thumb|250px|Brasão de armas da família Silva.
Silva é um sobrenome português, sendo o sobrenome mais comum de Portugal e um dos sobrenomes mais populares do Brasil, também sendo encontrado em diversas áreas da Galiza no noroeste da Espanha. É relativamente popular na América Hispânica principalmente no México e na Venezuela. No Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas têm o sobrenome; em Portugal, cerca de 300 mil pessoas; nos Estados Unidos, cerca de 150 mil pessoas têm o sobrenome, graças principalmente à imigração de brasileiros e portugueses. O povo português constitui o grupo que mais povoou o Brasil. Durante mais de três séculos de colonização, somada à imigração portuguesa no Brasil após a independência. Os portugueses deixaram profundas heranças para a Cultura do Brasil e também para a Composição étnica do Brasil.Saiba quais são os 3 sobrenomes mais comuns em 64 diferentes países. .© 2005 SOCIEDADE PORTUGUESA DE INFORMAÇÃO ECONÓMICA S.A. - SPIE.Os 100 Apelidos mais frequentes da População Portuguesa .O ProJovem é Silva, Santos... .Descubra como surgiram os Silva, os Araújo, os Fernandes, os Batista, os Carneiro... .
O sobrenome Silva tem origem no latim, língua oficial do Império Romano, significando literalmente "Selva". O sobrenome Silva já era usado no Império Romano antes mesmo de chegar à Lusitânia, Província romana na Hispânia, que se tornaram os atuais Portugal e Espanha, onde o Sobrenome ganhou certa notoriedade na Europa Latina, além das fronteiras de Roma. Hoje pode ser encontrado em grande número na Espanha, especialmente na Galiza, em toda a América Latina, no Brasil e em ex-colônias de Portugal na África de colonização Portuguesa. A Casa de Silva é uma linhagem nobiliaria de uma família espanhola e portuguesa, originária de Portugal, que inicialmente tinha dois ramos principais: o mais velho dos Condes de Cifuentes (título criado em 1456 e actualmente detido pelos Marqueses de San Román), e o dos Duques de Pastrana (título criado em 1572 e que atualmente ostenta ramos menores da Casa de Toledo).
Origem A sua origem é claramente toponímica, sendo derivado diretamente da palavra latina "Silva", que significa: "Selva, Floresta ou Bosque", mas derivou do latim medieval, ou seja, do latim vulgar e tem a sua origem portuguesa derivada da Torre e Honra de Silva, que ficava a meio caminho das freguesias de São Julião (Valença) e Silva (Valença), do Concelho de Valença (Portugal).
Silva já era conhecido como nome de família na Roma Antiga, como, por exemplo, o general romano Lucius Flavius Silva, que viveu no século I, célebre por comandar o exército romano que cercou a rebelião judaica na fortaleza de Massada. No entanto, o nome desapareceu com a queda do Império Romano do Ocidente no século V, ressurgindo na Península Ibérica dos séculos XI e XII entre os Reis de Leão – um dos reinos ibéricos surgidos do período da reconquista cristã medieval, compreendendo o norte de Portugal e o noroeste da Espanha, na Galiza.Michaelis Moderno Dicionário da Língua PortuguesaDicionário de Latim Gaffiot Alguns genealogistas atribuem a origem dos Silva aos Silvios, ascendentes dos gêmeos Rômulo e Remo, os fundadores de Roma. Os Silvios da Roma Antiga eram uma família lendária que estaria ligada aos reis de Alba Longa e seriam descendentes do herói lendário Eneias. Porém, não há como comprovar a ascendência dos Silvios da Roma Antiga, embora alguns autores citem um antigo manuscrito de José Freire Monterroio Mascarenhas, ficando assim a ascendência dos reis de Leão a mais provável.
