Scania AB é uma empresa sueca fabricante de caminhões, ônibus, e motores diesel (marítimos e estacionários), sediada em Södertälje, Suécia. Com mais de 54.000 funcionários, a Scania possui operações na Europa, América Latina, Ásia, África e Oceania. Sua atuação estende-se por mais de 100 países no mundo.

A empresa foi fundada em 1891, como Maskinfabriks AB Scania na cidade de Malmö no sul da Suécia. Scania é a forma latina para designar a província sueca de Skåne. Em 1911, a Scania se associou a outro fabricante do ramo automobilístico, a Vagnsfabriks Aktiebolaget i Södertälje (VABIS) de Södertälje para formar a AB Scania-Vabis. Em 1969, a Scania-Vabis se associou com a Saab, para formar o grupo Saab-Scania AB. Em 1995, a união foi desfeita e a Scania passou a se chamar apenas Scania AB.

Em 2011, o Grupo Volkswagen comprou a Scania pelo valor de 6,7 bilhões de euros.

Tomada do controle pelo Grupo Volkswagen Em 3 de março de 2008, o Grupo Volkswagen anunciou a compra de participação acionária adicional na Scania que elevou os seus direitos de voto para 68,60%, passando desta forma a ser o acionista controlador da empresa.Dados Yahoo

thumb|250px|esquerda|Novo Scania R500

Linha de produtos A Scania produz caminhões, chassis para ônibus e motores diesel para uso industrial, marítimo, e para veículos, máquinas agrícolas e para construção civil produzidos por outras empresas.

A Scania tradicionalmente é um fabricante de caminhões pesados e extra pesados, embora produza modelos de menor tonelagem.

Até 1957, quando foi produzido o primeiro caminhão no Brasil, os veículos eram produzidos somente na Suécia. Atualmente existem fábricas também na Argentina, México, França, Holanda, Polônia e Rússia.

Esse caminhão foi adquirido por Ladair Michelon, que se tornaria um dos maiores empresários do Brasil. Em 2018, completou 80 anos e até hoje é reverenciado como referência no Transporte Rodoviário de Cargas.

No Brasil, nos anos 70 e 80, eram fabricados somente chassis para ônibus e cavalos mecânicos, com capacidade de tração a partir de 40 toneladas, atualmente também são fabricados caminhões rígidos 4x2, 6x2 e 6x4, atendendo também o segmento de caminhões semi-pesados.

Após 2004, nomenclatura em função da potência Em 2004, a Scania deixou de usar na nomenclatura dos seus veículos a cilindrada e a série. Atualmente, existem quatro séries de caminhões, nomeadas em função do tipo de cabine e da potência do motor onde: uma letra indica o tipo de cabine: T - cabine atrás do motor "bicudo" não é mais oferecida. P - Cabine avançada, montada sobre o motor, baixa. Apresenta o cofre do motor elevado no interior da cabine, influenciando negativamente na movimentação no interior da cabine. Indicada para operações de curta distância, sendo mais fácil o acesso do motorista à cabine, quando comparada à Série R. Ex.: P230, P340. R - Cabine avançada alta, indicada para viagens longas. Apresenta melhor conforto interno em virtude da menor altura do cofre do motor. Ex.: R420, R500, R620. G - Cabine parecida com a serie R, mas com acabamento menos sofisticado.

A linha de ônibus é composta pelas séries F (motor dianteiro) e K (motor traseiro).

Em 2005, a Scania mudou a forma de nomenclatura de seus modelos de ônibus. Agora, o número representa a potência do motor em cavalo vapor (Exemplo: K420 - Motor com 420 Cavalos Vapor e K indica a posição do motor no chassi).

Em 2009, a Scania lançou a sua 5ª geração de chassis. A nomenclatura dos modelos permaneceu a mesma, mas a Série 5 ganhou um novo painel e algumas melhorias no motor. Ainda este ano, a Scania voltou a produzir chassis com motor dianteiro, mercado que ela tinha deixado em 2003, com o lançamento do F230 4x2, somente na configuração 4x2, e do F270 nas configurações 4x2 e 6x2.

Os modelos com motor traseiro são o K250 4x2, K270 4x2, K270 6x2 (com terceiro eixo direcional), K280 6x2*4, K310 6x2 (articulado ou com terceiro eixo direcional), K310 8x2 (articulado com dois eixos no carro traseiro, de 20 metros, exclusivo para Curitiba), K310 4x2, K360 (4x2 ou 6x2), K400 6x2 e K440 8x2.

