Rodolfo de Melo Machado (Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1884 – Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 1923) Coleção Vieira Fazenda, Volumes 2-4. Livraria Brasiliana, 1965 foi um poeta, contista, jornalista e crítico de artes plásticas Brasileiro.Jornal "O Paiz" (RJ), de 15 de dezembro de 1923.
Biografia Pouco é sabido sobre sua vida. Nasceu em 1884 na cidade do Rio de Janeiro e dedicou-se desde a juventude às letras, tornando-se um conhecido poeta, contista, crítico de artes plásticas e jornalista. Casou-se em 1910, com a poetisa Gilka Machado..1656 páginas e foram pais de dois filhos: Hélio, que morreu precocemente, e Eros, que se consagrou como bailarina com o nome de Eros Volúsia.
Como poeta, dono de uma personalidade original,F. Alves. “Chão da crítica: jornalismo literário”, 1962-1980. 1984 - 317 páginas. era um sonetista e pertencia à segunda geração simbolista, um simbolismo requintado, avançado e complexo.
Desde seus vinte anos (a partir de 1905), atuou nos meios de comunicação mais badalados de sua época, publicava seus trabalhos poéticos em periódicos (jornais) e revistas cariocas e, profissionalmente, atuou em vários deles. Foi diretor de várias revistas literárias, tais como "O Mundo Brasileiro",“Jornal do Recife” (PE), de 12 de janeiro de -1920. que reputava a si mesmo o destaque de ser a mais importante revista comercial e industrial da América Latina e que tinha, o cidadão italiano, naturalizado brasileiro em 1922), Antônio Maselli era gerente administrativo e estava sediada à Av. Rio Branco, n.º 137, 1.º andar, Rio de Janeiro. "A Cidade" (1916), "O Brasil Centenário" e a conhecida "Revista Souza Cruz", onde atuou com secretário e, sucedendo depois a Castro Menezes, como diretor da parte literária,“República” (SC), de 26 de dezembro de 1923. entre outras. A revista "Souza Cruz" estampava em suas páginas os trabalhos poéticos da nata da intelectualidade de então, como Jorge Jobim, Walfredo Martins, Gilka Machado, Rodolfo, Ulysses Sarmento, Damasceno Vieira, os romances de Clara dos Anjos, artigos diversos, crônicas de costumes, etc. Já o "Jornal das Moças", trazia uma penca interminável de poetas e contistas, eram eles Leôncio Corrêa, Renato Travassos, Renato Lacerda, Humberto Lima, Carlos de Magalhães, Raymundo Magalhães, Theodor Bloch, contos de E. Daudet, traduzidos por A. Kreisler, José Stornine, Oliveira Aguiar, Gonçalo Jacome, Alice de Almeida, Nestor Guedes, J Brito, Domingos Beguito, Otto Carlos Filho, Octavio R Ribeiro, A. S. Pinto, etc. Por volta de 1919, Rodolfo entrou para a redação do matutino "Jornal do Comércio", onde foi redator.
