Juvêncio Augusto de Menezes Paredes (Pelotas, 6 de setembro de 1848 — São Gabriel, 1882) foi um professor, literato, jornalista e político brasileiro.

Foi professor público estadual, lecionando na Feitoria Velha de São Leopoldo.Relatorio da Instrucção Publica, 1866, p. 12 Viveu algum tempo em Porto Alegre, onde deu aulas no prestigiado Colégio União."Coronel Benjamion Flores". A Federação, 29/09/1922

Em 1868 estava entre os fundadores da lendária Sociedade Partenon Literário,Silveira, Cássia Daiane Macedo da. Dois pra lá, dois pra cá: o Parthenon Litterario e as trocas entre literatura e política na Porto Alegre do século XIX. Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2008, p. 54 sendo assíduo colaborador da Revista Mensal do Partenon e membro da Comissão Editorial.Laitano, José Carlos Rolhano. História da Academia Rio-Grandense de Letras (1901-2016) e Parthenon Litterario (1868-1885). Metamorfose, 2016, p, 29 Foi co-autor, com Apolinário Porto Alegre, do drama Jovita.Moreira, Maria Eunice. A poesia de Apolinário José Gomes Porto Alegre: recuperação e estabelecimento de texto. Doutorado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2011, pp. 25; 86-87 Em Pelotas foi colaborador do Jornal de Pelotas, da revista literária Arcádia,Alves, Francisco das Neves & Luiz Henrique Torres. "Uma folha literária rio-grandina sob uma perspectiva histórico-historiográfica". In: Biblos, 1998; 10:11-20 e lá publicou um livro de poesia, Parietárias (1873), contendo o primeiro poema conhecido que tem a cidade como tema.Rubir, Luís. "Primeiro poema sobre Pelotas?" Diário Popular, 17/04/2020 Elegeu-se deputado à Assembleia Provincial em 1881, falecendo no exercício do mandato.

Foi o primeiro patrono da cadeira nº 23 da Academia Rio-Grandense de Letras, mas perdeu a homenagem na reforma de 1910.Laitano, p. 79 Diz Aquiles Porto Alegre que era um boêmio incorrigível, mas "bom poeta", produzindo "cantos repassados de uma suave melancolia, que eram então, a exclusiva maneira de trovar dos poetas de meio século atrás. Além de poeta era orador. Tinha a expressão fácil, belas imagens e extrema correção. Parecia que as frases irrompiam-lhe brunidas, luminosas, como sobre elas refletissem as cores vistosas do arco-íris".Porto Alegre, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Typographia do Centro, 1916, pp. 91-92 Segundo Loner, Gill & Magalhães, foi poeta de relevo e um dos principais literatos ativos na região de Pelotas em sua geração.Loner, Beatriz; Gill, Lorena Almeida; Magalhães, Mário Osório. Dicionário de História de Pelotas. UFPEL, 2017, 3ª ed. pp. 104; 180-181 Escreveu biografias de David Canabarro (1874) e do padre Luiz Manuel Gonçalves Brito, vigário de Porto Alegre (1873). Fez parte da comissão de redação da primeira edição da Revista Mensal da Sociedade Parthenon Litterario, participando também de sessão da sociedade em que foi discutida a tese histórica Como deve ser considerado Juarez perante a história?.

Com sua obra literária caracteristicamente triste e desalentadora, publicou volume de poesias Parietárias (1863) e Entre parentes (1877),SPALDING, Walter. Itinerário da literatura Sul-rio-grandense, in Enciclopédia Rio-Grandense. Porto Alegre, 1956. além de ter colaborado com Jovita (1869), de Apolinário Porto-Alegre. Parietárias, apesar do sucesso no Brasil, sofreu um virulento ataque em Portugal, por parte de Camilo Castelo Branco.PORTO-ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917. Escreveu também folhetins para o jornal Inúbia, como Dois anjos (1868) e Mulher dos olhos negros (1868-?). Outras de suas obras incluem o poema Meu amor (horas íntimas) (1873) e o drama teatral Coroa de Martyrios (1874). Ver também História da imprensa no Rio Grande do Sul Literatura do Rio Grande do Sul

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