Os modelos com motor dianteiro são o F250 e F310 (Urbano e Rodoviário) e o F360HA (articulado).

Alguns exemplos: "R"480 V8 (cabine não-reestilizada); "R"500 V8 (cabine reestilizada); "R"580 V8 (versão especial com motor importado da Suécia, montado no Brasil com a antiga cabine da Série 5).

1968-2005, nomenclatura em função da cilindrada Entre 1968 e 2005, foram produzidos os modelos das séries 0, 1, 2, 3 e 4, os quais foram nomeados com base na cilindrada do motor, em litros, e da série, formando um número com dois ou três dígitos. O uso de letras antes do número foi usado, secundariamente, para indicar o tipo de cabine e depois do número a aplicação do veículo.

thumb|esquerda|250px|LS110 1969

Série 0 Formada pelos modelos L110, LK140 e L100 e, respectivamente com motor de 6 cilindros em linha de 11 litros, de 203 cv aspirado, à 275 cv para o motor turbo alimentado já disponível desde 1970, como opcional no Scania L 76 super, e motor V8 de 14 litros. As cabines oferecidas eram: LK, de configuração avançada, conhecida no Brasil como "cara chata", sendo o LK na configuração 4x2 e o LKS na configuração 6x2 e o LKT 6x4. L de configuração convencional, conhecida como "jacaré" em função do longo habitáculo do motor a frente da cabine. Esta cabine é incompatível com o motor V8 de 14 litros, e por esta razão só eram produzidos com o motor de 11 litros.

A cabine avançada fabricada na Europa e no Brasil tinha diferença em relação à posição de montagem do eixo dianteiro. Na Europa, este era montado abaixo do assento, como nos Scania R113 e R500. No Brasil, o eixo dianteiro era montado abaixo dos pés do condutor, com a escada de acesso à cabine, na parte posterior do para-lama.

No Brasil, eram oferecidos somente motores aspirados até o final da década de 60, sendo assim, os motores turbo (turboalimentados), foram apresentados em 1970 no salão do automóvel, motor o qual equipava o Scania L76 super, também conhecido como "espingardinha", devido a posição do elemento filtrante do ar estar posicionado na parte traseira da cabine, diferente do filtro externo, que ficava posicionado acima do para-lama dianteiro direito, ao passo que na Europa modelos turboalimentados eram oferecidos desde 1963.

Em 1970, quando ainda era L76 e substituiu a cabine “João de Barro” por aquela que equiparia os modelos L até o final da sua produção com o modelo 111S em 1981, cuja teve poucas modificações durante este período. Em 1970, recebeu o apelido “Scania Super” por causa do turbo (275 hp). Essa máquina era equipada com motor 11 litros, turbinado, lançado aproximadamente em 1963, na Suécia, um marco para época. O “Scania Super” era equipado com um filtro de ar externo maior que o dos L76 aspirado dos anos 60 (estes com 11 litros, mas sem turbo e 195 hp). Em 1971, a denominação é alterada de L76 para L110. O L110 era sinalizado na lateral do “torpedo” com letras e frisos, cromados: “SCANIA —–– 110 SUPER”. Infelizmente, os motoristas substituíam o filtro externo pelo interno e as letras pelas do “L111S”.

A linha de ônibus era composta pelo B110, de motor dianteiro, e pelo BR115 de motor traseiro. Três unidades do BR110 foram trazidas da Suécia, para estudos e testes, e encarroçadas no Brasil pela Ciferal, (rodaram pela Viação Cometa (SP), pela Penha (PR) e pela Empresa Unida (MG)).

thumb|direita|250px|Scania L80, sucessor do Scania-Vabis L56 Modelos da Série: L110 - caminhão 4x2 de cabine convencional com motor de 11 litros; LS110 - caminhão 6x2 equipado com terceiro eixo de apoio; LT110 - caminhão 6x4 com suspensão em tandem; L101 - variação do L110 com menor preço e capacidade de tração; pneus 1100x20 motor aspirado e câmbio de 5 marchas à frente. LK140 - caminhão de cabine avançada com motor V8 de 14 litros; LKS 140 - 6x2; LKT 140- 6x4; L80 - não foi produzido no Brasil; B110 - Chassis de ônibus com motor dianteiro; BR115 - Chassis de ônibus com motor traseiro.