Dom Guterre Alderete da Silva foi o primeiro a chamar-se "Silva", no Condado portucalense, embora na época ainda não fosse um sobrenome mas, sim um título nobiliárquico porque era “Rico-homem”, como eram chamados os nobres mais importantes do Reino de Portugal e era senhor de Alderete situada na freguesia de Cerdal e da Torre da Silva, Quinta (propriedade) da Silva, na freguesia de Silva, na região de Valença do Minho. Do nome deste topônimo "Silva" surgiu mais tarde o sobrenome.Felgueiras Gayo Nobiliário de Famílias de Portugal, Volume IX, Braga 1990, Silvas
D. Guterre, serviu Dom Henrique de Borgonha, conde de Portucale, e esteve junto de Dom Fernando I, reis de Leão e conde de Castela, na tomada de Coimbra aos mouros, em 1040. Seu filho, Paio Guterres da Silva (que viveu entre 1070-1129), foi um dos homens mais importantes do reinado de Dom Afonso VI, de Leão e Castela, e o responsável por dar continuidade ao nome da família. O sobrenome "Silva" foi entre outros sobrenomes, adotado pelos Mouriscos, Moçárabes, camponeses e judeus sefarditas da Península Ibérica (Portugal e Espanha) que adotaram o apelido mais frequente de Portugal em substituição a seus próprios sobrenomes, como consequência da limpeza de sangue e batismos forçados pela Inquisição em função do édito de expulsão de muçulmanos e judeus em 1496.https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/8171728/mod_resource/content/2/TEXTO%20COMPLEMENTAR%20%28AULA%201%29%20-%20SOYER%2C%20Franc%CC%A7ois.%20A%20perseguic%CC%A7a%CC%83o%20aos%20judeus%20e%20muc%CC%A7ulmanos%20de%20Portugal.pdf
Em Portugal na Idade Média e pelo menos até ao século XVII, o sobrenome "Silva" era um dos mais nobres do Reino de Portugal.
Topônimos de origem
Silva (Barcelos) Silva (Miranda do Douro) Silva (Valença)
Topônimos relacionados Há vários Lugares (vilas e povoados) na Galiza, que é a menor na hierarquia administrativa da Espanha
Silva (Pol) Silva (Outeiro de Rei) Silva (Vilalva) Entre dezenas de lugares (aldeias) na Galiza
Difusão
Apesar da enorme difusão na população lusófona em geral, "Silva" também é o sobrenome de importantes famílias nobres portuguesas (ver: Casa de Silva), que normalmente o usavam juntamente com outro Apelido de familia (sobrenome).
É bastante provável que o conjunto de nome e sobrenome mais comum na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, seja João/José da Silva, podendo comparar-se a John Smith em países de língua inglesa, Juan García nos de língua espanhola, Hans Schmidt nos de língua alemã ou a Giovanni Rossi nos de língua italiana.
Em março de 2016, o sobrenome Silva ocupava o 42.° lugar dos nomes mais frequentes de Luxemburgo.
É possível que também haja pessoas de origem galega, já que é comum o apelido vir de topónimos na Galiza como Silva no município de Pol e outro lugar no município de Outeiro de Rei, entre outros lugares.
Brasil A ligação do sobrenome com o Brasil começa muitos séculos mais tarde, com o primeiro conde de São Lourenço, Dom Pedro da Silva, governador-geral da colônia entre 1635 e 1639, no final da União Ibérica.
O sobrenome Silva foi trazido ao Brasil pelos portugueses no início da colonização e ondas migratórias posteriores. Sendo atribuído àqueles que não traziam consigo um nome de família ou aqueles que não sabiam dizer ao certo de que cidade ou região de Portugal procedia a família, ou optavam por não declarar. O registro mais antigo desse sobrenome no Brasil é o do alfaiate Pedro da Silva, em 1612. Tendo estabelecido família em São Paulo, Pedro participou da administração colonial e das bandeiras de Lázaro da Costa (1615) e Raposo Tavares (1628). Quase na mesma época, famílias de Portugal carregando o sobrenome "Silva", provavelmente cristãos-novos, fugindo do tribunal da Inquisição, chegaram ao Rio de Janeiro e logo em seguida à Região Sul e à Região Nordeste.
