 150 thumb|esquerda|upright=1.05|Soldo de

Manachir pertencia à família Restúnio e presume-se que fosse naapete (chefe) de sua família, a julgar pelas menções a ele como "grão-príncipe" e "senhor do reino". Sabe-se que estava ativo sob e, segundo Moisés de Corene, foi nomeado comandante-em-chefe do exército sul da Armênia, mas essa divisão do exército não é conhecida nesse período, indicando uma confusão de Moisés. Moisés segue seu relato afirmando que o general Antíoco, enviado pelo imperador para ajudar Cosroes a combater o rebelde Bacúrio, enviou Manachir à Assíria e Mesopotâmia com seu exército e com o exército da Cilícia. Ele supostamente matou Bacúrio e capturou seu filho Hexai, que foi enviado a Cosroes; Fausto, o Bizantino não o menciona entre os nobres que mataram Bacúrio e dá destino diferente a Hexai.

Moisés e Fausto, por conseguinte, citam-no confrontando o bispo Jacó de Nísibis. Para Moisés, Manachir fez massacres nas províncias sob seu controle - não apenas de guerreiros, mas também de camponeses - e levou muitos cativos de Nísibis, inclusive oito diáconos de Jacó. Jacó visitou-o e pediu que libertasse os cativos comuns, pois não eram culpados, mas Manachir se recusou e aduziu o rei como desculpa. Jacó escreveu ao rei e Manachir ordenou, por instigação dos locais, que os diáconos fossem jogados ao mar. Jacó se enfureceu, subiu numa montanha sobre a qual toda a província de Manachir era visível e amaldiçoou o país. Várias calamidades ocorreram e Manachir morreu em sofrimento, mas seu filho e herdeiro, cujo nome não é citado, conseguiu sucedê-lo por intercessão de Jacó.

Segundo Fausto, num relato bem diferente, Jacó visitou Manachir. Jacó ouviu dizer que Manachir era perverso, insensível e desonesto e que, da ira da amargura de sua alma, matou inúmeras pessoas. Dirigiu-se até lá com a intenção de instruí-lo e aconselhá-lo, a fim de atenuar sua natureza violenta. Fausto afirmou que, quando Manachir viu Jacó, desprezou-o, ridicularizou-o e zombou dele. Por seu comportamento selvagem, ordenou que 800 homens, a quem escravizou, fossem trazidos diante dele e lançados ao mar do alto de um promontório. Em seguida, ordenou que Jacó fosse ridicularizado e expulso de sua terra e disse: "Tu vês o quanto exaltei a ti por tuas boas palavras? Aliviei-os de seus laços e ainda estão nadando no mar". Jacó partiu e, do alto de uma montanha, lançou uma maldição sobre sua terra. Dois dias após sua partida, Manachir, sua esposa e seus sete filhos pereceram.

Notas

Bibliografia

Categoria:Naapetes Categoria:Armênios do século IV Categoria:Família Restúnio