Colaborações, publicações e participações Rodolfo, chamado de "o cantor da nossa natureza" e, conhecido por seu "Impressões de Paquetá'","Jornal do Brasil" (RJ), de 10 de agosto e 1923. foi, ativamente, um dos colaboradores.(1911) Da revista feminina "A Faceira", que se imprimia mensalmente.“A Época” 24 de dezembro de 1913.Revista feminina “A Faceira”, ANNO II N.9 RJ Abril de 1912. A Faceira, de circulação nacional e cujo conteúdo era voltado ao público feminino, funcionava no primeiro andar da rua dos Ourives n.º 50, e tinha como colaboradores, além de Rodolfo, as "senhoritas": Leonor Posada, Cecília Pimentel Aguirre, Violeta Motta, Hermance de Aguiar, Julieta Accioli, Elda de Moraes Cardoso e Carmen das Dores; os "senhores": Angelo Tavares, Ataliba Reis, Alvarenga da Fonseca, Hermes Fontes, Silveira da Motta, Da Veiga Cabral, Ricardo de Albuquerque, Deoclydes de Carvalho e Lupercio Garcia. Os cargos de redator-chefe d’A Faceira eram de Xavier Pinheiro, José Carvalhaes Pinheiro e Romulo Batista.Escrever no Feminino(1917) Da revista paulistana "Panóplia". A revista mensário "Panóplia" (SP),“Panóplia” (SP) ANNO I N. 3 - agosto de 1917. lançada na cidade de São Paulo, no mês de junho de 1917 exibia artigos de ciência, arte e literatura. Tinha um grupo selecionado de colaboradores. Além de Rodolfo, lá estavam Affonso Celso, Olavo Bilac, Affonso d'Escragnolle Taunay e Alcântara Machado; o cientista Franco da Rocha; e os pintores Benedito Calixto e Anita Malfatti. O pintor e caricaturista Di Cavalcanti foi diretor artístico da revista, propondo novas ideias de ilustração e diagramação, além de publicar suas caricaturas.Panóplia dá espaço aos intelectuais. A revista, com sede na Rua Direita, 8A, era dirigida por Pedreira Duprat e Cassiano Ricardo, com Ernesto Teixeira de Carvalho Filho como gerente. Sua redação contava com o trabalho de Edvard Carmilo, Sebastião Cezar e Edgard Pimentel Braga. A impressão do periódico era feita na Typo-Litographia Casa Duprat, no nº 21 da Rua São Bento.Panóplia: Mensário de arte, ciência e literatura(1917) Do semanário "A Cidade", de propriedade de Arquimedes Soutinho (diretor) e Levi AutranDiário “Lanterna”, de 24 de outubro de 1917. e que tinha, ao seu lado, um time extravagante de colaboradores, como Pereira da Silva, Goulart de Andrade, Nogueira da Silva, Rodolfo e Gilka, Carlos Rubens, Afrânio Peixoto, Mauricio de Medeiros, Justino de Montalvão, Noronha Santos, José Galhanone, Adelino Magalhães, Alexandre Dias, Marcos Pinheiro, Carvalho Ramos, Raul Machado, Mario Freire, Heitor Telles, Miranda e Horta, etc.“Correio da Manhã” (RJ), de 23 de outubro de 1916. As oficinas de "A Cidade" funcionavam à Praça dos Governadores, n.º 6 onde também, o Sr. Soutinho, montou uma papelaria.(1918) Do "Boletim Mundial'" , um órgão de propaganda e divulgação da "Agência Mundial",Semanário “A Rua”, de 21 de junho de 1918. O Boletim Mundial não possuía orientação política e sua distribuição era gratuita, ele foi criado pelo jornalista Mário Bulcão em meados de janeiro de 1918, que criou também a "Agência Sul-Americana" com a mesma finalidade. Em 1920 ele tornou-se um órgão oficial da Associação Brasileira de Imprensa,"O Jornal", de 27 de fevereiro de 1920. instituição da qual depois desfiliou-se.(1919) Da revista "América Latina: Revista de arte e pensamento"Jornal "A República", de 22 de julho de 1919. Lançada entre 22 de julho e agosto de 1919, através de uma parceria entre Andrade Muricy (1895-1984), Tasso da Silveira (1895-1968) (que também lançou as revistas "Terra de Sol" e "Festa") e Gomes de Faria, a revista "América Latina", com suas publicações de arte e pensamento, e que se auto-designava um "órgão de defesa do espírito latino-americano, circulou até fevereiro de 1920.B. N. Digital - Periódicos e Literatura Idealizada sob um viés simbolista, dela participaram várias personalidades do meio literário brasileiro da época. Foram seus co-fundadores Gilka, Nestor Vítor, o "Rodó brasileiro" e Ribeiro Couto.A violência das letras: amizades e inimizades na literatura brasileira, Rio de Janeiro.. César Braga-Pinto. Scielo - EDUERJ, de 1 de janeiro de 2018 - 493 páginas. Página 291(1919) Da revista-álbum, da cidade de Niterói, "Luz e Sombras"Jornal "Luz e Sombra", de outubro de 1919. Era uma revista ilustrada, fundada em outubro de 1919 e dedicada às ciências, artes, letras, esporte, comércio e atualidades e que tinha sua redação à Rua Visconde de Moraes, n.