Os confrontos em Bagdá em 2021 foram um conflito civil após as eleições iraquianas de 2021 entre manifestantes e forças de segurança iraquianas. Os confrontos deixaram mais de 125 feridos e dois mortos. Os manifestantes eram partidários de milícias e partidos políticos apoiados pelo Irã.

Contexto A violência foi alimentada pelos resultados das eleições iraquianas de 2021, que ocorreram em outubro. Os apoiadores de grupos pró-iranianos, que sofreram grandes perdas nas urnas, chamaram os resultados de "fraude maciça" uma vez que a maioria dos partidos perderam quase a metade de seus assentos no parlamento iraquiano. Os manifestantes eram principalmente pessoas filiadas a milícias apoiadas pelo Irã e partidos políticos pró-Irã. Algumas das milícias eram Kata'ib Hezbollah, Asaib Ahl al-Haq, Organização Badr (ala miliciana), Kata'ib al-Imam Ali e Quwat al-Shaheed al-Sadr (ala miliciana do Partido Islâmico Dawa), que são todos parte das Forças de Mobilização Popular. Alguns dos partidos políticos foram o Partido Islâmico Dawa e a Aliança Fatah, que inclui a Organização Badr (ala política), o Bloco Al-Sadiqoun (a ala política do Asa'ib Ahl al-Haq) e outros, todos aliados próximos das Forças de Mobilização Popular.

Confrontos Os revoltosos tentaram invadir a Zona Verde, uma área de Bagdá que abriga todos os prédios do governo e embaixadas, lançaram pedras nas forças de segurança, que dispararam gás lacrimogêneo e atiraram para o ar para dispersar a multidão. Os manifestantes também lançaram projéteis e bloquearam todo o acesso à Zona Verde, até que a polícia os expulsou. Os policiais abriram fogo contra os manifestantes, causando pelo menos duas mortes. As forças de segurança foram acusadas de queimar tendas montadas por manifestantes.

Consequências Os confrontos deixaram 125 feridos e duas pessoas mortas. 21 manifestantes ficaram feridos por inalação de fumaça e nove policiais ficaram feridos devido as pedras atiradas contra eles. O primeiro-ministro Mustafa Al-Kadhimi ordenou uma investigação completa dos acontecimentos, enquanto o presidente Barham Salih pediu moderação. Nouri Al-Maliki, ex-primeiro-ministro do Iraque, disse no Twitter que "os manifestantes estavam 'reivindicando seus direitos legítimos', mas não deveriam ter alimentado a violência e deveriam ter evitado provocar as forças de segurança em primeiro lugar". Qais al-Khazali, líder do Asaib Ahl al-Haq, condenou a violência e pediu justiça para os manifestantes feridos. Nas próprias palavras de Khazali, "sejam eles quem forem, devem ser responsabilizados", referindo-se às forças de segurança.

Dois dias depois, em 7 de novembro, foi feita uma tentativa de assassinato contra o primeiro-ministro Mustafa Al-Kadhimi por meio de um ataque de drones. O premiê sobreviveu ao ataque ileso, mas seis de seus guarda-costas ficaram feridos. A tentativa de assassinato estava ligada aos protestos, conforme uma fonte anônima dos milicianos que afirmou ter sido feita por uma milícia xiita, provavelmente Kataib Hezbollah ou Asaib Ahl al-Haq. As armas utilizadas na tentativa de assassinato foram fabricadas no Irã. Iraqi PM al-Kadhimi survives drone attack on his home BBC News

Ver também Ataque à embaixada dos Estados Unidos em Bagdá Protestos no Iraque em 2012–2013 Protestos no Iraque (2019–presente)

Categoria:História de Bagdá Categoria:Conflitos em 2021 Categoria:2021 no Iraque