Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cyrne Peixoto (ou Cirne Peixoto) ou Lourenço José Maria de Almada Abreu Pereira Cirne (Lisboa, 5 de Dezembro de 1818 — Lisboa, 7 de Setembro de 1874.Portugal Antigo e Moderno, por Pinho Leal, 1876, pág 145 (Pombalinho) Sucedeu a Casa de seu pai em 5 de Abril de 1834Resenha das familias titulares do Reino de Portugal acompanhada das noticias ..., João Carlos Feo Cardozo de Castello Branco e Torres e Manuel de Castro Pereira de Mesquita, Imprensa nacional, 1838, pág. 9 mas apenas recebeu oficialmente o título de 3.º conde de Almada, por Decreto de 20 de Setembro de 1841(D.) LOURENÇO JOSÉ DE ALMADA, Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.15, fl.145v-146v, Torre do Tombo até à data da sua morte.
Biografia Era tido, na altura, na corte real portuguesa e entre a nobreza tradicional, como o 15.º conde de Avranches em França«Resenha das Famílias Titulares», Imprensa Nacional, Lisboa, 1838, pág. 9 (Abranches em Portugal).
Exerceu o cargo de mestre-sala da Casa Real (o último e 7.º na sua família directa, por varonia, hereditário durante seis gerações) e, nessa qualidade, no Palácio de Queluz, ainda muito jovem, com apenas 5 anos de idade teve a honra de substituir seu pai, pela sua impossibilidade, a quando uma visita oficial dos Infantes de Espanha.Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 27
Foi capitão-mor de Vila Nova de LanhesesOrdenanças de Lanheses e, como Comendador da Ordem de Cristo, foi alcaide-mor e comendador de Proença-a-Velha.Livro de Oiro da Nobreza, Apostilas à Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal de João Carlos Fêo Cardoso Castelo Branco e Tôrres e Manoel de Castro Pereira de Mesquita, pelos Domingos de Araújo Affonso e Ruy Dique Travassos Valdez, Tomo I, Academia Nacional de Heráldica e Genealogia, Braga 1933, pág. 61
Após a instalação do liberalismo e da carta constitucional que orientava o governo, seguindo-se a criação de partidos políticos nessa linha de actuação, em 1849, é criado o Partido Realista para defender o tradicionalismo que tinha capitulado na Convenção de Évora Monte, estando indigitado D. Lourenço para seu presidente e para secretário António Pereira da Silva Bezerra Fagundes.Instalação da Comissão Eleitoral Realista no concelho de Ponte de Lima, Arquivo de Paço de Vitorino, em 1847-11-15, Código de Ref: PT/PV/APV/10ª GERAÇÃO-10.1/00134 E em simultâneo, é organizada uma sociedade secreta complementar - designada Ordem de São Miguel da Ala, estando ele, o conde de Almada, aí incluído nas suas primeiras fileirasMiguelismo no Alto Minho, por Maria Emília de Vasconcelos, Cadernos Vianenses, nº 13, Viana do Castelo, 1989, pág. 114 e 115.
Apesar de ter direito a tomar assento na Câmara dos Pares do Reino, como sucessor de seu pai, não se aproveitou desta faculdade por oposição ao Governo, depois do decreto com força de lei de 23 de Maio de 1851.Albano da Silveira Pinto, Resenha das famílias titulares Grandes de Portugal, Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1883. Pág. 650.Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, "Portugal Diccionario Historico, Chorographico, Heraldico, Biographico, Bibliographico, Numismatico e Artistico", João Romano Torres — Editor, Lisboa, 1904 Devido às suas fortes convicções miguelistas e antiliberais, pelas quais sempre batalhou, não o fez. Chegou a estar preso no Castelo de Viana do Lima por as defender.D. Miguel Vaz de Almada, Album Legitimista, n.º 27, 3.º Anno, Lisboa, 1888. Possivelmente por ter ingressado no Corpo de Voluntários Realistas, de Viana do Castelo, de que há conhecimento de ter continuado a luta de guerrilha mesmo depois da Convenção de Évoramonte e de acabar a guerra civil, com D. Miguel já refugiado no estrangeiro.
O que aconteceu é que o «desafortunado» D. Miguel e o seu governo no exílio, que nunca abdicou dos seus direitos, de Bronnbach, lhe enviaram a Comenda de Torre e Espada.
