Prefácios e Entrevistas é um livro organizado pelo próprio Lobato que reúne vinte prefácios sobre variados temas, como filosofia, ciência, história, religião e petróleo, e dezessete entrevistas para diversos veículos de comunicação,Prefácio à edição de Prefácios e Entrevistas da Editora Montecristo. publicado pela Companhia Editora Nacional em 1947. "Este e um daqueles livros lançados menos com a intenção de cativar leitores e mais com a intenção de satisfazer pesquisadores. Fossem eles do tempo presente ou do tempo futuro. [...] Aqui neste livro há muitas repetições e menções a opiniões e escritos que podem não interessar grandemente o leitor comum, mas podem ser de grande valia pra elucidar alguns pontos da biografia, da bibliografia e das opiniões do autor".
PREFÁCIOS A obra contém prefácios para os seguintes livros:
Ipês, de Ricardo Gonçalves (1922) Antologia de contos humorísticos Seleta de contos brasileiros organizada nos Estados Unidos por Lee Hamilton Contas de capiá, de Nhô Bento (nome correto do livro: Rosário de Capiá - 1947) Éramos Seis, da Sra. Leandro Dupré (1943) A Luta pelo Petróleo, de Essad Bey (1935) Carta-prefácio para Aspectos de nossa economia rural, de Paulo Pinto de Carvalho (1943) Diretrizes para uma Política Rural e Econômica, de Paulo Pinto de Carvalho (1945) Nos bastidores da literatura, de Nelson Palma Travassos Serpentes em Crise, de Afrânio do Amaral (1941) Nós e o Universo, de Urbano Pereira Bioperspectivas, de Renato Kehl (1938) Gilberto Freyre, de Diogo de Melo Menezes Cartas para Outros Mundos, de Álvaro Eston (1942) O pecado original (2a. edição), de Rocha Ferreira (1944) Falam os escritores, de Silveira Peixoto (1941) A sabedoria e o destino, de Maurice Maeterlinck Uma revolução econômico-social, de Otaviano Alves de Lima (1947) Prefácio de paraninfo na formatura de contadores de uma escola de comércio Carta-prefácio para Poemas atômicos, de Cesídio Ambrogi (nome correto do livro: Poemas Vermelhos - 1947) Afinal, Quem Somos?, de Pedro Granja (1947)
ENTREVISTAS
"O Brasil às portas da maior crise de sua história", entrevista ao repórter Tulman Neto do Diário de São Paulo em março de 1945 "Inglaterra e Brasil", 30 de dezembro de 1940 "Um governo deve sair do povo como o fumo sai da fogueira", entrevista a Joel Silveira para a revista Diretrizes em agosto de 1944 Entrevista com Silveira Peixoto da Gazeta-Magazine no final dos anos 1930 Resposta a uma enquete da Mocidade Paulista entre 1941 e 1944 "Faz vinte e cinco anos...", entrevista a Silveira Peixoto para Vamos Ler em 1943 "Monteiro Lobato fala da Academia, dele mesmo e de outros assuntos", reportagem de Celestino Silveira em 1944 "Monteiro Lobato fala sobre o problema judaico e outros assuntos", reportagem de Nelson Vainer entre 1940 e 1945 "Insultos ao Brasil", entrevista ao Radical em 1936 "Eu sou um homem sem função", entrevista ao Diário da Noite em 1943 Entrevista ao Correio Paulistano sobre a beca na Academia Paulista de Letras "As orelhas de Vasco da Gama", reportagem do Diário da Noite "Lobato, editor revolucionário", entrevista à revista Leitura em 1943 "Monteiro Lobato na torre de marfim", entrevista ao Diário da Noite entre 1942 e 1944 "Um mundo sem roupa suja...", entrevista de Justino Martins para a Revista do Globo em janeiro de 1945 "Que fazer da Alemanha depois da guerra?", entrevista à Folha da Noite em maio de 1945 "Quando era proibido entrevistar Monteiro Lobato.", entrevista de Mário da Silva Brito para o Jornal de São Paulo em maio de 1945
CITAÇÕES
Sobre a cultura popular (prefácio às Contas de capiá, de Nhô Bento):
Sobre a diferença de desenvolvimento dos Estados Unidos e Brasil (prefácio de A Luta pelo Petróleo, de Essad Bey):
Sobre a falta de profundidade na análise dos problemas brasileiros (prefácio de Diretrizes para uma Política Rural e Econômica, de Paulo Pinto de Carvalho):
Sobre a desigualdade social (idem):
Sobre a burocracia que emperra o país e que impediu que ele, Lobato, implantasse aqui as indústrias do ferro e petróleo (prefácio de Serpentes em Crise, de Afrânio do Amaral):
Contra o dirigismo na economia e a favor da livre iniciativa (prefácio de Uma revolução econômico-social, de Otaviano Alves de Lima):
No final da vida, desiludido com a sabotagem às suas tentativas de modernizar o país, Lobato mostra certa simpatia pelo sonho socialista e por sua implantação na União Soviética ("O Brasil às portas da maior crise de sua história"):
Sobre a incredulidade dos adultos contraposta à confiança das crianças ( "Monteiro Lobato fala da Academia, dele mesmo e de outros assuntos"):
Sobre seu hábito de dizer a verdade ("Quando era proibido entrevistar Monteiro Lobato"):
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