O foi um porta-aviões rápido operado pela Marinha Imperial Japonesa. Sua construção começou no final de novembro de 1929 nos estaleiros da Mitsubishi em Yokohama e foi lançado ao mar no início de abril de 1931, sendo comissionado na frota japonesa no começo de maio de 1933. Podia transportar até 48 aeronaves, era armado com uma bateria antiaérea composta por vários canhões de 127 e 25 milímetros e metralhadoras de treze milímetros, tinha um deslocamento normal de mais de doze mil toneladas e alcançava uma velocidade máxima de 29 nós.
O Ryūjō foi construído como um porta-aviões pequeno em uma tentativa de explorar um buraco deixado no Tratado Naval de Washington de 1922, porém mostrou-se muito pesado no topo e instável, assim voltou rapidamente para o estaleiro e passou por modificações que melhoraram esses problemas. Durante os anos de paz o navio passou a maior parte do seu tempo treinando com o resto da frota e realizando testes com diferentes aeronaves e táticas aéreas. O porta-aviões foi empregado em operações durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, apoiando o Exército Imperial Japonês.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a embarcação proporcionou cobertura aérea nos primeiros meses da Guerra do Pacífico para operações nas Campanhas das Filipinas, Malásia e Índias Orientais Holandesas, com suas aeronaves participando da Segunda Batalha do Mar de Java em março de 1942. Ele atacou navios mercantes britânicos em abril durante uma breve surtida no Oceano Índico, em seguida participando da Campanha das Ilhas Aleutas em junho. O Ryūjō foi afundado por ataques aéreos estadunidenses na Batalha das Salomão Orientais em 24 de agosto.
Desenvolvimento O Ryūjō foi planejado como um porta-aviões rápido com deslocamento padrão de aproximadamente oito mil toneladas. O objetivo era aproveitar um buraco no Tratado Naval de Washington de 1922 de que porta-aviões com menos de dez mil toneladas de deslocamento padrão não eram considerados "porta-aviões". Para manter o navio nesse tamanho, o casco foi construído de forma leve e sem blindagem, com alguma proteção apenas nas salas de máquinas e depósitos de munição. Foi originalmente projetado com apenas um hangar, o que lhe deixaria com uma borda livre bem baixa entre três e 4,6 metros. Entretanto, a Marinha Imperial Japonesa decidiu entre o início de suas obras em 1929 e seu lançamento ao mar em 1931 dobrar a capacidade de aeronaves, o que necessitou a adição de um segundo hangar em cima do primeiro, deixando a borda livre em 14,9 metros. Isto, em conjunto com sua boca estreita, o deixaram muito pesado acima da linha de flutuação e minimamente instável em mares bravios, mesmo com a instalação de estabilizadores.
O barco torpedeiro Tomozuru estava navegando em mares bravios em 12 de março de 1934 e emborcou porque era muito pesado acima da linha de flutuação. Isto levou a Marinha Imperial a investigar a estabilidade de seus navios e acarretou mudanças de projeto com o objetivo de melhorar suas estabilidades e fortalecer seus cascos. Já era conhecido que o Ryūjō era apenas marginalmente estável, assim ele foi para o Arsenal Naval de Kure onde sua quilha foi fortalecida, lastro adicionado e rasas protuberâncias antitorpedo instaladas, tudo para melhorar sua estabilidade. Suas chaminés também foram elevadas no casco e curvadas para baixo para que a fumaça não interferisse nas operações de voo. Pouco depois, o Ryūjō foi um dos vários navios japoneses pego em um tufão em 25 de setembro de 1935 enquanto realizavam manobras. Sua ponte, convés de voo e superestrutura foram danificados, enquanto seus hangares inundados. O castelo de proa foi elevado em um convés e a proa remodelada com uma curvatura para melhorar a navegabilidade.
