João José Grave (Vagos, – Porto, ) foi um escritor e jornalista português. Autor de obras de ficção, crónica, ensaio e poesia. Como jornalista chefiou a redacção do Diário da Tarde e colaborou nos jornais Província, Século e Diário de Notícias e em vários órgãos da imprensa brasileira. Foi director da Biblioteca Municipal do Porto, dirigiu o dicionário enciclopédico Lello Universal e colaborou nas revistas Brasil-Portugal (1899-1914), Revista nova (1901-1902) e Serões (1901-1911).
Tem uma biblioteca municipal em sua homenagem em Vagos, inaugurada em 2015.
Biografia Nascimento e formação Nasceu na localidade de Vagos, em 1 de Junho de 1872. Concluiu os estudos liceais em Aveiro, e no Porto formou-se em Farmácia.
Carreira profissional e literária Exerceu como jornalista, tendo trabalhado para vários jornais, incluindo o Diário da Tarde, onde foi director. Também colaborou na Livraria Lello e foi director da Biblioteca Municipal do Porto.
Também foi escritor, tendo estado inicialmente ligado aos naturalistas, principalmente Emile Zola, mas posteriormente começou a escrever mais na linha dos romances de costumes. A sua primeira obra publicada foi Livro de Sonhos, tendo em seguida escrito o livro Macieiras em Flor.
Falecimento e família Faleceu no Porto, em 11 de Janeiro de 1934, tendo o funeral sido realizado no dia seguinte, com um cortejo fúnebre desde a Igreja da Trindade até ao Cemitério do Prado do Repouso, acompanhado por centenas de pessoas, incluindo representantes da Universidade do Porto e da casa Lello.
João Grave estava casado com a pintora Luciana Aranha Grave, e era cunhado da escritora Aurora Jardim Aranha.
Obras Livro de Sonhos (1895) Macieiras em Flor (1897) Os Famintos (1903) A Eterna Mentira (1904) O Último Fauno (1906) O Passado Gente Pobre Jornada Romântica Reflorir Reinado Trágico A Inimiga O Mutilado (1919) A Morte Vence Vitória de Parsifal (1922) Paixão e Morte da Infanta Os Sacrificados Os que amam e os que sofrem Cruel Amor Foguetes de Santo António Gleba Vida do Espírito (pensamentos) S. Frei Gil de Santarém O Amor e o Destino Almas Inquietas Memórias dos Dias Findos A Morta Romântica (1924) Os Vivos e os Mortos (1925) Cartas para o Brasil (1929)
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