A Fazenda Aurora é uma propriedade rural brasileira localizada na cidade de Araruama, no estado do Rio de Janeiro. Sua sede é uma edificação construída em estilo neoclássico feita no século XIX. Todo o conjunto arquitetônico está tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC por meio do Tombamento Provisório de 14/08/2001. A fazenda abriga atualmente o Museu Arqueológico de Araruama, instituição municipal que retrata a história dos povos Tupinambás que ali viviam.

Histórico

Fundação A fazenda foi fundada em meados do século XIX pelo português Francisco Pereira da Costa Vieira. A construção da casa sede data do ano de 1862, período em que a propriedade teve rápido enriquecimento por causa do café, tendo seu declínio por volta de 1885, devido a grande concorrência com o café produzido no Vale do Paraíba, em São Paulo.

Em Araruama, a produção agrícola era escoada por meio de dois portos chamados de Mataruna e Capitão até Cabo Frio através do Canal do Itajuru, de lá sendo transferido por navios até o Rio de Janeiro. miniaturadaimagem|328x328px|Fachada do Museu Arqueológico de Araruama, parte da Fazenda Aurora ao longo da RJ-124. Em 1968, a família Vieira vendeu a propriedade para Valdemar Torres, e este, para o Almirante Tito Evandro Ribeiro de Noronha França em 1969.

Em 1998, a fazenda foi adquirida pelo empresário Oscar Magalhães. Em 2001, foi desapropriado pela Prefeitura de Araruama, dando início ao processo de restauração do mesmo em 2004, inaugurando o Museu Arqueológico de Araruama em 2006.

Museu Arqueológico de Araruama

O Museu Arqueológico de Araruama é uma instituição municipal fundada em abril de 2006 dedicada à educação, pesquisa e conservação de artefatos arqueológicos indígenas da região, resgatando e valorizando a cultura destas populações por meio de painéis, imagens e visitas monitoradas. Seu acervo arqueológico, fruto do trabalho da arqueóloga Angela Buarque, é composto por peças de cerâmica, utensílios e ferramentas de origem majoritariamente Tupinambá escavados em sambaquis tanto pré-coloniais quanto do período de contato com o europeu. esquerda|miniaturadaimagem|Vista da lateral do antigo prédio que sediava o museu. Em mau estado, o edifício está fechado ao público. O museu fazia parte do Complexo de Educação e Cultura Leonel Brizola, compartilhando sua estrutura com a Escola Municipal Agostinho Franceschi. Desde 2013, o museu se encontra fechado por causa de problemas estruturais e, portanto, as peças expostas foram divididas e enviadas à Casa de Cultura José Geral Caú e ao Centro de Memória Municipal Sylvio Lamas de Vasconcellos - ambos em Araruama -, preservados e em exposição permanente até hoje; uma terceira parte foi enviada ao Museu Nacional no Rio de Janeiro, perdida no incêndio de Setembro de 2018.miniaturadaimagem|Tigela de cerâmica oval, encontrada no sambaqui de Morro Grande e datada em aproximadamente 1740 anos.

No município, há 20 sítios arqueológicos onde foram localizados objetos que pertenceram aos Tupinambás. Entre eles, os mais vitais em sua contribuição para o acervo do museu são os de Três Vendas - que deu início às contribuições patrimoniais de pesquisa e conservação na Região dos Lagos graças ao trabalho da doutora Lina Kneip na década de 70 -, Serrano, São José, Bananeiras, Jardim Bela Vista, Santo Agostinho, Barba Couto e, finalmente, Morro Grande, esse que, baseado na quantidade notável de peças escavadas pela doutora Angela Buarque, se trata do maior da região até agora.

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