miniaturadaimagem|300x300px|BR 116 iniciando em Fortaleza. A Infraestrutura do Ceará está em constante processo de expansão. Historicamente, o estado sofre o efeito das secas e estiagens, mas investimentos públicos e privados realizados recentemente, contribuem para o crescimento econômico e para a produtividade geral da economia cearense. A aposta na educação pública de tempo integral e profissional de qualidade também faz do Ceará um dos polos de desenvolvimento regional e um mercado promissor na geração de pessoas qualificadas e uma economia em crescimento. Além disso, rodovias, aeroportos, portos e parque de geração de energia eólica são fatores que se unem para favorecer o comércio, a indústria e o setor de serviços no estado.
Energia
O estado era, até o final do , totalmente desprovido de grandes unidades geradoras de energia. Na década de 2000 foram feitos diversos investimentos na geração de energia eólica a fim de que o Ceará atendesse toda sua demanda energética em seu próprio solo. alt=|miniaturadaimagem|300x300px|Parque eólico em Caucaia
Atualmente, parte da demanda de energia elétrica pode ser suprida pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco por meio da geração nas usinas hidrelétricas de Paulo Afonso, Xingó, Sobradinho, Itaparica e Moxotó. O Ceará também é servido pela energia gerada na Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.
A Enel Distribuição Ceará é a empresa responsável pela distribuição da energia no estado. O consumo médio do estado gira em torno de 650 gigawatts por mês. Em 2007, 99,3% dos domicílios urbanos e 90,4% dos domicílios rurais eram servidos pela rede de distribuição elétrica, contabilizando 2.688.746 clientes.
Energia hidrelétrica A produção energética atual do Ceará apresenta uma maior participação do tipo termelétrica (52,32%) acompanhada da eólica (47,53%), sendo estas as principais matrizes a compor a capacidade instalada do Estado. Em seguida, tem-se a energia solar fotovoltaica (0,12 por cento) e a hídrica (0,03 por cento). No Ceará, a produção hidrelétrica é realizada por meio de uma PCH e duas CGH: há a geração de 4.000 KW de energia elétrica através da PCH Araras, já a CGH Figueiredo é capaz de gerar 403 KW de potência, e a CGH Taquara é capaz de gerar 860 KW de potência. Na tentativa de ampliar o uso de fontes não poluentes no Ceará, projeta-se para o estado o aumento do uso da fonte hidrelétrica com a construção de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), denominada PCH Castanhão no município de Alto Santo, no Vale do Jaguaribe, que irá barrar o Rio Jaguaribe. A PCH Castanhão terá capacidade instalada de 9.000 KW de potência.
Energia termelétrica As Usinas Termelétricas Porto do Pecém I (720 MW) e Porto do Pecém II (320 MW), movidas a carvão mineral, colocam o Ceará como um dos maiores produtores de energia termelétrica do Brasil. As duas usinas representam 16% da energia consumida no Nordeste, e podem produzir até 80 % da energia consumida no estado, conferindo maior segurança energética ao Ceará e tornando-o exportador de energia.
Energia eólica O estado é o terceiro maior produtor de energia eólica do país, com 2.134 MW de capacidade instalada, além de possuir a melhor produção mundial. Atualmente, o Ceará tem 79 projetos eólicos em operação (2GW), cinco projetos em construção não iniciada (115MW) e 83 projetos cadastrados na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), totalizando ~ 2,2 GW.
Energia solar O Ceará também possui a Usina Solar Tauá, com novos projetos para expansão de usinas, aproveitando potencial de energia solar do estado. A energia solar no estado está com quatro projetos em operação (137 MW), 14 em construção (390 MW), 110 projetos solares totalizando 3,7 GW e 1722 unidades com geração distribuída totalizando 36,6 MW.
Habitação Para o ano 2000 tinha-se no Estado um total de 1.557.888 domicílios particulares permanentes para uma população de 7.394.746 pessoas resultando numa média de 4,21 pessoas por domicílio particular permanente. Na zona urbana e rural, os valores médios corresponderam a 4,10 e 4,51 respectivamente. Do total de domicílios, 74,69% eram próprios, 12,04% alugados, 11,79% cedidos e 1,48% possuíam outra forma de condição de ocupação.
Quanto aos bens de consumo, o percentual de pessoas que viviam em domicílios com Televisão aumentou 73,24%, passando de 44,76% em 1991 para 77,54% no ano 2000. Já o percentual de pessoas que vivem em domicílios com telefone teve um aumento ainda maior, saindo de 9,84% em 1991 para 25,32% em 2000, ou seja, um crescimento de 157,32%. O acesso a automóveis pela população também sofreu um aumento considerado, dado que no ano de 1991 tinha-se um percentual de 9,51% aumentando para 15,56% no ano 2000, registrando um crescimento relativo de 63,62%. De posse destes dados, é possível concluir que a população do Estado passou a ter um maior acesso a bens de consumo fruto de um aumento no poder de compra, tendo como consequência uma melhora na qualidade de vida.
Educação alt=|miniaturadaimagem|280x280px|Fachada do Colégio Militar de Fortaleza, principal instituição pública de ensino fundamental e médio do estado.
