thumb|150px|Capa de The Eternal Savage de Edgar Rice Burroughs, 1963, arte de Roy Krenkel Ficção pré-histórica é um gênero literário em que a história se passa no período anterior à existência da escrita, período conhecido como pré-história. Como gênero ficcional, a descrição realista varia, sem necessariamente o compromisso de desenvolver um relato antropológico objetivo. Por causa disso, é possível que o autor de ficção pré-histórica lide com seu assunto com muito mais liberdade do que o autor de uma ficção histórica, e o gênero também tenha conexões com ficção especulativa. Em muitas narrativas, humanos vivem com dinossauros e outras criaturas que já estavam extintas quando a humanidade surgiu.

Histórico de gênero

Esse gênero literário aparece com o botânico e geólogo Pierre Boitard. Para expressar seu ponto de vista muito avançado sobre a evolução, muito antes de Charles Darwin, Boitard criou um conto o conto Paris avant les hommes, publicado postumamente em 1861. A ficção pré-histórica teve seu primeiro grande sucesso na França com o romance La Guerre du feu de J.-H. Rosny aîné, publicado em 1909, constantemente reeditado desde então e que foi objeto de duas adaptações cinematográficas. Existem nos Estados Unidos e no Brasil, existem trabalhos que lidam com a América pré-colombiana. Em 1975, a escritora brasileira Stella Carr Ribeiro publicou o romance O homem do Sambaqui: (uma estória na pré-história), o homem do sambaqui identifica um povo da pré-história do Brasil que teria vivido há aproximadamente 3000 a.C, em 2000, o escritor Ivanir Calado publicou um conto sobre os sambaquis intitulado Foi assim (talvez) publicado em Aventura no Tempo — Os Primeiros Brasileiros (Editora Record), em 2008, a historiadora Urda Alice Klueger publica o romance Sambaqui, outro trabalho que usa a pré-história brasileira como plano de fundo é a graphic novel Piteco: Ingá (2013) por Shiko, sendo uma nova versão do personagem Piteco de Maurício de Sousa, que usa como inspiração a Pedra do Ingá, um monumento rupestre localizado em Ingá, Paraíba.

O paleontólogo Björn Kurtén cunhou o termo "paleoficção" para definir suas obras.

Cerca de 1.200 títulos de livros, incluindo 350 em francês, foram listados no final de 2011. Um dos derivados do cyberpunk é o stonepunk, ele próprio um subgênero da ficção científica. Stonepunk um neologismo nascido da contração entre a stone (pedra) e o cyberpunk. Esta é uma ucronia que se refere ao uso massivo de tecnologia nos tempos pré-históricos.

Lista de obras Literatura

Paris avant les hommes (1861) de Pierre Boitard Before Adam (1907) de Jack London La Guerre du feu (1909) de J.-H. Rosny aîné O homem do Sambaqui: (uma estória na pré-história) (1975) de Stella Carr Ribeiro Sambaqui (2008) Urda Alice Klueger Spear and Fang (1925) de Robert E. Howard The Cave Boy of the Age of Stone (1907) de Margaret A. McIntyre

Histórias em quadrinhos Prehistoric Peeps (1893) de Edward Tennyson Reed Brucutu de Vincent T. Hamlin Piteco de Mauricio de Sousa, teve quatro graphic novels: uma Piteco: Ingá (2013) por Shiko e Piteco: Fogo (2019), Piteco: Presas (2021) e Piteco: Conquista (2026) por Eduardo Ferigato. Rahan de Roger Lécureux e André Chéret

Cinema e televisão thumb|Foto do filme One Million B.C. (1940)

10,000 BC (2008) Ao, le dernier Néandertal (2010) Korg: 70,000 B.C. (1974-1975) Mighty Mightor (1967-1968) A Guerra do Fogo (1981), baseado em La Guerre du feu de J.-H. Rosny aîné One Million B.C. (1940) One Million Years B.C.'' (1966)

Ver também Homem das cavernas Homem de Neandertal Cro-Magnon Homem de Java Mundo Perdido Tarzanide

Ligações externas The Encyclopedia of Science Fiction Prehistoric fiction 1 Million B.C. TV Tropes

Categoria:Vida pré-histórica na cultura popular Categoria:Temas da ficção científica Categoria:Ficção especulativa