Pedro Álvares da Cunha (13 de Janeiro de 1658 – 18 de Janeiro de 1728), 18.º senhor de Tábua, foi um fidalgo e militar português dos séculos XVII e XVIII.
Biografia Era filho de D. António Álvares da Cunha, 17.º senhor de Tábua e um dos conjurados de 1640 e de sua mulher, D. Maria Manuel (irmã do 1.º conde de Vila Flor, D. Sancho Manuel de Vilhena); e irmão mais velho do célebre diplomata português, D. Luís da Cunha.
Sucedeu na casa de seu pai e foi assim 18.º senhor de Tábua, administrador do morgado de Bulhaco, senhor da vila de Ouguela e comendador de S. Miguel de Nogueira na Ordem de Cristo.
Foi Trinchante dos reis D. Pedro II e D. João V.
Serviu nas campanhas militares portuguesas no âmbito da guerra de sucessão de Espanha, sendo coronel de um regimento do Algarve e foi também governador e depois capitão general da ilha da Madeira, nomeado por carta patente de 30 de março de 1711, prestando homenagem a D. João V em 17 de setembro de 1712 e tomando posse logo de seguida, no Funchal, a 1 de outubro de 1712.
Como chefe da linhagem dos Cunhas, após o falecimento dos seus 4 irmãos mais velhos, prestou especial homenagem a seu tio-avô, o famoso arcebispo de Braga e Lisboa e aclamador em 1640, D. Rodrigo da Cunha. Mandou trasladar os seus restos mortais em 1702 e colocar no seu túmulo um epitáfio, onde D. Rodrigo é descrito como sendo um “Pai da Pátria” e “cardeal nomeado, que não aceitou para libertar a Pátria” (em 1638, o seu tio-avô fora efetivamente convidado para cardeal em Madrid, mas recusara a oferta, escolhendo permanecer em Lisboa, como arcebispo).
Descendência Casou duas vezes, sendo sua primeira mulher Inês Maria de Melo, filha de Cristóvão da Costa Freire, senhor de Pancas e Atalaia e de D. Francisca Teresa de Sottomayor. D. Inês Maria de Melo faleceu de sobreparto em 01.11.1704 e com ela teve os seguintes filhos:
D. Lourença Francisca de Melo, nascida a 10.08.1699 e casada com seu primo segundo D. Sancho Manuel, senhor da vila de Zibreira , com geração;
D. António Álvares da Cunha, nascido em janeiro de 1701 e falecido em 09.07.1791, que foi 1.º conde da Cunha e vice-rei do Brasil e casou a 01.03.1745 com D. Leonor Josefa Caetana de Noronha, filha de Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, senhor das Ilhas Desertas, e de sua mulher D. Isabel de Mendoça, da casa dos condes de Vale de Reis, sem geração;
D. Luís da Cunha (também conhecido como D. Luís da Cunha Manuel, para ser distinguido do seu tio homónimo, o célebre diplomata D. Luís da Cunha), batizado em 01.08.1703 e falecido em 05.1776, que foi Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (no segundo governo de D. José I, presidido pelo marquês de Pombal) de 06.05.1756 até maio de 1776. Sem geração.
D. Pedro Álvares da Cunha casou pela segunda vez com D. Maria Teresa de Meneses, filha de D. António de Meneses, alcaide-mór de Sintra, comendador de S. Silvestre de Requião e de S. Miguel de Alvarães, senhor do morgado de Ponte de Sor, etc. (sogro de uma célebre amante do rei D. João V, motivo pelo qual sua família passaria a ser conhecida como "Meneses da Flor da Murta"), e de sua segunda mulher D. Antónia Madalena de Vilhena (filha do 1.º visconde de Fonte Arcada), com quem teve os seguintes filhos:
D. Ana Joaquina da Cunha e Meneses (Lisboa, 30.11.1710 - depois de 1774), que casou a 23.09.1728 com D. António José de Ataíde Azevedo e Brito, senhor das honras de Barbosa e de Ataíde (carta de confirmação de 16.03.1722) e das vilas de Aguieira e Mourisca, "senhorios dos seus maiores desde o início do reino",D. António Caetano de Sousa, op. cit., Tomo XI, Livro XIII, p. 839 governador da praça de Castelo de Vide, etc., com geração, nomeadamente o sucessor nos referidos senhorios, D. Luís Inácio de Ataíde Azevedo e Brito Malafaia;
D. Teresa Heliodora de Meneses e Cunha, nascida a 03.07.1716 e falecida a 07.03.1780, que casou a 13.06.1737 com António Sodré Pereira, senhor de Águas Belas, governador e capitão general da Ilha da Madeira, da praça de Mazagão e de Pernambuco, com geração;
D. José Vasques Álvares da Cunha, que nasceu a 19.03.1724 e f. a 01.12.1812 e foi 2.º conde da Cunha, além de Trinchante da Casa Real, etc., casado pela primeira vez em 1760 com sua sobrinha D. Maria Antónia Xavier Sodré Pereira de Meneses (filha de António Sodré Pereira, acima referido) e pela segunda vez, a 05.12.1791, com sua prima D. Maria do Carmo de Portugal e Meneses, com geração (de ambos os casamentos), em que seguiu a sucessão no título de conde da Cunha;
D. Juliana Maria Luísa da Cunha e Menezes, nascida a 23.06.1727 e falecida a 29.07.1777, que casou pela primeira vez a 26.09.1740, com Luís de Melo, 16.º senhor de Melo, com geração nos condes de Melo, e depois pela segunda vez, em 1748, com Bernardo de Carvalho e Lemos, 10.º senhor da Trofa, sem geração.
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