Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão tomaram posse como 38.º presidente do Brasil e 25.º vice-presidente do Brasil, respectivamente, no dia 1.º de janeiro de 2019, em cerimônia realizada no Congresso Nacional em Brasília, dando início ao governo Jair Bolsonaro.

Planejamento A posse de Bolsonaro teve o maior reforço de segurança na história das posses, contando com cerca de 46 policiais federais fez a segurança aproximada do presidente. Mísseis antiaéreos guiados a laser faziam parte da estrutura de segurança. O espaço aéreo foi fechado num raio de sete quilômetros. Vinte caças da FAB ficaram em lugares estratégicos.thumb|Confecção do termo de posse no Livro de Posse Presidencial do Brasil, que foi assinado por Bolsonaro e Mourão.|alt=|esquerdaSeis mil agentes fizeram a segurança da posse: Polícia Federal, Polícia Militar, Força Nacional, guarda presidencial. A Força Aérea Brasileira (FAB) deslocou vinte aeronaves F-5E e A-29 Super Tucano para fiscalizar e proteger o espaço aéreo dentro de um raio de 130 quilômetros do Congresso Nacional, além da utilização de dois mísseis teleguiados a laser. O presidente Michel Temer assinou um decreto no dia 28 de dezembro de 2018 autorizando a FAB a abater qualquer aeronave que considere suspeita ou que não obedeça as recomendações do controle de tráfego aéreo em todo território nacional, incluindo veículos aéreos não tripulados.

Diferentemente das últimas posses, os jornalistas não tiveram acesso livre aos locais das cerimônias, tendo que permanecer somente nos locais definidos pela organização do evento. Na Esplanada dos Ministérios, o trânsito de veículos foi proibido no dia 29 de dezembro e de pedestres na tarde do dia 31 de dezembro. A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal divulgou uma lista de objetos que não poderiam entrar na cerimônia de posse na Esplanada, proibindo a entrada de bebidas alcoólicas, garrafas, guarda-chuva, fogos de artifício, apontadores laser, animais, mochilas e bolsas, sprays, máscaras, produtos inflamáveis, armas de fogo, objetos cortantes, drones e carrinhos de bebê.

Programação miniaturadaimagem|Bolsonaro faz seu discurso de posse perante o congresso|260x260pxA cerimônia de posse iniciou-se às 14h30, quando Jair Bolsonaro e sua esposa Michelle Bolsonaro deixaram a Granja do Torto em direção a Catedral Metropolitana. Ao deixarem residência oficial, dezenas de apoiadores o aguardavam na portaria, com bandeiras do Brasil e camisas nas cores verde e amarela. O comboio chegou à Catedral de Brasília cerca de dez minutos depois; lá, encontraram Hamilton Mourão e sua esposa, Paula Mourão, e seguiram juntos ao Congresso Nacional.

Durante o desfile, Bolsonaro e Michelle acenaram ao público. Um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, ficou com o casal no tradicional Rolls-Royce Silver Wraith presidencial. Carlos é vereador do Rio de Janeiro e ficou sentado na parte de trás do veículo. No início do desfile, o carro oficial teve de reduzir a velocidade porque um dos cavalos dos Dragões da Independência se chocou com outro e teve de ser controlado pelo militar que estava montado nele.miniaturadaimagem|O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão e da segunda-dama Paula Mourão, posicionados para subir a rampa do Palácio do Planalto.|alt=|esquerda

No Congresso Nacional, às 15h, foi iniciada a Sessão Solene de posse, presidida pelo presidente do Congresso Nacional Eunício Oliveira, empossando Bolsonaro e Mourão, frente aos deputados federais e senadores da 55.ª Legislatura, além de convidados. Após assinar o termo de posse, Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento como novo chefe de Estado brasileiro.

O primeiro discurso de Bolsonaro como presidente da República durou cerca de dez minutos. Às 16h, ao sair do Congresso Nacional, o Hino Nacional foi executado, uma salva de 21 tiros de canhão krupp 75MM foi efetuada, passando as tropas em revista e sendo oficialmente reconhecido como Comandante Supremo das Forças Armadas do Brasil.

Logo após, foi iniciado o deslocamento ao Palácio do Planalto onde, às 16h30, Michel Temer fez a entrega da faixa presidencial a Bolsonaro. Temer não discursou e deixou o palácio em direção à Base Aérea de Brasília. Antes de Bolsonaro fazer o tradicional discurso no parlatório, a nova primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fez um discurso inesperado em Libras, Michelle é engajada em causas de pessoas com deficiência.

Já com a faixa de presidente da República, Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento à nação. Durante o discurso de Bolsonaro, o público na Praça dos Três Poderes chamavam o presidente de "mito" e entoavam o grito "o capitão voltou". Neste momento, Bolsonaro aparentava estar emocionado. Após discursar no parlatório, o presidente Bolsonaro se dirigiu à área interna do Palácio do Planalto, onde recebeu cumprimentos de líderes internacionais e convidados. Entre os presentes estavam Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Sebastián Piñera (Chile) e Evo Morales (Bolívia).

