O Reino da Cilícia foi um estado independente que existiu de 612 a Durante e depois do reino independente, a Cilícia foi governada pela dinastia de Sienésis. Sob o Império Aquemênida, o estado permaneceu como uma província autônoma até

História Antecedentes A Cilícia é formada por duas partes — a área ocidental inacessível das montanhas Tauro, também conhecida como "Cilícia acidentada", e as planícies orientais, dominadas pelos rios Cidno, Saro e Píramo e ricas em cereais. Na segunda metade do segundo milênio antes de Cristo, toda a região, conhecida como Quizuatena, fazia parte do Império Hitita. Fontes contemporâneas mencionam as duas principais cidades das planícies, Tarso e Adana. A língua mais importante era o lúvio. Naquele tempo, a região era governada por um príncipe da família real hitita, chamado “sacerdote”.

Após a queda do Império Hitita em a região foi incluída no reino neo-hitita de Taruntassa, com a capital em algum lugar na Panfília. Não se sabe quanto tempo esse estado existiu. Quando os assírios descobriram a região no , chamaram a área fértil oriental de Que e a região ocidental de Hilacu ou Quilacu, provável origem do nome Cilícia. As planícies de Que foram originalmente conquistadas pelos assírios. O rei Tiglate-Pileser III nomeou um governador na região, com residência em Adana. No entanto, não era uma posse segura do Império Neoassírio. Após a morte de Sargão II em , a Cilícia tornou-se independente novamente sob a antiga dinastia, a casa de Muquesa (Muksa). Conhecida pelas fontes fenícias como Mpš e pode (de acordo com uma inscrição de Caratepe) ser identificado com o Mopsus da lenda grega, que se diz ter fundado uma cidade e um oráculo na Cilícia. No entanto, o rei assírio Assaradão reconquistou a área.

Enquanto isso, a região de Hilacu permaneceu independente. Os assírios não estavam interessados nessa área montanhosa subdesenvolvida e em suas tribos pobres. Contudo, durante o reinado de Assurbanípal , Hilacu foi ameaçado pelos ataques cimérios, uma tribo nômade do nordeste que já havia invadido a Armênia. Portanto, Hilacu se colocou sob proteção assíria.

Reino Após a queda do Império Neoassírio em , a Cilícia tornou-se um reino totalmente independente com capital em Tarso. No recém-estabelecido reino ambas as áreas da Cilícia foram unidas. Os gregos deram o título de seus reis, suuanassai, como Sienésis e o nome do país como Cilícia. Por estarem em uma geografia estrategicamente significativa, os cilícios poderiam conseguir expandir seu reino ao norte como o rio Hális em um curto período.

O primeiro rei da Cilícia conhecido é mencionado pelo historiador grego Heródoto. Ele conta que em , o rei Sienésis I, o fundador do reino, e Labineto da Babilônia mediaram as negociações de um tratado de paz no fim da guerra de cinco anos entre a Média e a Lídia: Essa história confirma que a Cilícia era naquele momento um poder independente e não pertencia ao Império Neobabilônico. O governo pacífico conduzido pela dinastia de Sienésis manteve o reino sobrevivente. Nada mais de sabe sobre Sienésis I, além do que nos é contado por Heródoto.