Era igualmente senhor dos Lagares d´El-Rei, de Pombalinho, e da referida Lanheses no seu Paço de Lanheses, onde tinha metade do padroado da igreja paroquial, de Santa Leocádia, da mesma freguesia.
Era igualmente proprietário do hoje chamado Palácio da Independência, no Rossio, o qual cedeu as instalações para serem a sede da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, do qual foi membro da primeira hora logo em 1861, movimento patriótico que se tinha formado contra o iberismo.Carlos Vieira da Rocha, Anuário da Sociedade Histórica da Independência de Portugal,1978-5 fev. 1987, Edição S. H. I. P., Junho de 1998, Lisboa
Dados genealógicos Lourenço José Maria Boaventura de Almada Cirne Peixoto, nasceu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1818, e faleceu na mesma cidade a 7 de Setembro de 1874. Aí foi também baptizado no dia 8 de Dezembro do mesmo ano, no oratório do Palácio Almada, na freguesia de Santa Justa (Lisboa), e teve como padrinho Salvador Correia de Sá e a madrinha Nossa Senhora da Penha de FrançaAssento de Baptismo de Lourenço, filho de Dom Antão José Maria de Almada, Livro de Registos de 1814 a 1832 - PT-ADLSB-PRQ-PLSB31-001-B10_m0716.TIF. Filho de: Antão José Maria de Almada (1801-1834), 2º conde Almada, 14.º representante de conde de Avranches em França e Abranches em Portugal, 5.º mestre-sala, senhor de Lagares de El-Rei, e de Pombalinho, alcaide e comendador de Proença-a-Velha que casou em 28 de Novembro de 1801 com Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto, senhora do Vila Nova de Lanheses.
Casado, em 26 de Setembro de 1844, com: Maria Rita Machado de Castelo-Branco Mendonça e Vasconcelosregisto paroquial, na Torre do Tombo, livro 05-M folha 174 v, AATT (23 de Setembro de 1824,Albano da Silveira Pinto, Resenha das famílias titulares Grandes de Portugal, Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1883., Pág. 35. em Lisboa, e falecida viúva a 10 de Fevereiro de 1897.Maria Rita da Conceição Machado de Castello-Branco Mendonça e Vasconcellos, roglo), filha de D. José Maria Rita de Castelo Branco, 1º conde da Figueira e de D. Maria Amália Machado Eça Castro e Vasconcelos Magalhães Orosco e Ribera.
Teve: Antão José Maria de Almada, nasc. a 19 de Julho de 1845 e m. a 3 de Maio do 1863. José Maria de Almada, nasc. a 14 de Agosto de 1846 que era demente,Portugal antigo e moderno, por Mattos Moreira, 1875, pág. 382 e m. a 1 de Abril de 1909, que foi sucessorÚltimas Gerações Entre-Douro e Minho, por José de Sousa Machado, Tipografia de «Paz», Braga, 1931, tomo I, pág. 16 e herdeiro à morte de seu pai, mas, este ficou a cargo de seu irmão Miguel, seu tutor e administrador dos seus bens."Acção judicial que pôs termo ao arrendamento mensal de uma morada de casas baixas, situada no Largo da Feira, da freguesia de Lanheses, por não pagamento das rendas", ano de 1899, Arquivo Distrital de Viana do Castelo, Cota Actual: 8.16.2.2-23, Código de Referência: PT/ADVCT/JTJVCT/CV/003/51José Maria de Almada, Processo DGCI/LIS/LIS1F/IS/02448, Imposto Sucessório, Direcção-Geral dos Impostos, 1909-04-12 Maria Amália das Necessidades de Almada Pereira Cirne Peixoto nascida a 18 de Outubro de 1847 e casada na freguesia de Arroios a 19 de Outubro de 1869 com seu primo co-irmão Sebastião Maria do Carmo Filomena Pereira da Cunha e Castro Lobo (n. 9 de Fevereiro de 1850 e m. 16 de Setembro de 1896Últimas Gerações Entre-Douro e Minho, por José de Sousa Machado, Tipografia de «Paz», Braga, 1931, tomo II, pág. 225), senhor da Torre da Cunha,Livro de Oiro da Nobreza, Apostilas à Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal de João Carlos Fêo Cardoso Castelo Branco e Tôrres e Manoel de Castro Pereira de Mesquita, pelos Domingos de Araújo Affonso e Ruy Dique Travassos Valdez, Tomo I, Academia Nacional de Heráldica e Genealogia, Braga 1933, pág. 62 fidalgo-cavaleiro da Casa Real, deputado da Nação, poeta, morador no palácio e castelo de Portuzelo na freguesia de Santa Marta de Portuzelo e 11.