Uma das últimas etapas da cerimônia foi a posse dos novos Ministros de Estado do governo, que aconteceu às 17h30. Ao todo, Bolsonaro deu posse a 21 ministros. Para encerrar, às 18h30, houve uma recepção oferecida por Bolsonaro e sua esposa Michelle aos convidados no Palácio Itamaraty. Transmissão televisiva Cobertura de emissoras brasileiras miniaturadaimagem|Espaço reservado para cobertura televisiva durante a solenidade de posse de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Tradicionalmente, a transmissão televisiva das cerimônias foi coordenada e realizada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e retransmitida por onze canais, entre eles a TV NBR, TV Globo, GloboNews, RecordTV, SBT, RedeTV!, Rede Bandeirantes e BandNews TV.

A GloboNews fez a maior transmissão desta posse, ficando no ar cerca de 18 horas, a partir das seis horas do dia 1.º à zero hora do dia seguinte. Da capital do país para a casa dos brasileiros, a Globo montou um esquema especial e inédito, com repórteres trabalhando em mais de 20 pontos, ao vivo. Foram 45 equipes produzindo imagens nas ruas e ainda um pool de 11 emissoras. A cobertura contou com mais de 300 jornalistas e técnicos da Globo, GloboNews e G1.

A RecordTV mobilizou 111 profissionais durante a posse do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília foram destacados 94 profissionais para a transmissão, outros 13 colaboradores, entre repórteres, repórteres cinematográficos e produtores, foram deslocados de São Paulo para a capital do país, além de quatro profissionais de Brasília. Além das imagens do pool, a emissora contou com 13 equipamentos exclusivos de transmissão ao vivo, com repórteres posicionados em todos os pontos da cerimônia.

O SBT realizou a cobertura ao vivo e ininterrupta da cerimônia de posse do novo presidente, sendo ancorada pelo jornalista Carlos Nascimento, além do envolvimento de aproximadamente 50 profissionais entre repórteres, produtores, cinegrafistas e técnicos, contando ainda com câmeras exclusivas na Catedral Metropolitana, Congresso Nacional, Palácio do Planalto e no Itamaraty.

Presença de líderes mundiais Quarenta e seis delegações estrangeiras viajaram a Brasília para a cerimônia de posse do presidente.https://twitter.com/ItamaratyGovBr/status/1080152414936813572

No Palácio do Planalto, o presidente, o vice-presidente e o ministro das Relações Exteriores receberam os cumprimentos das pessoas seguintes:

América : Jorge Faurie, ministro das relações exteriores e culto : Evo Morales, presidente : Sebastián Piñera, presidente : Marta Lucía Ramírez, vice-presidente : Otto Sonnenholzner, vice-presidente : Mike Pompeo, secretário de estado : Juan Orlando Hernández, presidente : Carl B. Greenidge, ministro dos negócios estrangeiros : Mario Abdo Benítez, presidente : Néstor Popolizio, ministro das relações exteriores : Ashwin Adhin, vice-presidente : Tabaré Vázquez, presidente

África : Manuel Augusto, ministro das relações exteriores : Jorge Carlos Fonseca, presidente : Mamadi Touré, ministro dos negócios estrangeiros : Saadeddine Othmani, primeiro-ministro : Elsa Maria Teixeira, ministra dos negócios estrangeiros e comunidades

Organizações internacionais CPLP: Francisco Ribeiro Telles, secretário-executivo OMC: Roberto Azevêdo, diretor-geral OTCA: Alexandra Moreira López

Europa thumb|O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle recebem o secretário de estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo e sua esposa. : Ana Pastor Julián, presidente do Congresso dos Deputados : Viktor Orbán, primeiro-ministro : Jacek Czaputowicz, ministro dos negócios estrangeiros : Marcelo Rebelo de Sousa, presidente : Vyacheslav Volodin, presidente da Duma Federal : Ivica Dačić, vice-primeiro-ministro : Dom Andres Carrascosa, legado do Papa Francisco (núncio apostólico no Equador)

Ásia : Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro

Representantes da Venezuela, Cuba e Nicarágua não foram convidados para a cerimônia, devido ao não-alinhamento de Bolsonaro ao governo desses países.

Presença de ex-presidentes 31.º Presidente do Brasil: José Sarneyhttps://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/01/01/ex-presidentes-posse-presidente-bolsonaro-sarney-collor-lula-fhc-dilma.htm 32.º Presidente do Brasil: Fernando Collor de Mellohttps://noticias.r7.com/brasil/collor-e-o-primeiro-convidado-a-chegar-no-congresso-para-posse-01012019

Críticas Discurso miniaturadaimagem|O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante o discurso no parlatório do Palácio do Planalto. O segundo discurso de Jair Bolsonaro, desta vez para seus eleitores do lado de fora, no parlatório, após o discurso mais formal dentro da Câmara de Deputados, repercutiu no mundo, sobretudo a sua fala, segurando uma bandeira do Brasil, a favor de uma "família tradicional", contra o que chamou de "politicamente correto" e de "ideologias nocivas" e de que a sua posse representaria "o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo"."Promessa de Bolsonaro de ‘livrar’ o país do socialismo repercute no mundo", Revista Veja, 02 de janeiro de 2019. Acesso: 07 de janeiro de 2019.