Luís Amaro (Aljustrel, 5 de maio de 1923 — Lisboa, 24 de agosto de 2018) foi um poeta, editor, bibliófilo e investigador português.
Biografia Nasceu no dia 5 de Maio de 1923, no concelho de Aljustrel, filho de um casal oriundo de Almodôvar. Aos dez anos de idade, quando já tinha o ensino primário concluído, estava a trabalhar no cartório do advogado Adeodato Barreto. Pouco tempo depois mudou-se para a cidade de Beja para exercer como jornalista, tendo estagiado no Diário do Alentejo e trabalhado na Biblioteca Municipal. Escreveu a sua primeira crónica aos doze anos, Alentejo', para o jornal Ala Esquerda, continuando depois a colaborar em vários periódicos.
Em 1939 fixou-se em Estremoz, para trabalhar no jornal Brados do Alentejo, onde esteve até Agosto de 1941. No mês seguinte empregou-se na Livraria Portugália, em Lisboa, como caixeiro, com o apoio de Agostinho da Silva. Pouco tempo depois ascendeu a revisor e editor literário da Portugália Editora, cargo que o levou a colaborar com grandes figuras do panorama literário nacional, como Manuel da Fonseca, Sebastião da Gama, Vergílio Ferreira, José Régio, Soeiro Pereira Gomes, Jorge de Sena e David Mourão-Ferreira. Em 1948 regressa ao Alentejo devido a uma doença pulmonar, voltando a Lisboa em 1949, tendo nesse ano publicado o livro de poemas Dádiva. Só mais de duas décadas depois, em 1975, é que lançou o seu segundo livro, Diário Íntimo - Dádiva e Outros Poemas, onde compilou os poemas da sua obra de 1949 com outros inéditos. Este livro foi depois reeditado em 2006 e 2011. Deixou igualmente colaboração nas páginas literárias do Diário de Notícias.
Juntamente com António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Raúl de Carvalho, fez parte do grupo que dirigiu a revista Árvore-folha de poesia, criada em 1951, mas que foi suspensa em 1953 devido à censura da ditadura militar. Colaborou noutras publicações como Seara Nova, Távola Redonda, Atlântico e Portucale, e foi diretor-adjunto e consultor editorial da revista Colóquio/Letras.
A 9 de junho de 1993, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Morreu a 24 de agosto de 2018, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, vítima de pneumonia.
Em 2024, a Biblioteca Municipal de Aljustrel organizou a exposição Dádiva. Luís Amaro - Uma vida em Livros'', em colaboração com a autarquia, a Associação Do Fundo à Superfície, e a Associação de Defesa do Património Mineiro, Cultural e Ambiental do Concelho de Aljustrel.
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