Bruno Giorgi (Mococa, 13 de agosto de 1905 – Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1993) foi um escultor e professor brasileiro.MONTEIRO, Salvador, e KAZ, Leonel — Brasília, pgs. 28-32. Edições Alumbramento, Livroarte Editora, Rio de Janeiro (1986)]
Biografia 192x192px|left|thumb|Escultura, 1970 (mármore; altura: 309 cm) Bruno Giorgi (1905-1993) Filho de imigrantes italianos Ferdinando Giorgi e Pia Hirsch, em 1911 vai à terra de seus pais e, em Roma, dedica-se à escultura. Na década de 1920, durante o fascismo italiano, Bruno Giorgi torna-se membro da resistência e é preso em Nápoles.
Participa na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos, mas, "no interesse da própria luta", permanece em Paris (1937) e frequenta a Académie de la Grande Chaumière e a Ranson, tendo sido, nessa última, aluno de Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau.Meteoro, escultura de 1967/1968|195x195px|thumb|esquerdaEm 1939, de volta a São Paulo, integra-se ao movimento modernista brasileiro ao lado de Vitor Brecheret e Mário de Andrade. Trabalhou com os artistas do Grupo Santa Helena e participou da exposição do grupo Família Artística Paulista.
Em 1942, a convite do ministro Gustavo Capanema, participou da equipe que decorou o prédio do Ministério da Educação e Saúde (atual Palácio da Cultura), no Rio de Janeiro. Seu trabalho foi feito para o jardim do ministério, planejado pelo paisagista Burle Marx.miniaturadaimagem|261x261px|Escultura de Bruno Giorgi no Campus da Universidade de Fortaleza (Unifor)|esquerdaNa década de 1950, suas obras passaram a valorizar o ritmo, o movimento, os vazios e a harmonizar linhas curvas e formas angulares. Já no fim dessa década, Giorgi passou a usar o bronze, criando figuras delgadas, em que os vazios são parte integrante da escultura, predominando frequentemente sobre as massas. Em 1960, ele fez o Monumento ao Padre José de Anchieta, em San Cristóbal de La Laguna, Tenerife, Espanha. Foi financiada pela cidade de La Laguna e pelo Governo do Brasil. Na década seguinte, duas inovações apareceram em sua obra: a forma geométrica, em lugar das figuras, e o mármore branco, em lugar do bronze.PROENÇA, Graça, História da Arte, Editora Ática, 2010thumb|198x198px|Teorema, mármore, 1967-68|esquerda miniaturadaimagem|A mulher de Mococa, escultura de Bruno Giorgi, na praça Marechal Deodoro, em frente ao gabinete da prefeitura de Mococa
Obras Entre as suas obras, as mais conhecidas são "Os Candangos" e "Meteoro".Secretaria de Cultura do Distrito Federal "Praça dos Três Poderes" Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Os Guerreiros, conhecida popularmente como Os Candangos, 1959, na Praça dos Três Poderes, Brasília; Monumento à Cultura, 1965, na Praça Edson Luís, na Universidade de Brasília; Meteoro, 1968, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo. A Mulher de Mococa, 1983, na Praça Marechal Deodoro, em Mococa.
Ligações externas Obras de Bruno Giorgi Esculturas de Bruno Giorgi Enciclopédia Itaú Cultural — "Giorgi, Bruno (1905 - 1993) "
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