Projeto Características thumb|esquerda|240px|Desenho do Ryūjō O Ryūjō, como originalmente finalizado, tinha 179,9 metros de comprimento de fora a fora, uma boca de 20,32 metros e um calado de 5,56 metros. Seu deslocamento padrão era de oito mil toneladas, enquanto o deslocamento normal ficava em toneladas. Sua tripulação consistia em seiscentos oficiais e marinheiros. Após as modificações realizadas em resposta ao tufão de 1935, a boca do navio passou a ser de 20,78 metros e o calado de 7,08 metros. O deslocamento padrão cresceu para 10,6 mil toneladas, já o deslocamento normal aumentou para toneladas. A tripulação passou a ser de 924 oficiais e marinheiros.
A propulsão era de seis caldeiras de tubos d'água Kampon que alimentavam dois conjuntos de turbinas a vapor, cada um girando uma hélice. A potência indicada era de 65,3 mil cavalos-vapor (48 mil quilowatts) para uma velocidade de 29 nós (54 quilômetros por hora), mas durante seus testes marítimos alcançou 29,5 nós (54,6 quilômetros por hora) a partir de cavalos-vapor ( quilowatts). Podia carregar toneladas de óleo combustível, o que dava uma autonomia de dez mil milhas náuticas (dezenove mil quilômetros) a catorze nós (26 quilômetros por hora). A fumaça das caldeiras era canalizada para estibordo do casco à meia-nau até duas chaminés abaixo do convés de voo.
Convés e hangares O Ryūjō tinha um convés de voo contínuo e carecia de uma superestrutura de ilha ao lado do convés; a ponte de navegação e controle ficava logo abaixo da extremidade de vante do convés de voo em uma "estufa" envidraçada. A superestrutura em si começava a 23,5 metros da ponta da proa, o que dava ao navio uma proa aberta bem distinta. O convés de voo tinha 156,5 metros de comprimento e 23 metros de largura, estendendo-se à ré além da superestrutura com o apoio de pilares. Seis cabos de retenção transversais foram instalados e modernizados em 1936 para serem capazes de parar aeronaves de até seis toneladas. Os dois hangares tinham 102,4 metros de comprimento por 18,9 metros de largura, tendo ao todo uma área de metros quadrados. O Ryūjō podia levar até 48 aeronaves nos hangares, mas apenas 37 poderiam ser operadas ao mesmo tempo. A ponte de comando e a extremidade do convés de voo foram arredondados depois do tufão de 1935, o que reduziu o comprimento de convés de voo em dois metros.
As aeronaves eram transportadas entre os hangares e o convés por meio de dois elevadores: o primeiro media 15,7 por 11,1 metros e o segundo 10,8 por oito metros. Este segundo elevador mostrou-se um problema à medida que a Marinha Imperial começou a colocar em serviço aviões cada vez maiores. De todas as aeronaves em serviço de frente em 1941, apenas o torpedeiro Nakajima B5N cabia nele, mas só quando era posicionado angulado e com suas asas dobradas. Isto na prática deixava o Ryūjō com apenas um único elevador e prejudicava a transferência de aviões para dentro e fora dos hangares para rearmamento e reabastecimento durante operações de combate.
Armamento thumb|240px|Três montagens duplas de canhões de 127 milímetros do Ryūjō A bateria antiaérea do Ryūjō inicialmente era composta por doze canhões Tipo 89 calibre 40 de 127 milímetros arranjados em seis montagens duplas em plataformas projetadas da lateral do casco, três em cada lateral. Estas armas tinham um alcance máximo de 14,7 quilômetros e uma altura máxima de disparo de 9,44 quilômetros a uma elevação de noventa graus. Sua cadência de tiro máxima era de catorze disparos por minuto, porém sua cadência de tiro sustentada era de aproximadamente oito disparos por minuto. Também foram instaladas 24 metralhadoras Tipo 93 de 13,2 milímetros em montagens duplas e quádruplas. Seu alcance efetivo era de setecentos a 1,5 mil metros e a cadência de tiro podia ser ajustada entre 425 a 475 disparos por minuto, porém a necessidade de trocar os cartuchos de munição de apenas trinta projéteis cada reduzia a cadência de tiro efetiva para por volta de 250 disparos por minuto.
