Dominga Sotomayor Castillo (Santiago de Chile, 1985) é uma diretora de cinema, produtora audiovisual e roteirista chilena. Sendo a primeira mulher a receber o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Locarno.

Biografia Nasceu em uma família de artistas, sua mãe, a atriz Francisca Castillo, sua avó a pintora Carmen Couve, e seu tio avô Adolfo Couve, pintor e escritor. Em 1990, quando tinha cinco anos, se mudou com os pais para a mesma comunidade que serviu de locação para o seu terceiro longa-metragem Tarde Para Morrer Jovem. Se formou, em 2007, em direção audiovisual e em comunicações da Pontifícia Universidade Católica de Chile e mais tarde, cursou mestrado em Direção Cinematográfica na Escola Superior de Cinema e Audiovisuais da Cataluña. Ao finalizar seus estudos criou a produtora Cinestación.

Começou sua carreira audiovisual em 2005, com dois videos experimentais e o documentário Cessna. No ano seguinte dirigiu sete curta-metragens, entre os quais destacam Novembro e Embaixo. Em 2012, estreou seu primeiro longa-metragem, De jueves a domingo, filmado na residência Cannes Cinéfondation. O filme retrata a separação de um casal durante um período de férias dos olhos de seus filhos. Foi exibido em mais de 100 festivais, entre eles no Festival de Cinema de Valdivia, onde recebeu o prêmio de Melhor Filme e no Festival de Cinema de Róterdam e em mais de 100 festivais.

Co-dirigiu com Katarzyna Klimkieicz La Isla, premiado no Festival Internacional de Cinema de Roterdão e estreou El Mar (2014), seu segundo longa-metragem, em co-produção com a Argentina.

Em 2015 estreou seu média-metragem Mar no Fórum da Berlinale e o filme coletivo Here in Lisbon, produzido pelo festival IndieLisboa. Também trabalhou em vídeos e fotografias para exibições de artes visuais, como Little Sun (de Olafur Eliasson, 2012) no museu Tate Modern em Londres.

Ela fez história no Festival de Cinema de Locarno, em 2018, ao se tornar a primeira mulher a ganhar o Leopardo de Ouro de Melhor Direção por seu filme Tarde para morrer jovem, um retrato coletivo de adolescentes que vivem na Comunidade Ecológica de Peñalolén no verão de 1990, no retorno da democracia chilena, após a queda de Pinochet. Também foi premiado com o Tigre no Festival Internacional de Cinema de Roterdão e com o Prêmio do Círculo de Críticos de Cinema da Holanda.

Teve exibições em festivais no Brasil na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio com seu longa-metragem. Em 2020, foi jurada da seção Encounters do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Filmografia

Diretora

Longa-metragens

2012: De jueves a domingo 2014: Mar 2015: Aqui, em Lisboa: Episódios da Vida da Cidade 2018: Tarde para morir joven

Curta-metragens

2007: Debajo 2007: Noviembre 2008: La montaña 2009: Videojuego 2013: La Isla 2016: Los barcos 2017: Gepe: Hablar de Ti 2020: Correspondencia

Produtora

2014: O arquipélago 2014: Mar 2015: Apnea 2015: Aqui, em Lisboa: Episódios da Vida da Cidade 2016: Los Barcos 2016: La última tierra 2016: El Primero de la Familia 2018: Morra, Monstro, Morra 2018: Tarde para Morrer Jovem 2018: Cascos indomables 2019: Historia de mi nombre 2019: Los Fuertes 2020: Correspondencia Zahorí (em finalização)

Ligações externas

Entrevista com Dominga Sotomayor

Categoria:Roteiristas do Chile Categoria:Cineastas do Chile Categoria:Alunos da Pontifícia Universidade Católica do Chile Categoria:Pessoas vivas Categoria:Nascidos em 1985 Categoria:Mulheres cineastas