Amarilladesma mactroides (durante o século XX, e até o início do século XXI, cientificamente denominada Mesodesma mactroides; nomeada, em inglês, marisco wedge clam; na tradução para o português, uma frase: "amêijoa - clam - comestível - marisco - em forma de cunha - wedge"; com Eliezer de Carvalho Rios lhe chamando simplesmente marisco, mas também conhecida por marisco-branco; em castelhano, no Uruguai e na Argentina, almeja amarilla – cuja definição é "amêijoa amarela" – ; em português, no Brasil, baquiquiSobre a palavra baquiqui, vale mencionar o que Eurico Santos e Rodolpho von Ihering comentam a esse respeito. No seu livro Moluscos do Brasil (editora Itatiaia. 1982. p. 37.), Santos coloca a espécie Erodona mactroides sob tal denominação, citando que Rodolpho von Ihering "deu esta espécie como sinônimo de Mesodesma mactroides, mas Hugo de Souza Lopes nota que deve ser engano, pois tal espécie ocorre no Brasil, de Santos até o Rio Grande do Sul"; com Rodolpho von Ihering, em seu Dicionario dos Animais do Brasil (editora Editora Universidade de Brasília. 1968. pp. 634-635.), sinonimizando a expressão com sernambi e afirmando que "ocorre no Brasil, além da forma típica, que é propriamente da Argentina e Rio Grande do Sul, mais uma subespécie, Corbicula mactroides prisca, que se estende de Santa Catarina até o Rio de Janeiro", sendo citada por ele como comestível. Ainda citando, na expressão sernambitinga, um molusco da Bahia (sic), e que "o curioso é que tal sernambi nem sempre se caracteriza pela cor branca, como o nome faria supor. Talvez seja a mesma espécie citada sob o nome 'ameijoa branca'". O fato é que Boffi (1979) dá a Amarilladesma mactroides (ex Mesodesma mactroides) a denominação baquiqui; não estando citado na bibliografia da obra de Santos (p. 139.)., cernambiSegundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001; página 679); cernambi; s.m. - substantivo masculino - MALAC - malacologia - B - regionalismo - f. a evitar - forma a evitar -, por SERNAMBI. – Segundo o Dicionário Aurélio a denominação "cernambi" é dada especialmente para Anomalocardia flexuosa; ainda citando Erodona mactroides sob tal nome – , ou sernambi – O Dicionário Houaiss colocando Anomalocardia flexuosa, Tivela mactroides, Phacoides pectinatus, Eucallista purpurata e Donax hanleyanus, também sob tal denominação – , e o Dicionário Aurélio citando os seguintes sinônimos para Amarilladesma mactroides: maçambique, moçambique, samanguaiá, simanguaiá, simongoiá e sapinhanguá; dando, o Dicionário Houaiss, tais nomes para Tivela mactroides, em confusão de sinonímia) é uma espécie de molusco Bivalvia, marinha e litorânea, da família Mesodesmatidae e do gênero monotípico Amarilladesma, criado em 2010; classificada por Lovell Augustus Reeve, em 1854, na sua obra Monograph of the genus Mesodesma. In: Conchologia Iconica, or, illustrations of the shells of molluscous animals, vol. 8. L. Reeve & Co., London. Pls 1-4. Habita as costas do sudoeste do Atlântico, na região sudeste do Brasil, baía da Ilha Grande, Rio de Janeiro, até o litoral do Uruguai e da Argentina, até Río Negro; enterrando-se no substrato arenoso da zona entremarés das praias, geralmente a cerca de 50 centímetros de profundidade, podendo ser caracterizada como uma espécie moderadamente eurialina para as regiões estuarinas. É usada para a alimentação humana, na sua área de distribuição geográfica, sendo explorada comercialmente; podendo ser encontrada em sambaquis, do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Embora seja uma espécie comum, em 2018 a Amarilladesma mactroides foi colocada no Livro Vermelho do ICMBio; considerada uma espécie deficiente de dados (DD), com a conclusão desta avaliação em 2012.

Descrição da concha Amarilladesma mactroides possui concha donaciforme (na forma de um Donax; como Donax hanleyanus, que, por vezes, habita as mesmas regiões), também descrita como oval-retangular ou subcuneiforme; com valvas similares e superfície lisa, polida, e fino perióstraco castanho ou castanho-amarelado recobrindo suas valvas finas e brancas a creme-amareladas, dotadas de linhas de crescimento irregulares; atingindo os 8 centímetros de comprimento, quando bem desenvolvida. Interior porcelanoso e branco.

Etimologia de mactroides A etimologia do epíteto específico mactroides está relacionada com o gênero Mactra de bivalves e significaria "na forma de Mactra", "parecido com Mactra"; neste caso a similitude estando relacionada à sua forma e não à coloração, como em Tivela mactroides.

Ligações externas Mesodesma mactroides (= Amarilladesma mactroides) (Argentina), no Flickr, por Pei-Jan Wang.

col=2 Categoria:Animais descritos em 1854 Categoria:Bivalves do Brasil Categoria:Bivalves do Uruguai Categoria:Bivalves da Argentina