A primeira instituição de ensino do Ceará foi o Liceu do Ceará, fundado em 1845, em Fortaleza. Dentre as escolas de ensino fundamental e médio, as mais antigas e tradicionais do estado são, além do Liceu, o Colégio da Imaculada Conceição (1865), Colégio Justiniano de Serpa (1881), Colégio Santa Cecília (1912) e Colégio Clóvis Bevilaqua (1913). Além desses, também se destacam o Colégio Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará e os colégios privados da capital, principais responsáveis pelos desempenhos de destaque nacionais. Por exemplo, os três principais colégios privados cearenses, Colégio Farias Brito, Colégio Ari de Sá e Colégio 7 de Setembro, foram responsáveis, em 2014, juntos, pela aprovação de 71 alunos, o que corresponde a 42% das vagas, no Instituto Tecnológico da Aeronáltica (ITA), cujo vestibular é mais difícil do país. O Ceará possui, ainda, um dos maiores índices de aprovação do país no vestibular do Instituto Militar de Engenharia (IME). O ensino privado na capital possui, além disso, um forte espírito de concorrência e busca pelos melhores índices, já que sempre existe uma forte disputa, sobretudo entre essas três principais escolas, pelos primeiros lugares nos principais exames do país. O Colégio Ari de Sá, em 2013, obteve a quinta colocação nacional entre as escolas com a melhor nota geral no ENEM.
O Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, transformado em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, que comanda mais de 20 unidades de ensino técnico em várias cidades do interior do estado e o Colégio Militar de Fortaleza, fundado em 1919, são importantes unidades de ensino federal no estado. A Universidade Federal do Ceará é uma mais mais importantes IES do país e a melhor universidade federal do Norte e Nordeste.
alt=|miniaturadaimagem|280x280px|Biblioteca pública de Sobral. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, (IPECE), a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais no estado, em 2012, foi de 16,3%, valor pouco acima da média nacional. A taxa de analfabetismo no Ceará decresceu 34,4% entre 2001 e 2012. Esse desempenho é 4,4% superior à redução de analfabetismo no Brasil e 6,1% superior à redução da taxa dos que não sabem ler nem escrever no Nordeste.
Quanto ao índice de desenvolvimento da educação básica (IDEB), o Estado obteve, em 2009, as melhores notas da Região Nordeste em todas as categorias: para alunos da 4ª e 5ª séries do ensino fundamental, 4,4 (11ª mais alta no ranking nacional), para os da 8ª e 9ª séries, a nota 3,9 (10ª melhor do País) e para alunos do 3º ano do ensino médio, 3,6 (8ª melhor brasileira).
A rede de ensino do estado no ano de 2015 era composta por 12.525 escolas, das quais 5.530 eram pré-escolares, 6.057 de ensino fundamental e 938 de ensino médio. Estas escolas receberam, ainda em 2015, 1.882.731 matriculas, das quais 237.105 foram no pré-escolar, 1.272.352 no fundamental e 373.274 no ensino médio. Servindo a rede, havia 100.095 docentes, dos quais 15.388 lecionavam no pré-escolar, 63.283 no fundamental e 21.424 no ensino médio.
Em 2015, o Ceará abrigava 58 instituições de ensino superior, com 11.926 docentes e 274.927 alunos matriculados. A Universidade Federal do Ceará foi a primeira do estado, fundada em 1954. Atualmente, as mais importantes são a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Estadual do Ceará, a Universidade Regional do Cariri, a Universidade Estadual Vale do Acaraú, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, a Universidade Federal do Cariri e a particular Universidade de Fortaleza.
Recursos hídricos O principal rio do Ceará é o rio Jaguaribe, cuja bacia drena todo o sul, o centro e o leste do estado. O norte do estado é banhado por pequenos rios independentes, entre os quais o rio Coreaú, o rio Acaraú e o rio Aracatiaçu. Em geral, os rios do Ceará são temporários, pois durante a estação das secas, eles param de correr, só sendo possível encontrar água escavando-se o leito seco dos rios. Os principais rios perenizados são: o rio Jaguaribe, o rio Acaraú e o rio Curu.
Dentre os açudes construídos no estado, os de maior capacidade de acumulação hídrica são: o Açude Castanhão (6,7 bilhões de m³) o Açude Orós (1,9 bilhão de m³) e o Açude Banabuiú (1,6 bilhão de m³). O volume de água armazenada nos reservatórios ainda é bastante afetada pela má regularidade das chuvas. Também apontam as condições geológicas das áreas onde estão as bacias hidrográficas dos rios cearenses. Além disso, alguns canais artificiais foram construídos para transportar água e/ou interligar bacias hidrográficas ou reservatórios estratégicos:
Ciência e tecnologia
alt=|miniaturadaimagem|280x280px|Imagem aérea de Sobral com vista para a Igreja do Patrocínio e o Museu do Eclipse, importante museu científico do Ceará.
O Ceará mantém a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico como principal instituição de fomento científico e tecnológico do estado. Fazem parte ainda do sistema de C&T do Ceará a Fundação Cearense de Meteorologia, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará e as universidades estaduais. O Governo federal tem duas unidades da Embrapa no estado: Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, e Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral. Instituições privadas de destaque são o Instituto Atlântico e o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação.
O principal espaço de desenvolvimento científico do estado é o Campus do Pici, em Fortaleza, abrigando boa parte dos laboratórios da Universidade Federal do Ceará e outras instituições como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR e vários cursos de pós-graduação. Em todo o estado são ofertados 154 cursos de pós-graduação sendo 103 de mestrado e 51 de doutorado.
alt=|miniaturadaimagem|371x371px|Fóssil do Anhanguera no North American Museum of Ancient Life.
O Ceará tem destaque na história e na pesquisa astronômica do Brasil. O Rádio-observatório Espacial do Nordeste do INPE instalado em Eusébio é o maior radiotelescópio do Brasil. A Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia (SBAA), com sede em Fortaleza, é uma das principais instituições divulgadoras da astronomia no país.
Em 2009, Ano Internacional da Astronomia, o Ceará passou e integrar a Rede Internacional de Centros para Astrofísica Relativística (Icranet). Essa integração visa orientar os cursos de graduação em física das universidades UVA e UECE, respectivamente em Sobral e Fortaleza, para estudos nas áreas de astrofísica, astronomia e criar um programa de pós-graduação específico na UECE.