º 29 (bairro do Ingá), na cidade de Niterói. Seu diretor era Murilo Souza Soares, o redator-chefe Nelson da Silva Campos, era gerente Pedro Rodrigues Pinto e secretário Cícero Ribeiro de Castro. Vários eram os colaboradores a exemplo de Julião de Castro, que também era o chefe de polícia, Joaquim Eugênio Peixoto, que também era o tabelião do 1.º ofício, o Conde Afonso Celso, que era presidente do Instituto Histórico, Alcides Barcelos, que era secretário do Bangu Atlético Clube, o Capitão Manoel Benício, e seu belo artigo sobre a "toponímia indiana campista", o jornalista Alberto Moreira, o sonetista Brasil Machado de Campos e Conceição de Andrade, responsável pela "Página feminina". Várias eram as seções: Notas teatrais, Esporte, Página Feminina, Notícias diversas e caricaturas, Vanitas Vanitatum, etc. (1919) De "A Revista",Revista "A Revista" (RJ), n.º III, de julho de 1919. com sua publicação mensal, a revista tinha como diretor-proprietário Manoel Leite Bastos e, dentre seus colaboradores estavam, além de Rodolfo, Franklin Coutinho, o teatrólogo que respondia pela seção Telas e Ribaltas, Castro Lopes, o escritor teatral, e um dos fundadores da Academia Fluminense de Letras, José Quaresma Júnior, o poeta, jornalista e prosador, Francisco de Paula Achilles (1889-1955). Francisco era inspetor escolar da Escola Normal, lugar onde se reunião, vez ou outra, a "Academia Fluminense de Letras", em sua sessões e eventos, e, por fim o boêmio, jornalista, escritor, poeta e anarco-comunista Olavo Bastos, irmão do fundador Manoel Leite BastosLuís Antônio Pimentel e a vida cultural na Niterói dos anos 1930, página 54. Ana Paula Campos de Almeida. Universidade Federal Fluminense, 2008 - 131 páginas e redator-secretário de A Revista. Vários destes intelectuais ligados à A Revista faziam parte de um grupo chamado a Roda do Café Paris, grupo este que participou da fundação da Academia Fluminense de Letras (AFL).Caminhos para o moderno: A busca da trajetória Fluminense(1919) Da revista / Semanário "Mundo Brasileiro", onde era diretor. A revista saiu a público em 21 de novembro de 1919, era editada às quintas feiras e estampava em suas capas fotos das grandes atrizes da época, como Virginia Momaghan, uma das mais populares artistas da tela, Magdalene Traverse, Henny Porten, Hella Moja, de Berlin, Stella Maya, Pola Negri, Mia May da Uba de Berlim, etc e trazia, em suas seções, trabalhos poéticos e artigos sobre a Semana Política, sobre os Teatros, Cinema Mundial, Desportos, Modas, entre outros. Estes artigos eram assinados por Gilka e Rodolfo, por Adhemar Dias, Rafael Urbano,Jornal "O Paiz" (RJ), de 2 de abril de 1920. pelo cronista esportivo Raul Alves,Jornal "Correio da Manhã" (RJ), de 15 de abril de 1920. pelas notas semanais de Antônio Torres, pelos comentários de Adoasto de Godoy, pelos comentários sobre teatro de Claudio de Souza, Arturo Aguirre, Rodolfo Machado,Jornal "A Razão", de 18 de novembro de 1919. Saul de Navarro, Raul Machado, Álvaro Bomilcar, etc. A revista era uma propriedade da empresa "Ferreira da Costa & Cia", com sede à Rua do ouvidor 68 e tinha Walterr Emerick Hehl, como diretor-gerente."O jornal", de 22 de março de 1920.“Almanak Laemmert” para os anos de 1922 e 1923.
Olavo escreveu com Luiz Leitão para o "Teatro São José" uma revista em três atos com o título Zuarte.Jornal “Correio da Manhã”, de 27 de maio de 1920.