Cristina Boyer (nome completo em francês: Marie Anne Christine Boyer; Saint-Maximin-la-Sainte-Baume, – Paris, ) foi um membro da família Bonaparte, sendo a primeira esposa de Luciano Bonaparte, irmão mais novo de Napoleão.
Biografia Início de vida Nascida em Saint-Maximin-la-Sainte-Baume, França, filha de Pierre André Boyer e Rosalie Fabre. Fontes apontam Cristina como irmã de um proprietário de uma hospedaria onde Luciano Bonaparte se hospedou e a conheceu. Cristina era analfabeta e incapaz de assinar o próprio nome.
Casamento e filhos Bonaparte e Boyer casaram-se em 4 de maio de 1794. O casal casou-se às pressas e sem o consentimento da família Bonaparte. Bonaparte e Boyer tiveram quatro filhos, dos quais duas filhas sobreviveram à idade adulta:
Filistina Carlota (1795–1865), casou-se pela primeira vez, em 1815, com o príncipe italiano Mario Gabrielli, com descendência. Casou-se pela segunda vez, em 1842, com o cavaleiro italiano Settimio Centamori, sem descendência; Filho (1796–1796): Vitória Gertrudes (1797–1797); Cristina Egita (1798–1847), casou-se pela primeiro vez, em 1818, com o conde sueco Arvid Posse, sem descendência. Casou-se em segundas núpcias, em 1824, com o lorde inglês Dudley Stuart, com descendência.
Morte miniatura|esquerda|Retrato póstumo de Cristina, por Antoine-Jean Gros, 1800. Boyer morreu no Hôtel du Châtelet, em Paris, durante o parto. De acordo com outra fonte, ela adoeceu gravemente com uma doença pulmonar e morreu no Château du Plessis-Chamant, nas proximidades de Paris, em 14 de maio, aos 28 anos. Luciano inicialmente a enterrou no parque de du Plessis-Chamant, sob um monumento de mármore branco muito simples, com a inscrição "Christine-Eléonore Boyer, esposa de Lucien Bonaparte, amante, esposa, mãe irrepreensível, em 24 Floréal, ano 8". Durante a venda forçada da propriedade em 1816, esse monumento foi transferido para uma igreja em Chamant. Posteriormente, tendo-se tornado Príncipe de Canino, Luciano mandou erguer um cenotáfio em sua memória na Igreja Colegiada dos Santos Apóstolos João e André, em Canino, onde ele próprio repousa.
Apesar de seu comportamento errático e inúmeras infidelidades, Luciano parecia inconsolável com a morte de sua amada esposa, uma perda que refletia perfeitamente suas virtudes. Ele encomendou uma pintura a Antoine-Jean Gros, a quem admirava, para homenagear sua memória. A irmã de Luciano, Elisa Bonaparte, dois anos mais nova que ele, cuidou de suas filhas, tornando-se, na prática, sua mãe adotiva.
Bibliografia
Categoria:Casa de Bonaparte Categoria:Princesas da França (Casa de Bonaparte)