Maria Luísa Fernanda de Bourbon e Vallabriga (em castelhano: María Luisa Fernanda de Borbón y Vallabriga; Velada, 6 de junho de 1783 – Madrid, 1 de dezembro de 1846) foi uma aristocrata espanhola, duquesa de San Fernando de Quiroga.

Biografia esquerda|miniaturadaimagem|207x207px|Maria Luísa, quando bebê, nos braços de uma senhora, com seu pai e mãe, sentados. Detalhe da obra A Família do Infante Dom Luís, realizada por Francisco Goya, 1784. Nascida em Velada, Maria Luísa era a filha mais nova do casamento morganático entre o infante Luís, Conde de Chinchón – filho do rei Filipe V da Espanha –, e Maria Teresa de Vallabriga, que viviam afastados da corte em razão do caráter desigual de seu casamento. Após a morte do pai, em 1785, ela e a irmã foram enviadas por ordem do seu tio Carlos III ao Convento de São Clemente, em Toledo, onde permaneceram até 1799 sob a tutela do Cardeal Lorenzana, dedicando-se ao estudo da gramática, do francês e da doutrina cristã.

Maria Luisa passou apenas os dois primeiros anos de sua vida em Arenas de San Pedro, onde foi retratada como bebê por Francisco Goya no retrato A Família do Infante Dom Luís. Goya a retratou novamente em 1800.

Em 1799, após o casamento de sua irmã com Manuel Godoy – primeiro-ministro e favorito da rainha Maria Luísa, consorte de Carlos IV –, Maria Luísa e os irmãos foram autorizados a utilizar o 'sobrenome' Bourbon e receberam a dignidade de "Grande da Espanha". Em 1802, Maria Luísa estabeleceu-se em Saragoça com a mãe, beneficiada por uma pensão vitalícia concedida por influência de Godoy. Em 1806, este tentou promover seu casamento com o Príncipe das Astúrias, o futuro Fernando VII, mas a proposta foi recusada pelo príncipe, que acreditava tratar-se de uma manobra de Godoy contra ele.

Durante a Guerra Peninsular, Maria Luísa estabeleceu-se com a mãe em Palma de Maiorca, mas, devido ao clima úmido, mudou-se para Cádis para viver com o irmão, o Arcebispo de Toledo e, entre 1813 e 1814, presidente da Regência da Espanha. Embora não participasse da vida política, acompanhava o irmão com frequência, o que deu origem a rumores de um possível casamento com o Conde de Toreno, destacado líder liberal. Posteriormente, ambos se transferiram para Madrid e, por fim, para Toledo, onde o cardeal permaneceu por determinação de Fernando VII, em razão de suas ligações com os liberais.

Casamento e exílio miniaturadaimagem|261x261px|Maria Luísa com seu marido, o Duque de San Fernando de Quiroga. Obra de Rafael Tegeo, 1832. Em 1817, com a aprovação de Fernando VII, Maria Luísa casou-se no Oratório do Palácio Real de Madrid com Joaquín José de Melgarejo, Duque de San Fernando de Quiroga, homem de confiança do rei, passando a integrar a alta sociedade da corte. Apesar disso, manteve estreita correspondência com os irmãos. Durante o Triênio Liberal, o casal aproximou-se dos liberais e, com a restauração do absolutismo em 1823, exilou-se em Paris para evitar represálias, enquanto seus bens na Espanha foram confiscados.

Retorno à Espanha e morte Maria Luísa retornou à Espanha em 1834, após a morte de Fernando VII. No ano seguinte, ficou viúva, sem deixar descendentes, e nomeou sua sobrinha Carlota Godoy como herdeira em seu testamento. Em 1847, vendeu o que restava da coleção de pinturas de seu pai a José de Salamanca. Faleceu em Madrid, em 1 de dezembro de 1846, aos 65 anos, sendo sepultada na capela do Palácio do Infante Dom Luís, antiga propriedade de seu pai.

Honras Dama Nobre da Ordem da Rainha Maria Luísa

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