º senhor da Casa Grande em Paredes de Coura,Paredes de Coura no "Portugal Antigo e Moderno: Dicionário", de Pinho Leal - XXV: quarta parte (actualizado), COURA: magazine, Blogue histórico e cultural de Paredes de Coura publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves filho de António Pereira da Cunha e Castro, Fidalgo da Casa Real (Alvará de 4 de Fevereiro de 1825), e herdeiro da Casa da Torre da Cunha, em Coura, e de sua mulher D. Maria Ana Machado de Castelo Branco, 3.ª filha dos 1.°s Condes da Figueira. Morreu em 3 de Março de 1881, com geração.Albano da Silveira Pinto, Resenha das famílias titulares Grandes de Portugal, Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1883., pág. 583. Maria Francisca de Almada, nasc. a 17 de Novembro de 1848 e m. 12 ou a 13 de Janeiro de 1924. Maria Rita de Almada, nasc. a 23 ou 28 de Outubro de 1853 e m. a 26 de Setembro de 1872. Miguel Vaz de Almada, sucessor de seu irmão José, nasc. a 27 de Junho de 1859 e m. a 15 de Dezembro de 1916.José Maria de Almada, Processo DGCI/LIS/LIS1F/IS/02448, Imposto Sucessório, Direcção-Geral dos Impostos, 1909-04-12 Casado em 27 de Julho de 1859 com D. Leocádia Silvana de Sant' Ana e Vasconcelos (9 de Dezembro de 1855 - 17 de Dezembro de 1925), filha de João de Sant' Ana e Vasconcelos Moniz de Bettencourt e de D. Silvana Cândida de Freitas Branco. Sem geração. Maria José de Almada, nasc. a 18 ou 19 de Fevereiro de 1862 e m. a 24 de Agosto de 1865. Luís Vaz de Almada, nasc. a 4 de Abril de 1863, falecido a 24 ou a 29 de Setembro de 1919Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas, Código de referência; PT/AHMOP/PI/003/082Luiz Vaz de Almada, Processo DGCI/LIS/LIS1F/IS/04435, Imposto Sucessório, Direcção-Geral dos Impostos, 1919-09-29 e casado, a 30 de Maio de 1894, com D. Maria José dos Anjos de Almeida Correia de Sá, nascida a 14 de Maio de 1871 em Lisboa, e falecida a 28 de Abril de 1964,Maria José de Almeida Correa de Sá, roglo[Maria José de Almeida Corrêa de Sá / Maria José de Almeida Corrêa de Sá Almada, Processo DGCI/LIS/LIS3/IS/17697, Imposto Sucessório, Direcção-Geral dos Impostos,1964-04-28] filha de José Correia de Sá e Benevides Velasco da Camara e de D. Eugénia de Jesus Maria de Todos os Santos de Almeida Soares Portugal de Alarcão Ataíde e Meneses herdeira dos títulos de marquesa de Lavradio e condessa de Avintes.Últimas Gerações Entre-Douro e Minho, por José de Sousa Machado, Tipografia de «Paz», Braga, 1931, tomo I, pág. 17 Tiveram: D. Eugénia,Últimas Gerações Entre-Douro e Minho, por José de Sousa Machado, Tipografia de «Paz», Braga, 1931, tomo I, pág. 15 nascida a 13 de Abril de 1895 e falecida a 26 de Maio do mesmo ano.Genealogia manuscrita, no Arquivo Almada D. Maria Rita, n. 13 de Abril de 1895 (gémea da anteriorLivro de Oiro da Nobreza, Apostilas à Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal de João Carlos Fêo Cardoso Castelo Branco e Tôrres e Manoel de Castro Pereira de Mesquita, pelos Domingos de Araújo Affonso e Ruy Dique Travassos Valdez, Tomo I, Academia Nacional de Heráldica e Genealogia, Braga 1933, pág. 62) e falecida a 6 de Janeiro de 1973 na freguesia da Sé, em Lisboa, que casou, no Paço de Lanheses, em 8 de Julho de 1927, com seu primo co-irmão João de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, 4º conde de Fornos de Algodres. Sem geração.Anuário da Nobreza, III, tomo I, Edição I.P.H., Lisboa, 1985, pág. 196