Série 1 A série 1 manteve as mesmas cabines avançadas da Série 0, bem como a cabine convencional no Brasil. Na Europa um novo modelo de cabine convencional foi lançado, comportando inclusive o motor V8.

Há várias diferenças entre um 110 e um 111. Uma diferença que se destaca bem é o quebra-vento, que existe nas portas do modelo 110, e que foi extinto no modelo 111.

Em 1976, foi lançado a o L111. Os modelos produzidos até 1977 não tem a relação de seis cavalos vapor por tonelada de Capacidade Máxima de Tração (CMT). Em 1º de Janeiro de 1979, a legislação exigiu o “S” (111S) para identificar o motor turbinado no L111S.

Em 1981, último ano de fabricação, o L111S era produzido com potência de 305 cv e 120 toneladas de capacidade máxima de tração (na versão 6x4). O motor V8 do LK141 desenvolvia 375 cavalos neste ano.

A linha de ônibus era composta por um modelo equipado com motor dianteiro, o B111, e pelo BR116 de motor traseiro. O chassis BR116 foi fornecido para o encarroçamento dos Trólebus da cidade de São Paulo, com motor elétrico central, operados pela CMTC (SP) e atualmente pela Himalaia (SP) e Metra (SP).

Modelos da Série: L111 - caminhão lançado em 1976. L111S - equipado com motor turbo com potência que variou no Brasil de 264 a 305 cv. LK111 - caminhão de cabine avançada. LT111 - caminhão com 2 eixos traseiros tracionados (eixos em tandem). L141 - produzido somente na Europa com o motor V8 de 14 litros. A cabine da Série 0 que continuou sendo montada nos modelos equipados com motor de 11 litros é incompatível com o motor V8. LK141 - caminhão top de linha, equipado com motor V8 de 14 litros. 81 B111 - Chassis de ônibus com motor dianteiro; BR116 - Chassis de ônibus com motor traseiro.

Série 2 A Série 2 marcou a estreia das novas cabines, os primeiros caminhões T 112M, 112H, 142M e 142H apresentavam o balanço dianteiro e o capô do motor menor que os 112H e 142H lançados mais tarde com intercooler. Convém notar que os sufixos M, H, e E querem dizer, respectivamente "medium" (médio), "heavy" (pesado) e "extra-heavy" (extrapesado).

A potência era de 333 cv para o motor de 11 litros com intercooler e 305 cv para o motor sem intercooler. Os 112M e 142M lançados em ainda em 1982, possuíam o mesmo motor do 111 e 141, respectivamente, logo foram lançados os 112H e 142H (1982-1986). Modelos com intercooler de fábrica só vieram em 1985, com o lançamento do 112H, os famosos "faixa cinza". Para acomodar o capô, foi trocado por outro mais comprido feito de fibra. Neste ano ainda aparece o S na frente do capô o qual significava Super advanced. Em 1987, aniversário de 30 anos no Brasil, o S saia da frente do capô e passa a fazer a completar a nomenclatura do modelo, se tornando 112HS (1987-1989), posteriormente foi lançado o modelo 112HW (1989-1991), que já trazia duas opções de motores com 310 ou 360 cavalos de potência. No motor V8 de 14 litros a potência variou de 375 cavalos (sem intercooler - 142M e primeiros 142H), 388 cavalos (com intercooler - últimos 142H e 142HS) e 411 cavalos (com intercooler - 142HW).

Quando foi lançada a Série 2, a versão com motor V8 foi disponibilizado na cabine T, nas versões T142 M, T142 H, T142 HS e T142 HW (4x2, 6x2), T142E, T142ES e T142EW (6x4). A cabine "R" (antiga LK) também estava disponível com motor V8, sendo elas R142M, R142H, R142HS e R142HW (4x2, 6x2), R142E, R142ES e R142EW (6x4).

Caminhões 112: T112, R112 142: T142, R142

Ônibus; Motor dianteiro - S112CL 4x2; S112TL 6x2; F112HL 4x2 (S: eixo dianteiro na extremidade do chassi, F: eixo dianteiro recuado da extremidade do chassi) Motor traseiro - K112CL 4x2; K112TL 6x2

250px|thumb|direita|Scania T93

Série 3