Duas montagens Tipo 89 foram substituídas durante suas reformas pós-tufão por quatro canhões Tipo 96 de 25 milímetros, uma produção licenciada da Hotchkiss, instalados em montagens duplas. Isto reduziu o peso acima da linha de flutuação em aproximadamente sessenta toneladas. Esta era a arma antiaérea leve padrão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, porém ela sofria de sérios problemas de projeto que a deixavam praticamente ineficiente. Segundo o historiador Mark Stille, a arma tinha muitas falhas incluindo a incapacidade de "lidar com alvos em alta velocidade porque não podiam virar e elevar rápido o bastante manualmente ou por energia, suas miras eram inadequadas para alvos de alta velocidade, possuía uma vibração e choque de disparo excessivos". Os canhões tinham um alcance efetivo de 1,5 a três quilômetros e um teto efetivo de 5,5 quilômetros a uma elevação de 85 graus. Sua cadência de tiro efetiva máxima era de 110 a 120 disparos por minuto por causa da frequente necessidade de trocar os cartuchos de munição, que tinham apenas quinze projéteis cada. Todas as metralhadoras foram removidas entre abril e maio de 1942 em favor de dezoito canhões Tipo 96 em montagens triplas.
Carreira Tempos de paz thumb|esquerda|240px|O Ryūjō durante seus testes marítimos em 12 de abril de 1933 O Ryūjō, seguindo as convenções de nomenclatura da Marinha Imperial, recebeu um nome que significava "Dragão Saltitante". Seu batimento de quilha ocorreu 26 de novembro de 1929 nos estaleiros da Mitsubishi em Yokohama. Foi lançado ao mar em 2 de abril de 1931 e em seguida rebocado para o Arsenal Naval de Yokosuka no dia 25 para passar por equipagem, sendo comissionado em 9 de maio de 1933 sob o comando do capitão Toshio Matsunaga. Seu grupo aéreo inicial em meados de 1933 era de nove torpedeiros Mitsubishi B1M2 mais três sobressalentes e três caças Nakajima A1N mais dois sobressalentes. Matsunaga foi substituído em 20 de outubro pelo capitão Torao Kuwabara. Passou por reconstrução após o incidente do Tomozuru entre 26 de maio e 20 de agosto de 1934.
O capitão Ichiro Ono assumiu o comando da embarcação em 15 de novembro de 1934 e o Ryūjō se tornou a capitânia do contra-almirante Hideho Wada, comandante da Primeira Divisão de Porta-Aviões da Frota Combinada. O navio foi escolhido no mês seguinte para avaliar táticas de bombardeiros de mergulho usando seis aeronaves de reconhecimento Nakajima E4N2-C, seis torpedeiros Kugisho B3Y1 e doze caças Nakajima A2N1. Os aviões de reconhecimento mostraram-se inadequados para as tarefas depois de vários meses de testes. O Ryūjō participou em 1935 das Manobras da Frota Combinada, sendo colocado na Quarta Frota. Esta foi pega por um tufão em 25 de setembro e o navio foi moderadamente danificado. Chegou em Kure em 11 de outubro para passar por reparos e modificações que duraram até 31 de maio de 1936. Ono foi substituído pelo capitão Shun'ichi Kira em 31 de outubro.
thumb|240px|Dois bombardeiros Aichi D1A sobrevoando o Ryūjō c. 1936–1939 O porta-aviões foi usado em meados de 1936 para avaliar doze bombardeiros de mergulho Aichi D1A e suas táticas. Também embarcou nessa época 24 caças Nakajima A4N1 mais quatro e oito sobressalentes de cada, respectivamente. O Ryūjō retomou em setembro sua função de capitânia da Primeira Divisão, agora sob o comando do contra-almirante Saburō Satō. Sua grupo aéreo passou a consistir de uma mistura de B3Y1s, D1As e A2Ns, mas seus torpedeiros foram transferidos depois de manobras em outubro terem demonstrado a eficácia das táticas de bombardeios de mergulho. O capitão Katsuo Abe assumiu o comando em 16 de novembro.