Sienésis I provavelmente foi sucedido por , que enfrentou as campanhas do rei babilônico Neriglissar em Embora Apuassu tivesse preparado emboscadas e ataques para deter o avanço babilônico, ele foi derrotado e perseguido por Neriglissar ao longo da costa ciliciana até chegar em Ura, que foi tomada e saqueada por Neriglissar. Apuassu conseguiu fugir e não foi capturado, mas apesar disso a campanha foi bem-sucedida em afirmar o controle babilônico na Cilícia que se tornou um estado-tampão entre o Império Babilônico, Lídia e Império Medo. As razões que levaram a esse ataque são desconhecidas, mas é possível que isso possa ter ocorrido porque Apuassu era um rei vassalo do Império Medo, rival da Babilônia. Sendo assim a campanha foi parcialmente destinada a neutralizar a crescente influência dos medos na Anatólia. No entanto, isso não pode ser confirmado. No outono de , o rei babilônico Nabonido liderou o exército babilônico em uma campanha para da Cilícia. O fato de Nabonido ter feito campanha na Cilícia logo após a campanha de Neriglissar pode sugerir que a Síria, que estava sob domínio da Babilônia, foi ameaçada por invasores da Cilícia, ou pode indicar que Nabonido em geral estava preocupado com a segurança do império. Uma inscrição sugere que Nabonido fez uma campanha bem-sucedida para a Cilícia em , no caminho, talvez atacando a Hamate na Síria, mas o registro é fragmentário.

Quando os medos foram derrotados pelos aquemênidas em , Apuassu pode ter tentado recuperar sua independência, mas ele não teve sucesso e provavelmente por volta de , ele teve que reconhecer a autoridade dos persas para manter a administração local com os cilícios. A Crônica de Nabonido menciona uma campanha do rei Ciro, o Grande por volta de em um certo país não identificado, pois na crônica contém uma lacuna. Não é impossível, mas é improvável que a Lídia seja o alvo dessa campanha. Após essa campanha, não encontramos referências a Cilícia nas fontes babilônicas, o que sugere que não havia mais contatos comerciais entre cilícios e babilônios. Seja como for, em algum momento da década de , Ciro adicionou a Cilícia ao Império Aquemênida, tornando-a um reino vassalo.

O rei persa Xerxes I escolheu a Cilícia para reunir um grande exército para atacar a pátria grega em No próximo ano, Sienésis II serviu como um dos comandantes da marinha persa. A planície costeira do país costumava servir para reunir exércitos. Embora a Cilícia tivesse um rei nativo, ela era uma satrapia e tinha que pagar altos impostos anuais ao imperador persa. Devido à sua autonomia estendida, os cilícios pagavam mais impostos que outras satrapias. Segundo Heródoto, a Cilícia tinha que dar 500 talentos de prata (aproximadamente 1,3 toneladas) e 360 cavalos brancos como impostos.

Como satrapia do Império Aquemênida, os cilícios eram independentes em seus assuntos internos e mantinham essa autonomia por quase 150 anos. Em , Sienésis III e sua esposa Epiaxa se envolveram em uma revolta de Ciro, o Jovem contra seu irmão Artaxerxes II Mnemão. Sienésis foi forçado a se aliar com Ciro, devido a presença de suas tropas no país. Essa era uma política sólida, porque, caso contrário, a Cilícia teria sido invadida pelo exército rebelde. No entanto, após a derrota de Ciro na Batalha de Cunaxa, a posição de Sienésis foi difícil. A maioria dos estudiosos supõe que esse comportamento marcou o fim da independência da Cilícia, que depois de , tornou-se uma satrapia comum.

Dinastia de Sienésis thumb|A esquerda uma moeda que possivelmente retrata Sienésis III, Tarso. Cerca de 425- Sienésis I: O fundador do reino. Apuassu: Provavelmente foi filho e sucessor de Sienésis I. Oromedão: acredita-se que ele era filho de Apuassu e o sucedeu por volta da segunda metade do sexto século. Ele foi pai de Sienésis II. Sienésis II: era filho de Oromedão e provavelmente neto de Apuassu. Ele é mencionado como um dos comandantes da marinha persa durante a invasão da Grécia por (). Ele casou sua filha com Pixodaro, um líder cário. Sienésis III: provavelmente era neto de Sienésis II. Ele era casado com Epiaxa.

Bibliografia

Categoria:Cilícia Categoria:546 a.C. Categoria:Anatólia antiga Categoria:Extinções do primeiro milênio a.C.

Ligações externas Sienésis