O sobrenome Silva, bastante comum no mundo português, era adotado normalmente por pessoas sem origem familiar definida, no início da colonização do Brasil, a maioria dos portugueses que queriam começar uma nova vida eram na verdade: Mouriscos e Moçárabes pessoas de sobrenomes árabes, Camponeses ehttps://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/45519/1/AZEVEDO_MARIA_LUISA_DE_MOCARABISMO_E_TOPONIMIA.pdf Cristãos-novos, isto é, Judeus portugueses convertidos ao Catolicismo Romano e que buscavam viver em anonimato, assim como os mouriscos, nas novas terras, sem vínculos com o passado de perseguições aos Judeus na Europa, então adotavam o sobrenome mais comum de Portugal, aproveitando-se do “relativo anonimato” que o sobrenome lhes proporcionava. Além disso o sobrenome também ganhou popularidade no Brasil entre os descendentes de indígenas e também dos escravos negros que herdavam por motivos alheios o sobrenome de seus senhores sem qualquer tipo de ligação de parentesco com a família portuguesa como forma de identificação de sua posse, assim podia ser identificado seu senhor ou sinhá e a que família servia. Até a abolição da escravidão em 1888, os escravos negros não possuíam sobrenomes no Brasil.Até a abolição da escravidão em 1888, os escravos também não tinham sobrenomes.Muitos escravos após a “Lei Áurea” também adotaram o sobrenome Silva para começar as suas vidas como libertos.
Ao desembarcar dos navios negreiros vindos da África, os negros eram batizados por padres católicos e ganhavam um nome em português, quando recebiam um sobrenome que geralmente era o mesmo de seu dono, como forma de identificar a quem pertencia. Na época, muitos proprietários de terras e senhores de escravos tinham o sobrenome "Silva".De todo modo, o Silva tornou-se o sobrenome mais comum no Brasil. Não há dados precisos, mas conforme estimativas por amostragem, cerca de 10% da população brasileira usa Silva com nome de família. Entre eles, quatro presidentes da República: Artur da Silva Bernardes (1876-1955), Jânio da Silva Quadros (1917-92), Artur da Costa e Silva (1899-1969) e Luiz Inácio Lula da Silva. Isso sem contar com famosos, como o piloto de automobilismo Ayrton Senna da Silva (1960-94), o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião” (1898-1938), a escrava e cortesã mineira Chica da Silva (1732-96) e o apresentador Fausto Silva, entre tantos outros.
Um estudo realizado com amostragem de 30.400 pessoas no Brasil mostra que 9,9% dos brasileiros tenham "Silva" no seu sobrenome, seguido por 6,1% com sobrenome "Santos", 5,8% com sobrenome "Oliveira" e 4,9% com sobrenome "Sousa" (ou "Souza").
thumb|Torre do Castelo de Barcience com em relevo o brasão da casa de Silva
Espanha Dois ramos importantes dos Silvas são também encontrados em Espanha com origens em: thumb|100px|esquerda|Casa de Silva Afonso Tenório da Silva, fundador da Casa de Silva, senhor de Barcience nascido em Santarém o seu filho Juan de Silva y Meneses recebeu em 1456 o título de conde de Cifuentes, família que se tornou Grandes do Reino de Espanha.
thumb|100px|esquerda|Casa de Alba Rui Gomes da Silva (Chamusca, 27 de Outubro de 1516 – Madrid, 29 de Julho de 1573), príncipe de Éboli, duque de Pastrana, de Francavila e de Estremera, conde de Melito e Grande de Espanha, foi um dos principais validos de Filipe II, rei de Espanha, assumindo o lugar de seu camareiro-mor e um papel capital na política espanhola do século XVI. Do seu casamento com Doña Ana de Mendoza de la Creda y de Silva Cifuentes ((1540-1592), uma das mulheres mais belas de Espanha), nasceram dez filhos. Um deles, D. Rodrigo de Silva y Mendoza (1562-1596) II Duque de Pastrana, casado com D. Ana de Portugal y Borja (1570-1629), descendente do rei Fernando I de Portugal, deu origem à linhagem De Silva Portugal ; enquanto outro filho, D. Diego de Silva y Mendoza (1564-1630), I Marquês de Alenquer e III Duque de Francavilla, deu origem à linhagem De Silva Alenquer. Linhagem que do casamento entre seu filho Don Rodrigo de Silva Mendoza y Sarmiento (1600-1664) e Dona Isabel Fernández de Ixar [(1603-1642) V Duquesa de Ixar, deu a linhagem De Silva Fernández de Ixar.
A sua linhagem está hoje fundida com a Casa de Alba, como podemos ver no brasão dos Alba (no canto superior direito). A mãe do atual 19.º Duque de Alba (Carlos Fitz-James Stuart) era María del Rosario Cayetana .. Fitz-James Stuart y de Silva Falcó y Gurtubay.
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